Um bom prenúncio…

…para o fim do “arrebimba o malho” na Estudantina Universitária de Coimbra.

É uma pena que uma tuna – perdão, um grupo musical que toca, entre outras coisas, música de tuna – se dedique precisamente a…músicas de tuna.

Por paradoxal que possa parecer, é um desperdício que o faça. No caso da Estudantina (ou deverei dizer: Estudantuna?), há claramente – pelo menos aos olhos e ouvidos de um leigo como eu – matéria prima para ir bastante mais longe. Vejo com regozijo que esse caminho está a ser traçado.

Estas músicas – Madalena, Ronda das Mafarricas e Granada – são disso exemplo paradigmático.

Por isso, insurjo-me: mais “Madalenas”, “Rondas das Mafarricas” e “Granadas”; menos “Traçadinhos” e “Assim mesmo é que és”!

P.S. Reparei, entretanto, que estes vídeos foram colocados no “utubi” pelo APN (acho que usar as iniciais ajuda a dar um certo grau de credibilidade a este Blog), um ilustre membro desta “Mesa de Café” e não por acaso, precisamente um dos “cançoneteiros” da Estudantina.

P.S.2. Um pouco de veneno: apesar dos progressos, ainda continuam atrás da inigualável “Orxestra Pitagórica”!

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15 respostas a Um bom prenúncio…

  1. jp diz:

    Aproveitando a ilustre presença no blog de um membro da referida tuna/grupo musical/banda/cançoneteiros (o meu preferido)/qualquer outra coisa que lhe queiram chamar não podia deixar de aproveitar para fazer um pedido: não seria possível disponibilizar no youtube ou por qualquer outro meio a (brilhante!) rapsódia de Bach que a Estudantina tem por hábito tocar? (a última vez que ouvi foi no Sarau…ai…saudades). Muito obrigado!

  2. António P. Neto diz:

    Jp:

    Agradeço o comentário. Quanto ao vídeo, já está diponível no You Tube, basta procurar por “Bach Medley”. Cumprimentos!

  3. jp diz:

    Antes de mais agradeço a realização do meu desejo!

    E, aproveitando o tema do post original, também concordo que uma tuna pode e deve experimentar outras sonoridades, e não ficar eternamente refém das “músicas de tuna” como aqui foram designadas, apesar de estas também poderem fazer parte das actuações (até porque uma actuação no Sarau ou num festival de tunas terá de ser necessariamente diferente da actuação no Chá ou no recinto da Queima por exemplo.) Ainda assim continuem o bom trabalho e parabéns por este fantástico medley de Bach.

    P.S. Tanto a Estudantina como a tuna de Medicina como tantas outras são mil vezes melhor do que a Orxestra Pitagórica!

  4. João Torgal diz:

    Faço minhas as tuas palavras Zé. Ainda bem que a Estudantina faz um esforço para se reinventar e não ficar agarrada às tais “músicas de tuna” que pouco ou nada diferem umas das outras.

    Só discordo de uma coisa (e discordo em absoluto). Comparar a Estudantina com a Pitagórica é quase como comparar os Gaiteiros de Lisboa com os Ena Pá 2000. Um é um grupo musical que, gostando-se ou não, tem propósitos sérios e faz um esforço para ultrapassar o estatuto de tuna (Estudantina). O outro, gostando-se ou não, é um projecto puramente a gozar, não tem nenhuma aspiração a ser algo de sério, mas apenas uma espécie de stand-up comedy em formato musical (Pitagórica)

  5. José Maria Pimentel diz:

    Não. A música não é intelectual. O que interessa não é o trabalho que uma coisa dá, mas sim a qualidade.

    P.S. Prefiro os Ena Pá 2000 aos Gaiteiros de Lisboa.

    P.S. Segundo o teu raciocínio, tornar-me-ia um fanático da música clássica. Por esses parâmetros é a melhor música.

