O apelo ao voto em branco do PCP

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Com a pré-anunciada recandidatura do inenarrável Cavaco, a  tão desejada (pelo próprio) candidatura socrática de Alegre, a respectiva vassalagem do Bloco de Esquerda e o discurso vazio, pouco incisivo e francamente desanimador de Nobre, faltava ver o que faria o Partido Comunista Português (excluindo a hipótese de haver um candidato alternativo de direita).

Demarcando-se do ridículo apoio do Bloco a Alegre, o PCP tinha a oportunidade de, mesmo mantendo o seu sectarismo característico, apresentar um candidato forte, capaz de capitalizar votos a um sector de esquerda desolado com este cenário presidencial, no qual me incluo. Carvalho da Silva seria o homem certo no local certo. Não sendo aposta (por motivos mais que óbvios), haveria alternativas menores, mas ainda assim interessantes, entre as quais a recandidatura do próprio Jerónimo, que compensa a linha ortodoxa, com uma genuinidade popular altamente carismática

Ao apresentar uma mera marioneta do Comité Central, com um percurso na rectaguarda e essencialmente na obscuridade ao serviço do partido, o PCP revela muito mais do que ortodoxia extrema. Revela, acima de tudo… estupidez. É que das duas uma: ou desiste e faz uma figura igual ou pior do que o Bloco ou vai a votos obtendo um resultado fraquíssimo.

Posto isto, a não ser que haja alguma surpresa de última hora, pouco me resta nesta eleição que não seja VOTAR EM BRANCO…

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