Reposição da Honra do restaurante Giuseppe & Joaquim

Depois do brado provocado pelo post do João Torgal sobre o restaurante Giuseppe e Joaquim, o qual, creio, provocou algum desagrado nos donos do estabelecimento, impõe-se que divulgue aqui uma história pessoal.

Antes de mais, para mostrar o meu cadastro, recordo o meu comentário ao post referido:

“Se há coisa que me irrita são gerentes/donos de restaurantes presunçosos e desrespeitosos em relação aos clientes… Parecem instrutores de condução. O problema é que, ao contrário dos últimos, o seu rendimento não é garantido. Imagino que o gerente do restaurante se esteja nas tintas para uma dúzia de clientes, insignificantes, pensará decerto, na elevada afluência que o seu restaurante tem. O problema é que, em Coimbra, os restaurantes – tal como discotecas, já agora – raramente se conseguem manter na berlinda. E quando conseguem, não é tratando mal os clientes.“

A história que venho contar passou-se no dia 1 de Janeiro, vinha eu de Fornos, um sítio que fica algodres ao pé da Guarda. Sem pormenores desnecessários, a verdade é que precisava de queijo para uma lasanha e era hora de jantar de um feriado, pelo que, logicamente, não havia qualquer super/hiper/mini mercado aberto. Por isso, e como lá passava perto, decidi entrar no Giuseppe e Joaquim para pedir queijo (isto, depois de, no restaurante do lado, teoricamente menos pretensioso, me terem pedido 2.5€ por um queijo mínimo cor-de-laranja). Não obstante o meu aspecto, naquele dia, de pedreiro, o primeiro empregado foi prestável, embora não exageradamente. Disse-lhe que precisava de queijo, de preferência mozzarela, mas que, naturalmente, bastava-me que fosse queijo. A certa altura, o empregado chamou um colega, que era, se não o dono, lá perto. Este foi simpatiquíssimo, perguntou-me que queijo queria exactamente, trouxe uma caixa a perguntar se era quantidade suficiente e, no fim, quando quis pagar, fez o número inteligente de não me deixar pagar. Irrepreensível, no mínimo.

Esta história vai no sentido oposto à da do João Torga, de cuja veracidade não duvido. Como sou uma pessoa optimista (ou digo que sou), prefiro interpretar isto como tratando-se de uma modificação na política do restaurante. A verdade é que fico com vontade de lá voltar.

De qualquer modo, fica reposta – mesmo que parcialmente – a honra do “malogrado” restaurante Giuseppe e Joaquim e o agradecimento pelo gesto.

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7 respostas a Reposição da Honra do restaurante Giuseppe & Joaquim

  1. João Baltazar diz:

    Curioso de facto…

    Deixo aqui também registado o que me aconteceu precisamente nesse dia 1, mas um pouco mais cedo, na passagem de ano.

    O texto foi escrito como post noutro(s) forum(s) mas aproveito-o para aqui:

    “Ontem fui a um jantar de fim de ano neste restaurante e arrependi-me imenso!

    Queria deixar aqui o meu testemunho relativamente ao que se passou, para que sirva de alerta e denúncia quanto à maneira de trabalhar destes senhores.

    – Cheguei ao restaurante por volta das 20:30 e fui dos primeiros do meu grupo (cerca de 20 pessoas), como só serviam quando todos chegassem fiquei até perto das 22:30 sem comer nada, nada de entradas, nem um simples pão! Isto num jantar pelo qual paguei 50€.

    – A comida, apesar de ter qualidade, estava longe de ser gourmet, no entanto as quantidades eram as que normalmente se associam a esse tipo de refeição. As entradas foram TRÊS camarões por pessoa, o primeiro prato foi uma pequeníssima posta de bacalhau cozido com uma colher de puré de batata e finalmente serviram um bife com batatas e couve que acabou por ser o prato mais bem servido, apesar de ser na mesma pouco. Mais uma vez nada do que esperava por 50€.

    – A sobremesa foi servida quase 1 hora depois de terem levantado os pratos, e teve de ser pedida, porque os empregados se tinham esquecido.

    – O café não foi servido, quem quis beber teve de ir pedir ao balcão, e teve direito a uma chávena sem pires, servida em cima do balcão.

    – À meia noite deram 2 ou 3 garrafas de champagne para a mesa, mas não deram copos. Resultado, quem quis celebrar a meia noite com um copo de champagne teve de beber pelo copo de vinho ou água. De salientar que aparentemente todas as outras mesas tiveram direito não só a copos mas também a passas. A nossa não teve direito nem a uma coisa nem a outra.

    – A situação mais flagrante acabou por ser relacionada com o tabaco. O restaurante, na zona da nossa mesa tinha afixado os dísticos de ‘Não Fumador’, não obstante toda a gente fumava como se a proibição não existisse. Os empregados foram alertados diversas vezes, sem nada fazerem. Não tinham claramente inteção de fazer cumprir a lei. Acabei por pedir para falar com o gerente. Este disse-me que era uma noite especial e que tinham decidido que toda a gente podia fumar livremente. Perguntei-lhe onde estava previsto na lei a existência dessas ‘noites especiais’ e depois preenchi o livro de reclamações.

