Fim do mandato da actual DG/AAC

Termina amanhã o percurso de André Oliveira enquanto líder da direcção-geral da AAC. O presidente cessante fez à RUC e ao Diário de Coimbra um balanço do seu mandato e, surpreendentemente, há uma grande convergência entre a opinião dele e a minha em certas questões. Senão vejamos algumas das suas declarações:

“Deixo a AAC mais adulta e unida” – Completamente de acordo. Por um lado a idade adulta é a idade da independência. Assim sendo, deixar uma DG  a navegar no mar-alto da política, sem destino ou rumo definido, é a melhor prova disso mesmo. Em relação à união, é indiscutível.  É fácil comprovar que estamos perante uma união total e absoluta em torno de… uma estrutura que simplesmente já não existe,  a chamada “união em torno do vazio”.

“Utilizámos formas de luta inovadoras”. Aqui só concordo em parte. Já Paulo Fernandes tinha colocado em prática estas formas de luta, mas, ainda assim, André Oliveira foi  mais longe. As formas de luta inovadoras foram… a ausência de formas de luta, traduzidas na cumplicidade e no silêncio com as políticas levadas a cabo no sector da educação e com a situação actual nesta área cada vez mais negra e cada vez mais marcada por uma lógica puramente economicista. Espera, como estou a ser injusto. Uma das grande formas de luta foi, no cortejo da latada, um conjunto de vacas a alertar para os problemas do financiamento e das residências. Peço desculpa por este meu esquecimento tão infeliz.

“Processo de Bolonha – vamos estar sempre a contestar? Não” – Claro que não. Assim, é um verdadeiro alívio para quem tem de implementar medidas que prejudicam os estudantes, pois simplesmente não há a mais pequena contestação. Para que é que os estudantes se hão-de estar a maçar e, ainda por cima, a incomodar os altruístas dos dirigentes políticos que são tão seus amigos?

“O ponto negativo do mandato foi…a não vinda das Sugababes à Latada”. Esta é tão óbvia que acho que nem vale a pena dar grandes argumentos para mostrar a minha concordância incondicional. O que significa, por exemplo,  a perda de paridade nos órgãos de decisão da Universidade comparativamente com o cancelamento do concerto das grandes cabeças de cartaz Sugababes? Nada, pois claro.

Em suma, mais um brilhante mandato, a demonstrar o iminente fim da DG/AAC enquanto direcção política. Valham-nos as secções e organismos autónomos culturais e desportivos que, com o seu importante papel, ainda vão dando um toque de honra a esta instituição, cada vez mais decadente e frequentada esmagadoramente por causa do… In Tocha Club / Bar AAC / Discoteca Associativa / Talho.

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