Apanhado geral da coisa, o comboio das manchetes riscadas

Marinho Pinto – Não foi o primeiro, mas esteve em grande nível ao meter MMG na linha. De vez em quando há malta que apanha com o frete de ter de reduzir a mulher à consciência da sua dimensão real. Ontem foi a vez dele. Em muita coisa é bonito ouvi-lo falar, em certas outras dispenso… Não sei é como é que a alguém, que acusa tantas verdades de forma tão directa, nunca houve ninguém a passar a perna ou a fazer a cama. Estará

para breve? – está a chegar um programa de educação sexual às escolas totalmente perverso da autoria de um dos muitos psicólogos depravados que prolifera por este país dentro… Aborda de forma chocante temas como a homossexualidade e o desenvolvimento dos jovens. Sem qualquer consideração pelos diferentes ritmos a que se processa o crescimento dos jovens. Lamentável principalmente para quem, como eu, defendia a inclusão curricular de matérias (embora em outros moldes), ligadas à

Educação Sexual – As matérias desta disciplina a ser introduzida no plano curricular do ensino Português parecem já ter sido ensaiadas numa escola preparatória em Espinho a pré-adolescentes por uma Professora com Licenciatura, Estágio, Mestrado e Pós-graduação…em História. Por muito brejeiro e aproximados da proposta do Governo que tenham sido os contornos em que abordou o tema, conseguiu que se tenham ainda quase camuflado as suas afirmações mais escandalosas. Refiro-me ao momento em que, qual Imperador Romano aficionado de festas orgíacas, se dirige plena de altivez, rebaixando uma aluna baseando-se nas qualificações académicas (ou falta delas) da sua mãe (da aluna) em frente da turma inteira…mais valia ter continuado a vomitar sexo…perante a forma como ameaçava e intimidava uma turma de “miudinhos” com berreiro e ameaças a quem falasse do que se passava nas aulas…as crianças eram novinhas, mas ingenuidade por ingenuidade…mais valia ter continuado a vomitar sexo…o cariz negativo com que grita os anos que andou a estudar, parecia que estava a falar de uma pena na prisão que cumpriu ou de uma campanha militar que tinha realizado…motivação por motivação…mais valia ter continuado a vomitar sexo

Situações destas nunca deixaram de ser banais no país onde os sindicatos (com toda a ingenuidade – ingenuidade? – que lhes vem inerente) juram a pés juntos que todos os professores são profissionais altamente exemplares e qualificados, reduzem estas afirmações a deixas dignas dos palhaços do Varekai. Tornam, assim, a ingenuidade que eu questionava na mesma ingenuidade de quem foge como uma criancinha com o traseiro à seringa de um sistema de avaliação oriundo de um qualquer país da América Latina. Se em Portugal tudo funciona ao bom e simpático estilo latino-americano, porque é que a avaliação dos educadores devia ser feita de forma diferente?

Mas, como disse, mais uma parte penosa da história é que situações destas nas salas de aula sempre aconteceram durante muitos e longos anos. Foi preciso aparecerem telemóveis e gravadores, que entre muita coisa má, conseguem ajudar a denunciar vergonhas destas (com muita coisa má pelo meio que os gadgets nas mãos das criancinhas possam produzir). Diagnostica-se assim uma lacuna na colocação de uma docente de História numa EB, quando o seu lugar seria num manicómio qualquer pelo país fora… Uma história tão triste quanto o facto de ser verdade que para a despedirem, muitas outras iguais seriam igualmente

Despedidas dos imigrantes em Itália, onde Sílvio Berlusconi insiste não haver espaço para multiculturalismos. Um acto de ingratidão, no país criador das instituições que ensinaram ao mundo como se emigrava (principalmente de forma tão ilegal quanto eficaz para os EUA), inspiradoras de filmes, séries e videojogos de fazer parar o tempo e cortar a respiração. Apenas a Igreja Católica e alguns políticos da oposição fazem frente a tais medidas sem qualquer sucesso. Ninguém duvida que nos últimos cinco anos, Itália se tem tornado vítima de crimes, na maioria protagonizados por organizações criminosas oriundas do sudeste europeu (Bulgária, Albânia, etc. …); no entanto, uma medida destas nada mais vem fazer do que assinar a declaração de incompetência do governo sobre as autoridades de segurança naquele país, cujo líder entende que assim evita perder uma luta que não tem coragem para

Combater é palavra de ordem 4ª feira em Roma. E desta vez não é no Coliseu, nem contra cristãos ou imigrantes. Aqui trata-se de um duelo.