    – O livro de reclamações não estava identificado com os dados correctos do local, nem o nome nem a localização. Fiz a reclamação na mesma e já fiz um comunicado para a ASAE a relatar a situação.

    Recordo que o jantar custou 50€ por pessoa e, ainda que a qualidade fosse razoável, revelou-se bastante fraco ao nível da quantidade, dos ‘timings’, do serviço em si, das atitudes dos empregados e da atitude do gerente.

    Não voltarei certamente a frequentar este restaurante.”

  2. João Torgal diz:

    Bom esforço, Zé. Mas, como se vê, em vão. Não tem emenda este restaurante…

  3. António P. Neto diz:

    Lol, vou mudar o nome do blog para “A Mesa do Giuseppe & Joaquim”. Digo desde já que, por mim, será lá a jantarada anual, eheh.

  4. José Maria Pimentel diz:

    Isso e q tinha muita piada! 😛

  5. Joel Gomes diz:

    Ou se fala muito bem, ou se fala muito mal! Não há quem se decida! O josé é de facto grande apreciador do restaurante. Riu-me é com aqueles que falam mal. Não me riu de gozo, mas é com cada infotúnio que só dá vontade de rir…

  6. José Maria Pimentel diz:

    É, Joel, eu também me riu muito…

  7. ines diz:

    Já tinha lá ido várias vezes antes e, embora ache que o preço é elevado, nunca tive qualquer problema a apontar. Sempre fui bem atendida e bem servida.

    Ontem, dia 25 de Fevereiro de 2011, num jantar de anos de uma amiga onde éramos 20 pessoas, o combinado entre nós e o restautente era 13,5 euros por pessoa com direito a rodízio de massas e bebidas à discrição. Até aqui tudo bem.
    Sentamo-nos cerca das 21:30 e só fomos servidos a partir das 22:30 onde apareceram 6 travessas de massa, muito mal servidas. É de salientar que na carta, o prato que nos foi servido está indicado para 2 pessoas e tem um custo de 30,25 euros. Claro que para o que nos foi servido e para o número de pessoas que éramos a comida desapareceu instantaneamente. Esperamos cerca de 3o minutos na esperança que viesse mais comida.
    Chamamos o empregado, e perguntámos pelo facto de não aparecer mais nada na mesa. Chegaram 2 travessas iguais às que nos foram servidas anteriormente alegando que era o reforço. Pedimos ao empregado que chamasse o gerente do restaurante. Ao questionar o mesmo (com o qual tínhamos feito a reserva) a cerca do rodízio, ao qual ele nos respondeu que num restaurante tão conceituado como aquele, não poderíamos querer “comer a noite toda”. Quando confirmamos que queríamos o tal rodízio de massas, por email, disse-nos que não queria ter ser indelicado connosco, ao dizer que não haveria rodízio. Publicidade enganosa.
    Se cada um de nós tivesse pedido um prato de massa da carta, ficava muito mais bem servido, e pagaríamos muito menos.
    Em relação às bebidas, sempre que era necessário alguma bebida éramos obrigados a pedi-la no mínimo 5 vezes, se não, nunca viria para a mesa.
    Pedimos o livro de reclamações ao gerente o que ele nos responde que não! uma vez que só escreveríamos no mesmo se a comida estivesse fora de condições o que não se confirmava uma vez que tínhamos comido tudo.
    O nosso espanto é, quando o gerente nos diz que estamos a reclamar e que ainda temos direito a sobremesa, café e espumante e que a minha amiga até lhe tinha agradecido ao telefone pelo mesmo. Perfeita mentira. Para nos trocar mais as voltas. Sim, porque até tínhamos levado um bolo, uma vez que a sobremesa não estava incluída.
    Pouco tempo depois, depois do “prato principal” lá apareceram as “tão esperadas” sobremesas, os cafés e o espumante .
    Confrontados com a situação anterior não saímos do restaurante enquanto o gerente não nos entregasse o livro. Quando finalmente apareceu o livro de reclamações, ficamos espantados pelo facto do sr gerente nos informar que a página a escrever seria a do meio do livro. Exactamente onde estão os agrafos. Achamos estranho e demos conta que não seria aquela a folha mais apropriada para o fazer. Quando encontramos a folha que deveria ser preenchida o gerente indicou-nos para preencher a nossa identificação pessoal onde supostamente seria a identificação de quem nos servia o serviço (o restaurante). Deste modo, o gerente, diz-nos que não temos nada a fazer uma vez que nos teríamos enganado a escrever os dados. Claro está que não cedemos, e depois da explicação do sucedido nessa mesma folha, fizemos uma nova reclamação na folha seguinte. Só faltava não nos darem a cópia!

    No final nem um pedido de desculpas. Para nunca mais lá voltar.

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