Ainda o Magalhães

“(…) Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.

E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho…”

Por favor leiam este inacreditável artigo sobre uma suposta acção de formação sobre o malfadado “Magalhães”. Uma vez mais, não é o computador que está em causa. É todo o processo.

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2 respostas a Ainda o Magalhães

  1. João Torgal diz:

    Muito bom o texto (salvo os elogios finais ao Magalhães – por muito bom que ele seja, sou favorável à absoluta exclusão dos computadores nos primeiros níveis de ensino).

    Se isto não fosse tão preocupante e tão demonstrativo da campanha de estupidificação das pessoas e de pura propaganda oca que está em marcha neste país, diria que era de rir à gargalhada, de tão ridículo ser.

    Exprime em absoluto o que muitas vezes acontece. A maioria engole e cala e, enquanto assim for, enquanto continuar o espírito de seguidismo acéfalo, sem espírito crítico, que deve existir em muitas escolas espalhadas pelo país, enquanto só uma minoria expressar publicamente a sua crítica profunda a esta gentinha do ministério, às suas medidas e à sua postura arrogante, dificilmente as coisas mudam.

  2. Paulo Jorge Pereira diz:

    E não é que ainda não tenho razão!! Esta oligicracia, desculpem…Esta democracia é mesmo do melhor:andamos todos contentes porque podemos ter um portátil por 150 euros, com banda mais ou menos larga, os nossos filhos, assim como os dos outros, têm sucesso escolar, e vamos ser todos doutorados não tarda nada(a parte de não termos saúde, educação, formação e demais oportunidades de país civilizado, são apenas ditos delirantes de uns velhos do restelo que não vêem a razão socialista do governo(pensem lá nisto: governo vs Governo: numa próxima eu discorro sobre.)

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