Uma vergonha…

Como já referi por diversas vezes, o maior paradoxo da democracia portuguesa (e não só) é que as suas maiores estruturas, os partidos políticos, não são na realidade democráticas. É que não vale a pena argumentar com o paleio de que eles elegem os seus representantes, de que têm orgãos com diversas representatividades, etc. Ser democrático é muito mais que isso, é garantir a livre expressão das pessoas, de acordo com os seus ideais e os seus valores.

Vem esta questão à baila por mais uma das pérolas da bancada parlamentar do PS. A propósito dos casamentos entre homossexuais, questão especialmente delicada e dependente de convicções pessoais, o PS simplesmente negou a liberdade de voto dos seus deputados, forçando-os a votar não. A desculpa ridícula dada é a de que o tema ainda não foi discutido o suficiente (não percebo em que é que isso influencia a liberdade de voto, mas enfim) e de que este não é assunto de consciência individual (???, argumento brilhante dado por essa ave do sistema político nacional que é o Vitalino Canas)

É por situações como esta que as pessoas meritórias e idelistas deste país se afastam (ou são afastadas) da política, ficando esta entregue aqueles oportunistas e medíocres que, nunca tendo sido nada na vida a não ser carneiros das J’s e afins, encontram neste sector uma forma fácil de ganhar poder, satisfazer o seu ego e, directa ou indirectamente, enriquecer.

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