Melhor

Depois de um debute frágil para as pretensões de José Pacheco Pereira, a segunda edição do “Ponto contra Ponto” consegue mostrar a utilidade do programa. Destacaria dois pontos (passe a redundância).

Primeiro, a revolta contra o ‘comentarismo’ supostamente imparcial, quase divino. Só isso seria suficiente para JPP subir uns pontos na minha consideração (aliás, já de antemão o considerava um dos poucos que, se não defendem, praticam um comentário político honesto).

Segundo, a análise cuidada do diferente tratamento dado pelos vários jornais à divulgação dos dados sobre o número de vendas. Quem nunca se irritou com a desonestidade com que os jornais e revistas analisam as suas vendas, sempre tentando colorir os resultados? Por exemplo, ao ler a Sábado aqui há uns anos reparava sempre como esta revista, não obstante estar bem atrás da Visão, relevar sempre o crescimento superior das suas vendas ao longo de determinado período específico. Mas há pior, os jornais/revistas que perdem em toda a linha e o omitem grosseiramente.

JPP chama, bem, a atenção para o evidente paralelismo entre o tratamento dado aos resultados pelos jornais e pelos partidos políticos. Em boa verdade, aliás, os jornais conseguem superar os partidos. Nas eleições há sempre pelo menos um partido a perder (sendo que nunca é, nem será, o PC, que vive acumulando “vitórias do proletariado” há 35 anos).

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2 respostas a Melhor

  1. António P. Neto diz:

    “Revolta contra o comentarismo supostamente imparcial”!? Olha que essa é boa… Então o homem faz um programa em que supostamente ensina, entre outras coisas, a distinguir parcialidade de imparcialidade e depois põe-se a ler classificados de jornais, “omitindo” fretes na comunicação social ao PSD e protegendo figuras que lhe são “caras”, como por exemplo José Manuel Fernandes. Não fosse o provedor dos leitores do “Público” e a história dos manifestos tinha passado em branco (não sei se não falou disso no último programa, não vi). Há uma diferença entre “comentarismo imparcial” e omitir flagrantemente assuntos que deveriam estar num programa de análise da comunicação social que, btw, NÃO é um programa de comentário político!!! Para isso já lhe chega a “Quadratura”, digo eu!!!

  2. José Maria Pimentel diz:

    Não, homem, este não é suposto ser um programa de análise imparcial. Ele próprio o diz. É um programa de opinião. Como ele dizia: “opinião, opinião, opinião”. Goste-se ou não. E eu não gostei do primeiro. Teve falhas e parcialidades. Mas são assumidas. E isso é o que raramente vejo fazer.

    O JPP tem muitas coisas que eu desgosto e algumas que chegam mesmo a irritar-me, mas duas qualidades raras ao nível do posicionamento: não esconde as suas preferências e não é falsamente modesto.

    Se há coisa que me tira do sério é o seu “índice de situacionismo”. Mas, não obstante tirar-me do sério, é algo que ele faz sem falsos moralismos. O homem n esconde de ninguém que é apoiante da MFL.

    Em suma, devia haver mais comentadores assumidos. Aquela suposta imparcialidade divina a la MST ou José António Saraiva é quase ridícula.

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