5 Razões Para Estar Satisfeito Com Cavaco

1. Muammar Gaddafi. Se tivéssemos Gaddafi como Chefe de Estado, estaríamos em conflito aberto com a Suíça (recentemente, o líder sugeriu em plena Assembleia Geral das Nações Unidas “abolir o país”). Uma das figuras mais intrigantes do planeta insurgiu-se contra a detenção de um dos seus filhos neste país, alegadamente por espancamento de um seu empregado. O líder considera o país uma “world mafia“.

2. Kim Jong-Il. Se vivêssemos na Coreia do Norte e tivéssemos Kim Jong-Il como Chefe de Estado, não haveria liberdade de imprensa, nem de circulação, nem de expressão, nem de comércio, nem de (…). Poderíamos viver num bairro sem electricidade ou num gulag perdido numa cordilheira. Como vêem, umas simples escutas não parecem assim tão importantes!

3. Mahmoud Ahmadinejad. Ter Ahmadinejad como Chefe de Estado implicaria, entre outras coisas, viver num país em que o seu representante máximo nega o holocausto e é conhecido em toda a Comunidade Internacional por ser um tirano populista e demagogo. Os problemas de Cavaco com certos doces de Natal e alguns remarks da sua esposa carecem, como facilmente se percebe, de relevo.

4. Hugo Chavez. Conhecido (também, claro) por exterminar canais privados e por dispor de um tempo de antena na televisão estatal dedicado à propaganda. O silêncio meticuloso de Cavaco não soa assim tão mal!

5. Silvio Berlusconi. Alvo de chacota em todo o mundo e exemplo acabado de tudo aquilo que um governante não deve ser, controla diversos grupos de media, convida prostitutas de luxo para as suas festas (o governante europeu que mais tem feito pela imigração, calcula-se) e insulta com piadas de gosto duvidoso o casal Obama. A cena mais embaraçosa para Cavaco foi provavelmente o esgar que lançou a um jornalista em plena campanha e o seu aceno ao povo em plena marquise, logo após ser eleito.

A falta de tacto para lidar com questões fulcrais, a sua incapacidade em expressar-se de forma incisiva e coerente, o seu fascínio com a web 3.0 (quem não fica enternecido com o olhar embevecido do Presidente frente aos monitores LCD da Presidência?) parecem-me – e porque nestas coisas é importante relativizar – apenas falhas de carácter de alguém humano, demasiado humano e acima de tudo genuinamente português. O homem até tem uma “Vivenda Silva”!

P.S.: Eu sei que deveria ter falado no discurso de Cavaco, mas não me parece que tenha muito a acrescentar ao que já aqui foi dito pela nossa responsável pela manutenção das “quotas” aqui n’ “A Mesa”!

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