Oscars 2011

1.      127 Hours

À partida é uma história mais talhada para um documentário do que para um filme. Mono temática, centrada num só actor e de final já conhecido. No entanto, o realizador de Slumdog Millionaire conseguiu dar muito bem a volta à história, de molde a fazer um filme que, não obstante passar 2/3 do tempo com o actor praticamente imóvel, preso por um braço, (quase) consegue não ser cansativo, e conta uma história muito interessante. Ainda assim – e daí conseguir “quase” – creio que o filme ganharia em ter menos 15m, porque a certo ponto é difícil a pessoa não começar a ficar cansada. Ter-lhe-ia dado 3 pontos, não fosse um final absolutamente estrondoso (ao som de Festival, dos Sigur Rós) e, sobretudo, original, que deu ao filme um sabor especial. O desempenho de James Franco é muito bem conseguido, e seria merecido o Oscar de melhor actor. Dou 4 pontos ao filme, mas alguém aqui ao lado afirma que embora seja um bom filme, não é filme-de-Oscar”.

2.      True Grit

Dos realizadores de “no country for old men”, um filme aclamado mas que não me tocou minimamente. É um bom filme, merecedor de 4 pontos, mas com algumas falhas. Tem duas belas performances, de Hailee Steinfeld e, sobretudo, de Jeff Bridges: penso que são o que de melhor o filme tem, e são dois grandes candidatos aos respectivos prémios (não percebo porque é que Hailee Steinfeld está nomeada para melhor actriz secundária, e não principal). No entanto, Matt Damon parece-me pessimamente escolhido para o papel, esvaziando completamente a personagem que poderia compor um trio muito interessante. A história em si é simples mas bem contada. Dou-lhe 4 pontos, mas alguém aqui ao lado afirma que não passa de “um western engraçado, de Sábado à tarde, que não traz nada de novo”.

3.      Toy Story

Comecei por ser um grande entusiasta da nova vaga de filmes de animação, oficialmente encetada com Shrek. No entanto, fui perdendo entusiasmo à medida que filmes na minha opinião muito semelhantes foram sendo feitos. Toy Story 3 não é, sem dúvida, mais do mesmo. Tal como não havia sido o Toy Story original (de resto anterior a essa vaga). É uma história simples, abertamente infantil (ao contrário de outros filmes mais pretensiosos), mas irresistivelmente engraçada. Ainda não é tempo de um filme de animação ser realmente candidato a Oscar, mas este é dos melhores que já vi.

4.      Black Swan

Não seria á partida o meu tipo de filme e por isso surpreendeu-me. É sem dúvida um filme muito bem realizado e com um grande desempenho da Natalie Portman. Darren Aronofsky leva a cabo uma realização muito original, que usa os delírios progressivamente mais intensos da personagem principal, Nina, para criar um suspense digno de filme de terror, cujo final deixa muitas interrogações. Natalie Portman poderá mesmo ganhar o Oscar, complementando na perfeição esse ambiente de suspense, com um desempenho angustiante (pela positiva). Dou-lhe 4 pontos, com um “mais”, e alguém aqui ao lado afirma que “Natalie Portman merece sem dúvida o Oscar: ela é o filme”.

5.      The King’s Speech

Ao contrário do anterior, é o meu tipo de filme, pelo que sou suspeito. É dado como o principal candidato ao Oscar de melhor filme, e creio que tem, de facto, grandes hipóteses: a história é intensa, complexa e bem realizada. Colin Firth tem um excelente desempenho, dando corpo a um rei temperamental mas traumatizado por uma gaguez que o impede de fazer uma coisa á partida fácil: falar. E consegue fazer de gago sem soar artificial ou ridículo. Geoffrey Rush, o terapeuta da fala, tem um papel mais simples, mas muito bem conseguido. Merece bem a nomeação para melhor actor secundário. Helena Bonham Carter surpreende, e mostra que consegue fazer papéis normais. Dou-lhe 4 pontos, com um “mais”, mas alguém aqui ao lado afirma que “apesar do grande papel de Colin Firth, também não é filme-de-oscar”.

6.      The Social Network

É sem dúvida um bom filme, com uma realização que conta a história de uma perspectiva dinâmica e eficiente. No entanto, confesso que não esperava que o filme fosse nomeado, muito menos que estivesse entre os principais candidatos. Mas admito que poderá haver aqui algum preconceito em ver este tipo de filme como filme-de-oscar. Jesse Eisenberg tem um bom desempenho, mas não o considero ao nível de Colin Firth. Dou 4 pontos ao filme, desta vez com anuência lateral.

7.      Inception

O melhor para o fim. O único filme a que dou, sem dúvida, 5 pontos – e com concordância lateral. É sem dúvida um filme que se ama ou se odeia. A mim prendeu-me ao ecrã desde o 1º minuto como não me lembro de nenhum filme ter feito antes. Tem uma história excelente e muito original; uma magnífica realização de Christopher Nolan, que já nos trouxe os dois filmes de Batman e Memento; e um óptimo desempenho de Leonardo Di Caprio, que mais do que merecia pelo menos uma nomeação (aliás, mereceria também para Shutter Island, outro grande filme. Embora não fora de série, como este). É preciso mais?

Não vi: “The Fighter” e os dois independentes “The Kids Are All Right” e “Winter’s Bone”.

Extra:

Blue Valentine

Não é candidato a melhor filme, mas tem Michelle Williams nomeada para o prémio de melhor actriz. Começando por ela, não considero que deva ganhar: o papel não a transfigura, ela é mesmo assim, de sorriso tímido e ar triste. Quanto ao filme em si, achei horrendo. A história não corresponde á descrição. A ideia era ser a luta real de um casal que tenta não se separar, procurando aquilo que no início os uniu. No entanto, o filme não é nada disso, o casal não está na mesma onda. Ele extremamente dedicado e romântico, tentando levar a relação a bom porto. Ela é triste e sem determinação em continuar. Acresce que o é casal completamente acidental, estando junto apenas porque ela engravidou, pelo que não haveria nunca grande “pano para mangas”. Ademais, o filme é triste do início ao fim. Aqui ao lado afirma-se que “a sinopse é bem melhor do que o filme, o que faz com que se espere por um golpe de rins até ao fim, o que nunca chega a acontecer”.

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