Marmelada, a embaixatriz portuguesa

Aproveito os recentes atentados ao bom nome da Marmelada (com letra maiúscula, sim!) que tenho presenciado, para, defender a honra desta prematura embaixatriz portuguesa, bem como, qual Pedro Ruivo, para divulgar uma curiosidade (sempre útil para desbloquear conversas).

Os referidos atentados prendem-se com a palavra em inglês para marmelada (palvras, no caso): ‘quince jam‘ (ou ‘quince cheese‘). Eles fazem, de facto, a ‘marmelade‘, mas isso não passa de compota de laranja (vá-se lá saber porquê).

Mas há mais. A marmelada foi um dos primeiros produtos portugueses a ‘fazer nome’ lá fora, tornando-se bastante popular no Reino Unido e, até, além mar, nos EUA. Senão vejamos:

“According to the Oxford English Dictionary, “marmalade” appeared in English language in 1480, borrowed from French marmelade which, in turn, came from the Portuguese marmelada. In 1524, Henry VIII received the gift from Mr. Hull of Exeter of a “box of marmalade”.

Façamos, pois, a apologia da Marmelada, esse doce dos Deuses!

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7 respostas a Marmelada, a embaixatriz portuguesa

  1. João Torgal diz:

    Foi para escrever uma ode à marmelada que roubaste o destaque ao meu texto do Rodrigo Leão 🙂

  2. António P. Neto diz:

    Agora sim, somos mesmo um blog generalista: futebol, política, cultura e… culinária.

    De resto, nós portugueses (vês, Torgal, é nestas alturas que dá jeito não ser espanhol!) é que temos toda a razão, já que, como toda a gente sabe, a marmelada não vem de um qualquer pó alaranjado mas sim de um fruto – o marmelo – a que não se conhece outra utilidade que não o dito doce. E das cascas faz-se geleia.

    Eu pessoalmente, passei a ter o marmelo noutra conta, assim que soube desta… dupla utilidade, digamos.

  3. José Maria Pimentel diz:

    Eheh, é curioso, porque não há mesmo outra utilidade! Isto pq comido sem mais nada, é intragável. Ou seja, nos países onde não se faz marmelada ou derivados ninguém conhece o fruto.

  4. João Gil diz:

    Uma pequena nota de discordância quanto à inutilidade do marmelo comido sem mais nada… é bem bom!
    E noutra nota pessoal… já tive uma vez uma longa discussão com um funcionário de check-in que não confiou na minha explicação quanto ao conteúdo gelatinoso e alaranjado de uma caixa que transportava comigo. E a verdade é que fiquei msm sem a minha marmelada caseira…

  5. José Maria Pimentel diz:

    Ahah, e não é que também já me aconteceu? No aeroporto do Porto. (basicamente, foi 1 desculpa, porque a máquina apitou e o homem n sabia o que poderia ser explosivo…à tuga.)

  6. francisco diz:

    Wrong.
    O marmelo tem mais utilidades.
    Fica divino a acompanhar carnes assadas (cortado em gomos). Vai ao forno no mesmo recipiente e depois quase se desfaz, mmm… então aquelas partes que ficam caramelizadas…

  7. António P. Neto diz:

    Francisco:

    Isso põe o marmelo a um nível de consideração que não consigo traduzir em palavras, eheh.

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