  6. Miguel Pessoa Vaz diz:

    Muito bem, Zé! Apoio-te completamente… Para ver se acabamos com esses “Luís Freitas Lobo” da música que para aí andam a mandar bitaites, mas que depois não sabem o que é uma clave de sol! (Torgal é uma piada… não precisas de ficar ofendido)

  7. António P. Neto diz:

    JP:

    Agradeço uma vez mais a amabilidade dos comentários, e manifesto a minha surpresa por encontrar aqui uma das poucas pessoas que ainda se envolvem nas actividades culturais da Queima das Fitas (a verdadeira da Queima das Fitas de Coimbra, que não é, nem nunca será, um Rock in Rio Mondego, apesar do esforço das sucessivas comissões organizadoras para o transformarem num).

    Este segundo parágrafo serve para responder ao Zé, apesar de não acrescentar muito ao que já foi dito. Pelo que conheço do grupo, a Estudantina sempre teve estas duas vertentes (uma popular/ académica e outra mais erudita), e não pensa (felizmente) tentar libertar-se de nenhuma delas. Há espaço para as duas. O autor do texto – que por azarento alinhamento do universo é um dos meus melhores amigos – só não entende isto porque não quer. Ele que experimente fazer uma actuação no Parque sem cantar a “Rapariga” e o “Traçadinho” e que ouça depois as reclamações.

    Continuando, é óbvio que essa comparação da Estudantina à Pitagórica só pode ser pura picardia, já que se tenta comparar o incomparável. Note-se que os primeiros elementos de ambos pertenciam aos dois. Se fossem em alguma coisa semelhantes, que sentido faria criar na mesma secção outro exactamente igual, com os mesmos elementos? Em tom de brincadeira (e à atenção dos Pitagóricos que lerem isto) posso afirmar que a posição da Estudantina sempre foi essa: por trás da Pitagórica. E pelo que se sabe, parece que gostam.

    Continuando a responder ao Zé: a razão pela qual o teu último comentário não faz o mínimo sentido é, apenas, porque tenta objectivar algo manifestamente subjectivo. Queres conceito mais impreciso do que “qualidade”, especialmente quando se fala de música? E a tua primeira frase não é uma icongruência? Para um intelectual (passe-se a vaguidão do termo), a razão pela qual prefere determinado grupo será precisamente essa: a qualidade que pensa que o grupo tem, e não o gosto que tem em o ouvir…

    Cada vez me convenço mais que a razão pela qual determinada pessoa prefere determinado género em deterimento de outro (razão pela qual “há gostos para tudo”) se deve à preferência por determinada sonoridade, sendo esta a razão pela qual um apreciador de heavy metal muito provavelmente não gostará de música tradicional portuguesa, ou sendo essa a razão pela qual tu não gostas de música clássica… “Qualidade” é a coisa mais vaga que existe. Para uma doméstica, as músicas do Tony Carreira estão repletas de qualidade, já que a fazem chorar baba e ranho. Nesse sentido, por exemplo, são provavelmente do melhor que há…

  8. Miguel Pessoa Vaz diz:

    É óbvio que as músicas do Tony Carreira têm qualidade…e não digo isto a brincar.

  9. João Torgal diz:

    Zé, acho que o Pedro já disse tudo o que eu penso sobre a tua opinião , mas ainda assim aí vão mais umas achegas.

    Se a tua opinião não fosse no gozo e só numa do picanço (que é o que eu acho que é), diria que era difícil haver maior incongruência no teu comentário. Primeiro defendes que a Estudantina se devia modernizar, depois já achas que a Pitagórica tem mais qualidade?? Então, pela tua lógica, faria sentido que a Estudantina não se modernizasse Se o que os estudantes querem é ouvir “Afonsos”, “Traçadinhos”, se é o que diverte a malta e o que eles acham que tem mais “qualidade”, naõ valeria a pena se reinventarem.