Mas para que não vá ao engano, eu ajudo: uma vez no Coliseu, ande um pouco mais para Norte (meia dúzia de estações de metro não será má ideia), atravesse o rio quando vir a Ponte Duca d’Aosta e siga em frente… Stadio Olímpico, é mesmo aí! Ah não se esqueça de levar o VISA, pois é uma brincadeira capaz de lhe sair um tanto cara (uma centenas de euros, vamos dizer). Em compensação, um espectáculo que defronta as duas melhores equipas do mundo, cujos jogos assistimos diariamente nos nossos televisores, embora sob a forma semi-real a que chamamos Pro Evolution Soccer. Só que desta vez, para além de real, é decisiva, podem pousar o comando. Este evento conta com a participação do melhor e do 2º melhor jogador do mundo (agora quem é quem?…). A prepotência e o exibicionismo saloio de um contra a humildade e sanidade desportiva de outro criam-me mais simpatia por um dos lados, mas o que eu quero mesmo é ver bom futebol. É isso que quero, que os dois, mais os outros 20 e mais ainda os suplentes (utilizados) me ofereçam a mim e ao resto do mundo!

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Sobre Zé Bandeirinha

Não vi nada, não sei nada, nem sequer estava aqui. Nada a ver com isso, quem vier que diga, que não é nada comigo.
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8 respostas a Apanhado geral da coisa, o comboio das manchetes riscadas

  1. Pedro Xavier diz:

    Ze bandeirinha começaste logo mal! Acho que ninguém gosta da manuela… Mas falar bem do Marinho? Aquele borgesso é pior que o Domingos Paciência! Nem o Pedro Roma em toda a sua bestialidade se compara a tamanho idiota. Mas sim, eu percebo. Ver a Manuela a levar pancada da gozo!

  2. Dá gozo ver a MMG a levar tareia e dá gozo ouvir algumas verdades vergonhosas do estado da justiça em Portugal que deixam tudo a tremer quando ele abre a boca… O problema do homem está em outras coisas que diz mas que nada têm que ver com a entrevista ou com o texto.

  3. João Torgal diz:

    Situações lamentáveis como a que falaste da escola de Espinho sempre sucederam e muitas vezes isso era sabido de forma declarada. Só não passava para a comunicação social. Eram, por exemplo, míticas as histórias de humilhação e agressão física de alunos do ensino primário verificadas por uma certa professora de um determinado colégio privado de Coimbra com nome religioso. No entanto, na perspectiva oposta e igualmente errada da tolerância 100% e da ausência total de autoridade do professor na sala de aula, havia quem achasse aquilo tudo muito bem – a chamada disciplina da cana de bambu.

    A questão desta situação escolar referida por ti e, na perspectiva contrária, a anterior da aluna da escola Carolina Michaelis deveriam servir para discutir com seriedade a escola, o papel de educador de um professor e o respeito pela sala de aula e os aspectos disciplinares. Em vez disso, opta-se pelo sensacionalismo e pela lógica do jornalismo do espectáculo mediático, com os resultados que se sabem.

    Os sindicatos dizem muitas asneiras e têm naturalmente outras motivações políticas para além da defesa intransigente dos professores. Agora não me lembro dos sindicatos dizerem que os professores são todos espectaculares e óptimos profissionais. O que dizem, isso sim, é que não há nenhum objectivo nas medidas da tutela de melhorar o ensino e premiar o mérito, os verdadeiros professores de excelência. E isso eu não podia estar mais de acordo.

