O paradoxo portiano

Numa das raras vezes em que o meu pensamento se debruça sobre a realidade desse pujante partido que é o PP, assaltou-me uma ideia: Paradoxalmente, e ao contrário do que se passa no PSD, as coisas para o lado dos populares têm estado bastante calmas.

Ora, fazendo um paralelismo com os vizinhos mais moderados, não me parece que haja razões para assim ser. Tanto num partido como no outro, uma direcção, representando a linha derrotada nas eleições, tomou a outra de assalto sob o pretexto de esta última ter feito ainda pior que a primeira. Em ambos os partidos veio a provar-se que a nova direcção (ou velha, dependendo do ponto de vista) não fez melhor que a anterior.

Consequentemente, no caso do PSD, pouco (para não dizer nada) demorou para que muitos se insurgissem, facto que teve como derradeiro efeito a queda natural (ou não) da direcção eleita.

Curioso facto, no caso do PP, a vida parece, ironicamente, fluir com tranquilidade, não obstante os parcos resultados alcançados que, além do mais, estão longe de suplantar os da anterior direcção.

Será Portas, ao invés de Menezes e Santana, tão “eucalíptico” que consegue eficazmente secar tudo à sua volta? Se não é, parece.

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