    P.S. Não percebeste o alcance das minhas palavras. Não contestei a existência da Pitagórica, da mesma forma que não contesto a existência dos Ena Pá 2000. Agora comparar a Pitagórica com um grupo musical a sério, não é possível. É comparar coisas que não têm comparação, porque uns levam a música a sério e os outros não. Talvez, para perceberes melhor o que eu queria dizer, aqui vai mais uma comparação que não faz sentido: André Sardet e a Pitagórica. André Sardet, apesar de eu o achar absolutamente insuportável, é um músico, a Pitagórica são gente que usa a música para fazer humor (como o Herman faz de vez em quando; não vais comparar o Herman com a Estudantina, pois não?)

  10. rita diz:

    Acho que não se pode por a questão da Pitagórica estar à frente ou não da Estudantina…uma coisa é o gosto pessoal, que não se deve confundir com a qualidade da música que cada um faz…Tony Carreira tem qualidade, apenas não é cantor para os meus gostos…a Estudantina tem muita qualidade e músicos muito capazes de terem uma diversidade de géneros…a Pitagórica tem qualidade na crítica social, porque não é só um grupo de pessoas a disparatar, trata-se de um grupo com bastante criatividade…

  11. José Maria Pimentel diz:

    “Agora comparar a Pitagórica com um grupo musical a sério, não é possível. É comparar coisas que não têm comparação, porque uns levam a música a sério e os outros não.”

    Na minha opinião, a “seriedade” com que se leva a música está longe, muito longe, de ser barómetro da qualidade desta.

    “não vais comparar o Herman com a Estudantina, pois não?”

    Por acaso…era rapazola para isso…

    E pegando no exemplo da Rita, conheço poucos artistas que levem a música tão a sério como o Tony Carreira. No entanto, prefiro de longe a Pitagórica.
    E sim, a Pitagórica, diga-se o que se disser, tem uma criatividade brutal.

    A associação seriedade-qualidade é um conceito típico deste novo intelectualismo musical.

    Aliás, meus caros, tenho bastantes dúvidas se a música deve, sequer, ser séria. A música é uma arte, e como tal apela muito mais à subjectividade do que à objectividade.

  12. João Torgal diz:

    Mas alguma vez eu disse que a seriedade é um barómetro de qualidade??

    Claro que não. Limitei-me a dizer que a Estudantina é um projecto musical, enquanto a Pitagórica é uma cena humorística e satírica que, por acaso, faz música. São coisas diferentes. Repito novamente: a comparação do Herman com a Estudantina não faz sentido porque são coisas completamente diferentes. Pegando num exemplo mais extremo, eras capaz de comparar o Cristiano Ronaldo com os Beatles? Lógico que não, percebes agora onde quero chegar?

    Nem sequer falei da questão da qualidade, porque isso dá pano para mangas e seria algo bastante mais subjectivo

  13. Ena Pá 2000 diz:

    João Torgal, já alguma vez viste e ouviste um concerto da Pitagórica? Sugiro que o faças, para que não digas tantas asneiras seguidas… O projecto Orxestra Pitagórico é mais antigo e sério que 99% da tunas, estudantinas e demais projectos. Todos os anos a Pitagórica elabora 6 novas composições, sim 6, com os mais variados instrumentos, para não falar nas letras, algumas dignas de fazer inveja ao Saramago.
    Musicalmente, de forma crua e dura, têm excelentes tocadores, da guitarra às garrafas… enfim, vê um concerto, em S. J. do Monte ou na queima e tira as tuas conclusões…

  14. Ena Pá 2000 diz:

    “Limitei-me a dizer que a Estudantina é um projecto musical, enquanto a Pitagórica é uma cena humorística e satírica que, por acaso, faz música.”

    Ohhh santa ingorância…

  15. Ena Pá 2000 diz:

    “Não contestei a existência da Pitagórica”

    Pudera…

    “a Pitagórica são gente que usa a música para fazer humor (como o Herman faz de vez em quando”

    Por usarem a música para fazer humor deixam de ser músicos? Deixa-me adivinhar… o “da-me o telemóvel” não é musica, mas o “Give it to me baby” já é… isto ha com cada uma…

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