Hoje pensei num título…

Há alguns – não muitos – dias atrás, li no Le Monde um artigo de opinião (http://www.lemonde.fr/europe/article/2009/06/13/jose-manuel-barroso-le cameleon_1206494_3214.html) sobre a presidência da UE por Durão Barroso – cujo nome europeu julgo ser José Manuel Barroso (sem dúvida que o “Durão” ficaria mal numa personagem tão catita) – e sobre a possibilidade de um seu segundo mandato. A história é sempre a mesma: Barroso chegou à União pela porta das traseiras, e por lá continua, situação essa que, aliás, ao contrário do que sustentam alguns críticos, evidencia a coerência das suas propostas. De resto, Barroso iniciou o seu mandato parafraseando a máxima de Turgot – “pour gouverner mieux, il faudrait gouverner moins” – e termina-o com um “mais Europa”, clamando por uma maior “regulação e supervisão efectiva dos mercados financeiros”, de matriz Keynesiana. No dito artigo, cita-se um comentário do Presidente do grupo liberal do Parlamento Europeu, Graham Watson, que aqui reproduzimos: “Il – leia-se Barroso – court um peu trop derrière les dirigeants des grands pays (…). Si Délors avait adopté la memme attitude, on n’aurait jamais eu l’euro”. Trata-se da máxima, sempre prudente, do “ se não os podes vencer, junta-te a eles”.

Também noutro jornal – desta feita no The New York Times – li um artigo de Tony Harshaw (Weekend opinionator: Is racist hate republican or democratic?), onde o autor comenta os extensos debates travados na blogosfera sobre ao homicídio do segurança do Museu do Holocausto. Eis o link – http://opinionator.blogs.nytimes.com/2009/06/12/weekend-opinionator-is-racist-hate-republican-or-democratic/.

Por último, uma curta nota sobre o Ministro Mário Lino: sendo certo que hoje a questão se encontra resolvida – já sabemos que só saberemos se temos TGV ou não para a próxima legislatura -, há que realçar – e, diga-se, não criticar – a prudência de Mário Lino quando inquirido sobre a questão. Ao invés dos já conhecidos galicismos  – “jamais”, “moi non plus” – o Ministro serviu-se desta vez de um bem português – “não faço a mais pálida ideia”. Não sentimos todos que se denotava já aqui a política de “governar com humildade” que Sócrates instituiria umas semanas mais tarde?

Advertisements
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s