Aulas separadas

Começando pelo fim: sou da opinião que devem haver turmas separadas entre rapazes e raparigas até a faculdade. Não escolas, atenção, turmas.

Reconheço que não é uma conclusão livre de ser contestada, longe disso. Provar o seu efeito, sobretudo, é muito difícil.

A ideia surge-me de experiência própria e estou certo que todos os leitores do sexo masculino, mesmo não concordando, identificar-se-ão com algumas coisas.

Sou da opinião que o sistema de ensino português (e não só, talvez, desconheço os outros) é profundamente feminizado. Não estou a tentar levantar o véu de uma qualquer conspiração. Não. Trata-se da consequência natural do ensino em Portugal ser, há alguma décadas, pensado e executado por mulheres. Naturalmente  – e aconteceria o mesmo se fossem homens – as professoras têm tendência a incutir e premiar os alunos que se destaquem nas características que apreciam.

O exemplo mais latente – e por ventura pouco comum, felizmente – que tive foi na pré-primária e primária, no 1º Jardim Escola João de Deus (aos anos que já não escrevia este nome!). Se o sistema o é, este colégio é inacreditavelmente feminista. O exemplo paradigmático é este: tive durante dois anos (penso) ballet(!). Sim, ballet! Quanto a futebol…nunca fizemos. Quer dizer, praticámo-lo, muitas vezes, mas no intervalo e com pacotes de leite ou de iogurte (bons tempos!).

Eu, rapaz trapalhão e o oposto do brio (no sentido feminino do termo) era dos piores da turma. Só se destacava pela negativa um par de raparigas com claras dificuldades. A seguir estava eu (não só, claro, havia mais uns rapazes). A caligrafia metia medo, o jeito para trabalhos manuais pouco (especialmente quando envolvia muitas cores), a queda para o ballet a previsível. Tinha sempre a prenda de passar na aula os intervalos dos dias de ‘prova’. O sistema mandava que apenas esta fosse entregue quando estivesse impecavelmente apresentável. Como não é difícil de imaginar, a minha prova só atingia a perfeição exigida quando a aula seguinte estava para começar.

Estes são apenas alguns exemplos. A memória (a instantânea e, principalmente, a de longo prazo) impede-me de me lembrar de tudo.

Mas para resumir basta dizer que naquele colégio se exaltava as características femininas. As disciplinas tinham todas como objectivo trabalhos com ‘bom aspecto’, brio. As actividades, essas, resumiam-se a teatro, ginástica e ballet. A primeira, escapa. A última, é simplesmente inconcebível sem algo a compensá-la (say, futebol), a ginástica era, se bem me recordo, nos tempos do ciclo e do secundário, aquela disciplina que os rapazes, por norma, evitavam.

Para terminar – e escusado seria dizer – os melhores alunos da minha turma (à excepção de um rapaz que, valha a verdade, até era o melhor de todos) eram raparigas. E de longe.

O sistema de ensino público é, felizmente, mais neutro. Mas a adaptação foi difícil. Curiosamente difícil, visto vir de um colégio privado que se orgulhava de dar uma excelente educação (começávamos a escrever um ano antes do normal, por exemplo). Não estou certo que o ‘trauma’ da primária o justifique completamente, mas a verdade é que demorei cerca de um ano lectivo (o 5º) a atingir o nível que depois me acompanharia quase sem oscilações até hoje.

É evidente para mim que aquela escola não ‘puxou’ por mim como devia. Mas também concedo que tenha sido um exemplo extremo. Ainda assim, penso que aquela experiência, bem como a posterior – embora em menor grau – mostram que os rapazes e as raparigas são demasiado diferentes – até uma certa idade – para serem tratados sem qualquer tipo de descriminação (positiva).

Durante o ciclo – e até no secundário – tive vários exemplos de como a educação privilegia, ainda, as características femininas. Professoras, salvo raras excepções (sim, também há ‘excepções’, mas têm normalmente outras motivações), avaliam os alunos de acordo com o que acham estar certo. E isso – em ciências não exactas, claro – varia com o género. Estou convencido disso. Um outro exemplo paradigmático foi um professor que tive no secundário. Caso extremo, reconheço. Mas era basicamente adorado pelos rapazes e odiado pelas raparigas.

O que defendo, como está explícito no início do texto, não é escolas diferentes. Isso, no competo geral, ainda seria pior. O convívio entre rapazes e raparigas – principalmente a partir do 5º ano – é fundamental para formar pessoas capazes. Mas aulas separadas seriam, quanto a mim, positivas.

Claro que tal não será, por ventura, inteiramente fazível. Mas pelo menos, até certa medida, pode-se melhorar no modo como se pensa o sistema de ensino e a maneira como este contribui para formar ambos os sexos.

