Goste-se ou não do MEP (que, por sinal, teve um grande resultado, pouco falado), é a verdade.

Nos pequenos partidos, a assinalar apenas o 1,5% do MEP. Mas a leitura mais fina do resultado mostra qual o eleitorado deste partido e a sua origem, coisa que a comunicação social nunca mostrou. Ultrapassa em 3 freguesias algum dos cinco maiores partidos: as duas da Foz, no Porto, e a Lapa. O resto dos resultados confirmam um voto conservador de classe média-alta, muito ligado aos movimentos que fizeram nascer o partido: os “pró-vida” dos sectores mais conservadores da Igreja. O MEP, que fez uma campanha dizendo muito pouco sobre si próprio e tentando passar a ideia que seria “centrista”, é, na realidade, um partido de direita católico, muito conservador nos costumes e mais moderado em questões sociais.”

Daniel Oliveira, Arrastão

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7 respostas a Goste-se ou não do MEP (que, por sinal, teve um grande resultado, pouco falado), é a verdade.

  1. João Torgal diz:

    Nem mais.

    Laurinda Alves foi, apenas e só, uma das activistas mais mediáticas pelo não no referendo do aborto, com argumentos de natureza ultra alarmista e conservadora. Desconfio sempre tanto deste suposto humanismo beato…

  2. Torgal, não queiras assinar por baixo do esterco que escreveu o Daniel Oliveira. Conheço mais ou menos o MEP e aquilo tem tudo menos ligação exclusiva aos ditos ““pró-vida” dos sectores mais conservadores da Igreja”. Tenho pena da falta de esclarecimento de quem escreve uma coisa destas a cingir um partido a tal. O MEP é algo mais que isso.
    Quanto à imagem centrista, já é diferente. É tão verdade que foi precisamente por isso que não votei neles. Apenas o farei quando forem uma força que se assuma como de direita. Não gosto cá de véus de noiva.

  3. José Maria Pimentel diz:

    O MEP não se cinge à defesa dos valores pró-vida, como é evidente. Mas as pessoas que o compõem são, maioritariamente, dessa área. Isso não tem problema nenhum, só acho que o DO faz bem em esclarecer. E é verdade que não foi essa a mensagem que passaram. O que não invalida que o programa seja bastante bom. Aliás, na generalidade é aquele que mais se aproxima do meu ponto de vista.

  4. chloé diz:

    Ponto 1- só depende dos portugueses que o MEP deixe de ser um movimento conotado com o retrato (exageradíssimo) de DO. Cada país tem o que merece.
    Ponto 2- sendo as causas sociais de proximidade um dos vectores programáticos mais importantes do MEP, é normal que numa 1ª fase sejam justamente os católicos a rever-se nessa cultura partidária.Só que o nexo não funciona no sentido indicado pelo DO. Funciona no sentido contrário. Isto é, eles, os católicos, sabem muito bem, melhor do que esmagadora maioria da sociedade portuguesa, o que é o voluntariado. É típico da chicana política fazer esta “inversão do nexo de causalidade”. Há quem caia na esparrela.
    Ponto 3- Os movimentos pró-vida são simultaneamente a bandeira e a pedra no sapato da esquerda, enquanto tal. Novamente a inversão. (Como se não houvesse gente de esquerda contra o aborto). As questões de consciência não dependeram nunca do cartão partidário. São de consciência, ponto final. O delírio subdesenvolvido deste país é que se arroga o direito de dar cor política a essas matérias, tornando-as parte do núcleo duro do respectivo caderno político. Uma parolice a toda a prova. E a malta come.
    Ponto 4- Ignorava que em Portugal a classe média alta representasse 1,5 dos eleitores. Eu achava que estava reduzida a muitíssimo menos… Está visto que os bancos de dados na cabeça do DO estão muito desactualizados, dá para perceber que ele ignora completamente a transformação acelerada do tecido social português…

  5. de Faria e Silva diz:

    Caro Daniel Oliveira,
    O MEP é uma lufada de ar fresco na direita portuguesa e com o resultado que teve para as europeias arrisca-se a valer a pena votar nele em Lisboa. Lembras-te do Bloco na primeira eleição? 60.000 votos, quase os mesmos do MEP.
    Um abraço deste teu antigo colega de ISCTE e que continua a não perder ouvir-te todas as semanas, mesmo todas, no eixo do mal.
    DeFariaESilva
    p.s.:aquela dos pró-vida serem do catolicismo mais conservador foi um soundbyte não achas? Informa-te bem e reconhece que o que sempre colocou telhados de vidro nos apoiantes do sim à vida foi não terem nenhum partido que apoiasse a vida na sua globalidade, incluindo a protecção social e todos os direitos sociais conquistados pelas trabalhadoras que querem ter os seus filhos – a direita tradicional diz não ao aborto mas não diz sim à vida, a esquerda tradicional diz sim à livre escolha mas não reconhece ao que não se pode defender a sua protecção, com o MEP vai ser possível conjugar as 2 vertentes.
    p.p.s.: Vi pró-vidas no aeroporto quando houve uma manif e greve de fome pelo não repatriamento dum casal e duma criança africanos juntos com militantes do antigo pc(r) uma das raízes do Bloco. Vi pró-vidas na manif contra a guerra no Iraque entre o Camões e o Rossio com bloquistas. Não são papões e já foram compaignons de route da esquerda desacomodada

  6. António P. Neto diz:

    Caro de Faria e Silva:

    Agradeço-lhe o comentário (e estou certo que o José Maria Pimentel também) mas devo alertá-lo para o facto de… este não ser o blog de Daniel Oliveira.

    O endereço do blog de Daniel Oliveira é http://arrastao.org

    Cumprimentos

  7. Adc diz:

    Nem o MEP nem Laurinda ALves são um apoio do bloco central e muito menos são um apoio da Igreja Católica. Este novo partido engloba todas as pessoas que se identifiquem com a “politica da esperança” independentemente da sua religião ou da sua posição política. É um partido que estava a fazer falta pois fala-nos em soluções reais, concretas e possíveis e não em problemas e soundbytes mediáticos. Estamos fartos da forma como se faz política em Portugal e isso foi demonstrado de diferentes formas pelos portugueses nas últimas eleições (as de 7 de Junho). Está na altura da esperança real e o MEP é a voz dessa construção possivel para um Portugal melhor.

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