  4. Se algum dia vier a ser alguém na vida, vai ser, em boa parte, devido às reguadas que apanhei no colégio. E digo-te, ia ficar bem mais traumatizado se ouvisse o que a rapariga ouviu acerca da mãe em frente da turma toda, do que com meia dúzia de sets de reguadas… Tenho pena de quem não ficava. As maiores imbecilidades dos maus educadores são as que saem da boca (é incrível, mas, os próprios maus educadores é que, ao abrir a boca conseguem dar-me razão).

  5. João Torgal diz:

    Sou completamente contra aquelas inúmeras teorias pedagógicas dos tipos das “ciências da educação” que teorizam tudo e para quem os professores não podem dizer isto ou aquilo aos meninos que eles ficam traumatizados. Mas daí a defender as reguadas, há limites. E então dizer o que disseste na primeira frase, é algo que, de todo, não faz sentido. Felizmente nunca andei nesse colégio, sempre andei em escolas públicas e orgulho-me disso, mas das pessoas que conheço que lá andaram todos dizem que pior do que levar reguadas por mau comportamento, era apanharem pelo simples facto de não saberem algo, muitas vezes não por falta de estudo, mas por simples desconhecimento. Uma verdadeira vergonha.

  6. José Maria Pimentel diz:

    Bem, réguadas é uma total imbecilidade. E tudo o que esteja associado a uma autoridade inquestionável sempre me fez bastante confusão. E o problema é mesmo esse. Ou por outra, pior que as réguadas é o facto de estas raramente serem aplicada com justiça. Típico…

    “Se algum dia vier a ser alguém na vida, vai ser, em boa parte, devido às reguadas que apanhei no colégio.”

    Vai para a tropa, homem, que há la muitos a pensar desse modo (e a agir em consequência, claro).

    Eu por mim, se algum dia vier a ser alguém, será…apesar do equivalente a réguadas que apanhei num colégio que, curiosamente, também tem um nome vagamente religioso (mas só o nome). Aquele onde se praticava o ballet. 😐

    _________________

    Vamos agora ao Marinho Pinto. É muito típico ouvir-se em Portugal este tipo de opinião: “até concordo com o que fulano diz, mas não gosto do estilo. Se fosse mais calmo, ficava-lhe melhor.”

    É tudo muito bonito, mas, num país de brandos costumes, é natural que os únicos a perder a paciência sejam, de facto, aqueles incrivelmente impacientes. O MP é, inegavelmente, um brugesso. Mas faz muito bem ao sistema e faria ainda melhor caso desse nomes. Eu até admiro o Rogério Alves, mas aquele estilo dandy não é o mais indicado para a Ordem. Nem para o país.

  7. A mim não me faz mal em criança ter levado umas porradas, mesmo aquelas que, pior que por falta de conhecimento, levava por brincadeiras ingénuas sem maldade. Embora pareça triste, é só uma forma de acostumar as crianças ao mundo…
    A parte do “não se poder dizer isto ou aquilo às criancinhas é bem diferente.
    Não tem nada a ver com os calhaus miseráveis das ciências da educação. O que eu estava a constatar é que há insultos de professores que podem ferir mais um miúdo que meia dúzia de reguadas. Tenho imensa pena se discordam, mas tenho perfeita noção do que estou a dizer.

  8. José Maria Pimentel diz:

    “á insultos de professores que podem ferir mais um miúdo que meia dúzia de reguadas. ” Evidente, não é isso que está em questão.

    As porradas de que falas fazem, de facto, bem. Mas não são aquelas dadas pelos profs. Essas não me serviram de nada. Fizeram-me apenas não gostar do colégio onde andei.

    As porradas dos outros miudos – e aquelas que se lhes dá – essas sim, fazem bem. Muito. Principalmente variadas. Ou seja, de vários meios e origens.

    Já apanhei e de certeza vou apanhar muito brugesso ameaçador pela frente. Uma senhora de idade provecta com uma régua….duvido. Mas nunca se sabe…. 😉

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