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13 respostas a Aulas separadas

  1. Já discordei mais. Hoje em dia, a minha opinião vai-se aproximando da tua. Principalmente quando há até certos assuntos e certos comportamentos que o rapaz acentua ou atenua por saber estar a ser observado pel rapariga (e vc-vrs). Esses compotamentos podem ir desde a piadola maldosa, medo de responder mal, etc…

  2. Anelar diz:

    Fiquei bastante curiosa quando li o título do texto, mas nunca pensei que à priori este se referisse a um “apartheid” sexual escolar :).Não deixo de compreender esta perspectiva, até porque determinadas vivências parecem fazer com que a mesma tenha sentido.Contudo, não posso deixar de partilhar a minha experiência…Sempre estive em escolas públicas, desde a pré-primária, onde embora existisse esta “sexualização” do ensino, penso que nunca foi nefasta…Pelo contrário, dou graças a qualquer coisa por sempre ter estado em turmas mistas. Penso que vocês, rapazes, não sabem o quão “pacificadores” podem ser num grupo de mulheres…Se não fossem os rapazes nunca teria aprendido a jogar ao berlinde, ou à carica, o que fazia sempre a par de outras brincadeiras tipicamente femininas. Sem vocês, não teria percebido que afinal não é assim tão mau não ter uma caligrafia bonitinha e não utilizar 500 cores para sublinhar os textos, ou ainda que nem só de barbies e nenucos é feito o mundo. Por tudo isto, e sob um ângulo muito pessoal, não posso deixar de discordar…O que tem de mudar não é o sexo e género das crianças, mas sim o sistema educativo que se deveria adaptar aos mesmos…(embora vá cada vez mais no sentido oposto).

  3. José Maria Pimentel diz:

    Ora ai está uma perspectiva curiosa!

    Como é evidente, esta defesa da separação é um pouco para provocar. É sobretudo muito difícil pesar os prós de cada situação. Porque é óbvio que há muitos benefícios para ambos os sexos das aulas mistas (esse é um belo exemplo, by the way).

    Sobretudo, acho que o sistema de ensino deveria ter em conta as diferenças. E não tem.

  4. António P. Neto diz:

    Como já tinha dito, concordo com uma parte substancial do texto. No entanto, penso que seria um sistema muito difícil de voltar a pôr em prática. Turmas de sexos diferentes exigiriam professores de sexos diferentes, o que exige paridade. Ora, a paridade deve existir quando há necessidade que exista, ou seja, quando existem factores que por serem discriminatórios dificultam o acesso de um dos sexos a determinada profissão, o que não me parece ser o caso do ensino. Penso que o que deve ser posto em prática é uma “desfiminização” do ensino, isto é, fazer ver aos nossos educadores (sobretudo às nossas educadoras!) que uma caligrafia e apresentação bonitas não são o pilar de um ensino exigente. Outra coisa curiosa é a desvalorização do desporto neste grau de ensino, quando esta é provavelmente a melhor idade para o praticar. Se no teu colégio não havia futebol, no meu nem desporto havia, à excepção de um protocolo com as Piscinas de Celas. Claro que estamos a falar de ensino privado, não sei como funciona o público, mas tenho ideia que as diferenças não são muitas. No entanto, e como já disse, concordo com a maior parte do que escreveste.

  5. José Maria Pimentel diz:

    Confesso que não estava à espera de tanta aceitação! 🙂

    Ainda em relação ao comentário da Anelar: A vantagem em termos de convivência das turmas mistas, por oposição ao clima bastante mais propício a conflitos de turmas separadas (para ambos os sexos), é verdadeira, sim. Mas isso não acontece muito, na minha opinião, na primária. Nesta fase rapazes e raparigas quase nem se dão. É quase um paradoxo, mas é quando as diferenças se acentuam (puberdade), que os dois sexos se aproximam. Isto para dizer que na primária faria talvez algum sentido (e mais que nas outras fases), haver separação, pelo menos parcial!

    ‘Nix’, realmente essa é a parte mais difícil da coisa. Se bem que, feita apenas num grau do ensino, era mais fazível. Em relação ao desporto…quase nem merece comentários. Custa a crer que se despreze tanto tal factor numa fase tão (quiçá a mais) importante do ensino. Aliás, nas outras fases do ensino o desporto está, também, longe de ser bem ensinado…mas isso já é outro tema…

    Porém, acho que a ideia fundamental – e sem dúvida importante – é a “desfiminização” do ensino. Não para uma masculinização, mas para um sistema que tenha em conta as diferenças e que deixe os rapazes desenhar só com uma cor! É que há coisas tão mais importantes!

    P.S. Um á parte que pouco tem a ver com isto. Ocorreu-me enquanto escrevia uma particularidade curiosa da minha escola (ou, talvez, de todas, não sei), que era o o método original de se dar história de Portugal pelos Reis. Ou seja, ou o acontecimento cabia no reinado de um rei ou não era dado. Deu um resultadão! Quando cheguei ao ciclo, mais uma vez, descobri, para meu espanto, que a história não se cingia à biografia dos reis e aos seus cognomes.

