Para os intelectuais da música…

…que se sentam a esta Mesa:

O segredo da música está na simplicidade. A música perfeita não é – ao contrário do que “quereis” fazer parecer – aquela que nos faz crer na sua complexidade, mas, pelo contrário, aquela que provoca no ouvinte a ilusão da naturalidade.

Para ilustrar esta divagação, nada melhor que um exemplo paradigmático da magia da simplicidade. Uma música criada por um grupo que percebeu como nenhum outro este “segredo”.

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7 respostas a Para os intelectuais da música…

  1. João Torgal diz:

    Ao contrário do que pensas, estou em parte de acordo contigo.
    Agora a questão é que, da mesma forma que a complexidade não tem de ser sinónimo de qualidade, também não tem de ser inimiga da qualidade.

    Até porque, dado que mencionas os Queen, o “Bohemian Rapsody está longe de ser uma música simples (é até bastante complexa, com bastantes variações de ritmo e de estilo e não tem refrão) e, no entanto, é considerada por muita gente uma das grandes músicas de sempre.

    Continuo é a dizer o seguinte: isso só foi possível porque na altura a rádio não tinha, pelos vistos, medo de arriscar coisas que fugissem a certos padrões musicais, como é o caso dessa música dos Queen. Hoje seria impossível

  2. Concordo com os dois. Embora haja música simples, acho que a produção musical (a nível mundial) nunca foi tão fraca. Embora um artista para ser bom não tenha que ser underground, desconhecido e “diferente à força”, hoje em dia nenhum produtor ia conseguir fazer subir ao top uns Queen, uns Doors ou uns Nirvana. Iam ser sempre vistos como uma coisa muito assustadora e alternativa ao lado das Joss Stones e das Rihannas.

  3. Miguel Pessoa Vaz diz:

    E como foi simples fazer esta maravilha:

    ‘he composed “Crazy Little Thing Called Love” on the guitar in just five to ten minutes. Other accounts say that he wrote it while lounging in a bubble bath in the Bayerischer Hof Hotel in Munich during one of Queen’s extensive Munich recording sessions. He took it to the studio shortly after writing it and presented it to bandmates Roger Taylor and John Deacon. The three of them, with their new producer Mack, recorded it at Musicland Studios in Munich. The entire song was reportedly recorded in less than half an hour (although Mack says it was six hours[1]), which may have helped create its fresh and catchy sound. The speed it took to record was due to the fact that Mercury had composed the arrangements for the other bandmates before presenting the song to the band, so all the other bandmates had to do was play. The instruments used were a Ludwig drum kit (Taylor), Fender Precision Bass (Deacon) and Martin D-18 Acoustic Guitar (Mercury).

    Lead guitarist Brian May almost missed the chance to be a part of the song: by the time he arrived at the studios, they had almost finished editing it for the single release. Fortunately there was enough time for him to play the guitar solo (on a Fender Telecaster) and sing backing vocals.’

  4. Rita diz:

    Queen…não é preciso dizer mais nada 😉

  5. José Maria Pimentel diz:

    Não é da complexidade das variações a que me refiro, Torgal. A Bohemian Rahpsody é uma música simples Tão simples que fica no ouvido.

    É, aliás, simplesmente brutal! 😉

    Meu caro José Bandeirinha, esse discurso de “velho do Restelo” não é bem verdade. Caso contrário, como é possível a afirmação da Amy Winehouse?

    Miguel, não escolhi esta música por acaso para ilustrar a “simplicidade”.

    P.S. Não podia concordar mais: “Queen…não é preciso dizer mais nada”

  6. João Torgal diz:

    Zé, com o exemplo da Amy Winehouse em nada estás a negar o meu argumento e do Bandeirinha. A Amy Winehouse tem reconhecido talento e tem uma voz optima, mas enquadra-se absolutamente no “airplay” da rádio actual (cantora pop, com uns toques de classicismo soul). Eu nunca disse que não havia propostas pop radiofónicas com qualidade (a Madonna é outro caso em que é impossível não reconhecer o mérito), nem nunca fui preconceituoso em relação a qualquer estilo musical. O preconceito está precisamente no lado da maior parte das rádios e em muita gente que acha que o mundo da música se limita ao nicho composto por João Pedro Pais, Rihanna, EZ Special e mais uns poucos, renegando e criticando sem conhecer um vasto mundo musical que está para além dessa pequena minoria. Aí sim está o preconceito.

    Relativamente ao “Bohemian Rapsody”, não me venhas dizer que é uma musica simples só porque fica no ouvido (e, para além disso, em que é que te baseias para dizer que fica no ouvido?). Isso é uma perspectiva muito redutora. Mas insisto, há música simples boa e má, como há música complexa boa e má, não há correlação entre as duas coisas. Nunca disse o contrário. Aliás, pegando em palavras tuas de há uns tempos: “A música é uma arte, e como tal apela muito mais à subjectividade do que à objectividade”, logo se estás mesmo convencido que a música para ter qualidade tem de ser simples, estás a negar a tal subjectividade e relatividade que antes defendias.

    Vamos a um caso concreto:
    Carlos Paredes: a música não é fácil e não fica no ouvido: achas que é mau só por causa disso??

    P. S. Há bastante mais naturalidade num lindíssimo tema dos Sigur Ros (parece que estamos no céu), que está longe de ser simples, do que numa qualquer música puramente para consumo e deitar fora da Rihanna. Por isso, nem a simplicidade tem nada a ver com a naturalidade e com a magia

  7. António P. Neto diz:

    “A Bohemian Rahpsody é uma música simples Tão simples que fica no ouvido…”

    Este comentário só pode ser para rir. A “Bohemian Rapsody” NÃO é uma música simples. Objectivamente. Não é simples a nível vocal, não é simples a nível instrumental. Não tem nada a ver com o “Crazy Little Thing Called Love”. É o que dá quando se tenta meter tudo no mesmo saco…

    Torgal, se houvesse um espaço para assinar o teu útimo comentário, assinava por baixo…

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