O erro recorrente

É uma das mais curiosas idiossincrasias da política portuguesa. Quase como uma  pura relação de causa efeito, sempre que um dos grandes partidos está em crise escolhe agarrar-se, com todos os esforços, ao mais mediático e vazio fait diver que encontra. Isto num clamoroso exercício de clara irracionalidade política.

Todos se lembrarão do caso do PIB, com António Guterres (“é fazer as contas”). É paradigmática a reacção do “maior partido da oposição”.

Agora é a vez de o PSD não deixar escapar o caso de Fernanda Câncio. Declarações em catadupa e descoordenadas – reservadas ao princípio (sem dizer o que estava claramente implícito) e exageradas no fim. Tudo culmina no consenso. Contudo, ao contrário do desejado por Menezes (e companhia), este reúne- se na condenação deste aproveitamento.

O que se poderá esperar de um país em que o maior argumento da oposição passa por uma – no mínimo incerta – nomeação propositada de uma  suposta namorada do primeiro ministro para um programa inócuo?

“A cavalo dado não se olha o dente”. É um provérbio com alguma lógica, mas em política revela-se, quase sempre, pouco eficaz!

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