  6. chloé diz:

    Sou uma kota mas concordo. Se bem que creio que a chave está no sexo dos docentes e não propriamente dos discentes. Isto é, a responsabilidade está nas representações que o professor traz consigo e naquilo que é capaz de compreender/valorizar ou ignorar/desprezar. Ele é que é o maestro…
    Já agora um pormenor para o debate que acho revelador: – rezam as crónicas que quando o ensino era separado (mas o corpo docente era sempre misto) as professoras de liceus masculinos adquiriam uma abordagem radicalmente diferente do ensino e dos alunos, especialmente visível quando trocavam de escola e de plateia e passavam a dar aulas às meninas como se estivessem perante um grupo de tropas revoltosas 🙂
    Mas a questão é mais profunda do que esses simples pormenores de forma e maneira de estar. Porque se reflecte em última análise na avaliação e nas oportunidades de sucesso. Aí sim… Não é por acaso que as mulheres, estando aliás em maioria, vencem mais num sistema pensado – ou melhor, aplicado na prática -, às suas características de desenvolvimento intelectual e psicológico.
    Homens: – cuidem-se! 🙂

  7. Miguel Pessoa Vaz diz:

    Zé, em relação ao teu P.S., acho que a história no João de Deus era muito bem dada. Porque ao relacionarem os acontecimentos com a vida dos diferentes reis, tornavam uma coisa certamente maçadora para um miudo de 7 ou 8 anos, numa coisa bem mais divertida. No meu caso, por exemplo, lembro-me bem melhor do que aprendi nessa altura do que tudo o resto sobre história que me foi ensinado na escola (do 5º ao 9º).

  8. José Maria Pimentel diz:

    Por acaso comigo é exactamente o oposto! Mas reconheço que isso também possa acontecer. Mas também…eram escolas diferentes! 😉

  9. Zé:

    Naturalmente que só aceito as tuas palavras de um ponto de vista provocatório ou numa forma de chamar a atenção para certas desigualdades que podem existir no sistema de ensino (esse objectivo foi conseguido, dado que se gerou uma discussão interessante). É lógico que há muitos problemas no nosso sistema de ensino, que o conteúdo é bastante mais importante do que a forma, a apresentação e a letra bonita (não podia estar mais de acordo). Agora sugerir que, para resolver parte do problema, se acabem com as turmas mistas é tão arcaico que só pode ser mesmo para lançar a polémica. Em todo o caso, foram ditas algumas coisas interessantes:

    – a falta de valorização do desporto (apesar da ideia positiva da introdução da Educação Física na média final do secundário: é algo que eu no início tinha dúvidas, mas que agora até concordo)
    – a questão do modelo de aprendizagem: a forma como o Miguel aprendeu certos factos históricos de forma mais lúdica pode ser interessante e apelativa. Mas chamo a atenção para uma coisa a esse respeito: não há fórmulas mágicas para um ensino perfeito, na pespectiva que nem tudo pode ser ensinado “a brincar, de forma gira” e não é líquido que a eficácia desses métodos seja sempre elevada. O ensino está dependente de um factor muito importante: a imprevisibilidade do ser humano e, como tal, irritam-me profundamente todas aquelas pretensiosas teorias psico-pedagógicas, sempre cheias de certezas no mínimo questionáveis.

  10. José Maria Pimentel diz:

    1. a questão da História, é, obviamente, lateral, por isso encerra-se já aqui.

    2. Acho que não percebeste bem. Parte disto é provocatório. Não defendo “turmas separadas entre rapazes e raparigas até a faculdade.”

    Mas defendo alguma separação, nomeadamente na primária e até no ciclo.

    Acho que principalmente durante a primária deveriam ser dadas atenções diferentes aos dois sexos. E isso implicaria algumas aulas separadas. E quanto a isto tenho poucas dúvidas.

    Mais tarde – eu diria a partir do 7º ano, da puberdade – a separação deixa de fazer sentido, porque aí passam a haver muitos benefícios da convivência entre os dois sexos. Benefícios maiores que as as perdas. Ainda assim, acho que se deveria ter atenção às diferenças e fazer o sistema depender delas.

    Em suma, uma coisa é clara para mim, e penso que para todos os que aqui intervieram (talvez à excepção de ti, não percebi bem):

    1. o actual sistema é feminizado.

    2. deveria haver atenção às diferenças entre os sexos.

