Vamos selección

     Em contrapartida, para o bem da nação e dos cidadãos portugueses (para que estes não sejam explorados pelos governantes), espero sinceramente que Portugal seja eliminado na 1ª fase. Assim, as pessoas voltam a aperceber-se do que se vai passando em seu redor, o que não acontece enquanto andam autênticamente anestesiadas com o futebol e com o “pseudo espírito patriótico”.

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8 respostas a Vamos selección

  1. Miguel Pessoa Vaz diz:

    Ainda aqui vives? Neste país de tansos? Sabes que agora com o livre circular de pessoas na UE, podes pegar na tua sacola e daqui a duas horas estás no país dos teus sonhos e fazes a tua vida lá…

  2. António P. Neto diz:

    Não foi para isto que o Velho andou no Ultramar!

  3. João Torgal diz:

    Tal como disse no post, estou apenas a defender os direitos dos portugueses. Logo, ainda me devias agradecer Miguel.

  4. Há voos diários para a Noruega.
    Podes encontrar um sistema a roçar o perfeito, uma maior participação cívica e política e um país com um nível cultural invejável.
    Ao domingo, em vez de ver a Briosa ou a magnífica liga Bwin, tens acesso a alucinantes torneios de Curling, Skeleton, Bobsleigh entre outras atraentes modalidades que podes acompanhar enquanto a vizinhança vibra intensamente já a meio do 9º Vodka. Ao outro dia é segunda-feira, a anestesia passa e volta tudo a preocupar-se com o que se passa ao seu redor. Indeciso?

    Ah, e ainda bem que avisas que se perdermos nos grupos os portugueses vão todos abrir os olhos. Eu por mim, ia já avisar o Sócrates. Se ele souber disso vai concerteza arranjar logo um esquema para chagarmos até à final.

  5. Acho piada que para o tuga andar ali durante horas a perseguir o autocarro da selecção, ou ir-lhes fazer esperas a todo o lado que vão, já a gasolina não está cara. E sinto-me pouco patriota, já que hoje perdi a oportunidade de passar a tarde aos saltos na Praça da Canção ao som do Toy, para “apoiar Portugal”!

    Infelizmente, não me parece que baste sermos eliminados para que as pessoas se apercebam do que se passa em seu redor. Quanto muito voltam à mediania das suas vidas, aos queixumes do costume, ansiando pela próxima peregrinação a Fátima ou pela vinda do Tony Carreira à feira da terrinha ou por outro fenómeno do género que provoque a mesma anestesia que agora têm com o futebol…

  6. João Torgal diz:

    Fala aquele que odeia um clube PORTUGUÊS (Guimarães) e que, sou capaz de apostar, caso jogue contra o Molde, torcerá de forma ferrenha por essa equipa NORUEGUESA.

  7. Torgal, não estou a gozar, se tiver oportunidade vou mesmo à Noruega ou à Palestina ou S. Petresburgo ver os ESPANHÓIS perder. Porquê? Porque sou mais português que eles e porque antes de ser registado português já tinha nascido em Coimbra.

    Mariana, este ano só ainda não fui a Fátima porque nos 2 dias que tinha pensado ir chovia imenso. Não fui ver o Toy porque estava a estudar, mas tenho um CD gravado desde 2004 intitulado Garrafão com músicas bem melhores e mais nossas que as de hoje à tarde e que ponho sempre a altos berros quando Portugal ganha. Gasolina…nah, apoio a selecção, mas sou dos que vai a pé para o estádio e para as comemorações. Tirando a gasolina, acho que em parte a tua descrição se adapta à minha pessoa.
    No meu caso, acho que até sei o que se passa à minha volta. Acho que até sei de mais, porque menos soubesse, menos me chateava…

  8. João Torgal diz:

    Mariana, estou de acordo contigo. Quando eu escrevi a frase “as pessoas voltam a aperceber-se do que se vai passando em seu redor” estava a falar em termos comparativos, tendo noção que o português é tendencialmente pouco participativo. A questão é que, se o nível de intervenção cívica e cultural já é bastante reduzido no dia-a-dia, então nestas alturas autênticamente desaparece, abrindo caminho para que o governo tome as medidas que lhe apeteça, sem nenhum tipo de reacção.

    Bandeirinha, é lógico que o Sócrates faria tudo para Portugal ir à final. Aliás, por ele havia Europeu e Mundial todos os meses. Era da forma que podia passar a vida a discursar sobre futebol e sobre o “espirito heróico dos nossos craques” em vez de estar, com enfado, arrogância e cinismo, a falar sobre a crise, a pobreza ou outras “questões secundárias”.

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