Ensit-Hell

Nem sequer me interessa averiguar se a pessoa em causa tem razão ou não, ou se a decisão do juiz foi justa ou injusta ou qualquer outro assunto relacionado com este. Se o que a autora alega é, de facto, verdade, parece-me óbvia a resposta. O que não me parece óbvio, nem minimamente aceitável, é que uma empresa persiga os seus clientes, fazendo uso dos tribunais para colmatar a sua total ausência de… savoir-faire, tentando mesmo silenciar quem não lhes presta o cómodo favor de se calar.

Note-se que há uns meses foi publicada aqui uma crítica bastante negativa de um restaurante da cidade de Coimbra (basta escrever no Google o nome do restaurante para vir aqui parar, aliás) sem que o autor fosse intimado. É que isto, de facto, não cabe na cabeça de ninguém.

Esta é boa, agora não posso comentar com os meus familiares e amigos e escrever no meu blog pessoal aquilo que bem entender sobre a forma como me prestaram determinado serviço ou sobre uma sentença que considero injusta?

Agora não posso “concordar ou discordar de uma sentença, porque é a lei”? Então o que passamos nós a fazer durante 4 anos num curso de Direito? Pensará este magistrado viver numa espécie de cápsula temporal em que ainda vigora um qualquer tipo de positivismo jurídico (note-se que não estou a contestar a matéria de Direito, estou apenas abismado com a falta de trato de alguém que é nada mais nada menos o suposto garante máximo de uma tutela judicial efectiva).

É também esta falta de justiça material, concreta, diária que me faz não suportar o paraíso legal descrito nos livros das cadeiras que estudo, em que tudo funciona às mil maravilhas, e se não funcionar recurso e por aí fora, que o sistema vai até ao fim do mundo por si.

Que do “sistema” só quero mesmo distância já não restam para mim muitas dúvidas. E da Ensit-Hell (não confundir com a conhecida cadeia de lojas “Ensitel”), se restassem dúvidas, também. É que, felizmente, não faltam opções.

Quanto à autora dos posts, apenas lhe desejo que guarde paciência para continuar. Estou certo que eu e muita gente quereremos saber o desfecho desta história bizarra.

Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s