    Para terminar, apenas um comentário ao epíteto de ‘arcaico’ que deste ao sistema que sugiro. Digo isto sem certezas nenhumas, mas penso que há muitos países que não praticam este nosso sistema indiscriminadamente misto, em que todas as actividades são desempenhadas pela turma inteira, sem haver nada que procure debruçar-se mais sobre cada sexo especificamente. (lembro-me apenas de no 6º ano as raparigas terem tido direito a uma aula extra de Ciências Naturais para esclarecimento sobre o período!).
    Como disse no início, não sugiro o velho sistema de escolas separadas. Isso é uma total imbecilidade (e felizmente que já não fui vítima de tal conceito). Defendo sim que determinadas aulas sejam separadas, e isso, meu caro, está longe de ser arcaísmo!

  11. 1. Em relação às questões que disseste serem claras para todos, concordo com alguma essência, mas não na totalidade. Dizer que o ensino é “feminizado” faz tanto ou tão pouco sentido como dizer que na Assembleia da República haver muito mais deputados homens do que mulheres é um símbolo de uma sociedade machista (algo que eu acho totalmente absurdo e que também presumo que não concordes). Julgo é que há uma sobrevalorização inacreditável das questões da forma e da aparência em relação aos conteúdos e à natureza científica do conhecimento e isso, podendo ter alguma influência do predomínio das mulheres no sistema de ensino, é algo que vai muito para além da questão do género. Muito para além mesmo.

    2. Eu percebi que era parcialmente provocatório. Até referi isso no comentário anterior.

    3. Dares como exemplo o colégio João de Deus, colégio privado e reconhecido pela sua estrutura profundamente tradicional (no pior sentido), dogmática e conservadora, não faz nexo nenhum. A preocupação de base e a referência tem de ser o Ensino Público, que é esse o que está ao alcance de todos. Mas deixa-me só fazer-te uma pergunta: o ballet era obrigatório? É que se era, essa obrigatoriedade é tão ridícula e tão desfasada do sistema de ensino massificado que não pode mesmo servir de exemplo ou comparação com coisíssima nenhuma. Abrindo outro parenteses, esse aspecto da leitura antes do tempo também tem muito que se lhe diga e não me parece nenhum tipo de virtude (por alguma razão se estabelecem etapas de aprendizagem em função da idade)

    4. Agora no que se trata de existir, em pequenos momentos, uma atenção direccionada para as diferenças entre os sexos, à margem de um ensino tendencialmente misto, isso já não me oponho e acho que poderia fazer sentido (porque não, salvo alguma vontade forte em sentido inverso, colocar as raparigas a fazer ginástica acrobática, enquanto os rapazes jogam Basket?).

  12. José Maria Pimentel diz:

    1. Sim, a sociedade portuguesa ainda é machista, em muitas coisas. Não o é no ensino, antes pelo contrário. Mas é-o em muitas coisas, uma delas é a política.

    2. Sim, o ballet era obrigatório! Eu sei que O João de Deus é um exemplo extremo – disse-o. No entanto, calculo que a maior parte das escolas públicas alinhe pela mesma diapasão. E em qualquer dos casos, a questão mantém-se. Naquelas idades quase não há convívio entre os dois sexos, ao contrário do que se passa no ciclo. Por isso, aí, acho que faria sentido. E sim, também concordo que aquela tentativa de cortejar os pais ensinando os filhotes a ler mais cedo é algo de eficácia duvidosa. (até porque é feito através da Cartilha Maternal, instrumento incrivelmente antiquado. Sugiro, para o veres, que leias um livro chamado “Novíssima cartilha ilustrada”, cujo autor tu até conheces!

    Há ainda um exemplo. Nas aulas de educação física entendo que faria todo o sentido haver uma separação (ou dar-se a oportunidade para esta existir) mesmo durante o secundário. Raramente me lembro de ver os interesses dos dois sexos coincidirem no que dizia respeito ao desporto a praticar! Mas o desporto, como já disse, é outra história, e daria pano para mangas! Aliás, já deu aqui…

  13. chloé diz:

    Mais 2 achas para a fogueira:

    – Na Suécia, há umas décadas atrás, os rapazes tinham aulas de “lavores” e culinária a par com as raparigas
    (as 1ªas não lhes devem ter servido de nada, posto que hoje em dia estraga-se um fecho ou furam-se umas meias e ninguém conserta… vai fora e pronto… 🙂

    – Verão que um dia o ensino da História ainda vai regressar, na primária, ao esquema compartimentado dos Reis. Não é estupidez nenhuma, como já se provou à saciedade (a avaliar pela quase total falta de sentido cronológico com que se chega a fases mais avançadas do ensino, dizem-me que à própria faculdade e em cursos do foro…)
    Nessa fase inicial da aprendizagem não se captam conceitos, mas absorvem-se, isso sim, ‘enredos’. Pois, é tal e qual como nas ‘estórias’. Mas essa diacronia pró-infantil é preciosa, porque fornece esquemas ou estruturas de temporalidade que dão bases ao que vem depois e (claro) é de facto mais importante.

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