Que Parvos Que Eles São

Quando aqui publiquei o vídeo dos “Deolinda”nunca imaginei que este se fosse transformar em mais um epifenómeno com direito à douta verborreia de vultos da análise política como José Manuel Fernandes ou Pedro Marques Lopes (este em sentido inverso). Dedicando-lhe as linhas que o assunto merece (como já referi anteriormente, gosto particularmente de dedicar linhas a assuntos que não as merecem), parece-me que esta geração (falo por mim) não se “revê esteticamente” nas canções dos Deolinda (como referiu, muito empertigado, o Pedro Marques Lopes no mais recente “Eixo do Mal”) músicas de sol e dó com letras que ficam a remoer no ouvido. Mas mesmo que se revisse, ou que parasse para os ouvir durante uns minutos, explique-me lá: que mal viria ao mundo? Se há melhor? Pois claro que há! Mas teremos todos que ter a boca cheia, permanentemente, de “guitar gods” e ai e tal exibo a discografia do Dave Holland no meu iPod? Não podemos parar durante uns minutos para ouvir uma musiqueta de sol e dó e achar piada à letra e, quem sabe, revermo-nos nela? Gostar da simplicidade de uns Diolinda faz de alguém um pimba?

Não mamou o Pedro Marques Lopes com as músicas do Padre Francisco Fanhais ou do José Mário Branco? Mudava de estação? Passaram-lhe ao lado? Nunca teve 20 anos? Se calhar não, e isso até pode explicar alguma coisa. Quanto ao José Manuel Fernandes, e graças ao “nosso” ilustre João Torgal, a coisa não podia estar melhor resumida

 

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