Sentido de Oportunidade

Pentágono vendeu por engano compontentes de mísseis nucleares a Taiwan.

Numa altura em que a China está nos escaparates devido a alegados (adoro esta expressão jornalística) maus tratos infligidos a protestantes Tibetanos (que, não querendo com isto desvalorizar a sua situação, escolheram bem a oportunidade, dada a proximidade dos Jogos Olímpicos), os EUA, sempre solícitos, resolvem dar à China um pretexto para uma manobra de diversão, bem oportuna.

Taiwan, para agravar ainda mais a situação, vem de uma eleição da qual saiu vencedor um partido que defende a aproximação à China (no âmbito do diferendo histórico que opõe os dois países, dando a Taiwan um estatuto de semi-independência). Ora, antes destas eleições – e, consequentemente, na altura em que a venda dos mísseis se efectuou – o Presidente era Chen Shui-bian, cuja conduta se pautou pelo impulso aos movimentos pró-independentistas.

Assim, com este fait-diver (ou não tanto), os EUA conseguem afectar, simultaneamente, as aspirações do novo governo de Taiwan e, fundamental, o poder moral do Ocidente para lidar com a actual crise que afecta uma China excepcionalmente vulnerável devido à proximidade das Olimpíadas e o consequente desejo de sustentar uma imagem impoluta internacionalmente.

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Uma resposta a Sentido de Oportunidade

  1. A administração norte-americana diz que se trata de um erro e que o vai investigar.
    A tudo isto devemos acrescentar que o governo de Taiwan aumentou há pouco tempo os apoios à investigação de energia nuclear.
    O sistema informático que gere o envio de material de guerra para o estrangeiro é sofisticadíssimo. Por exemplo se um pais pedir uma peça por mais simples que seja, o sistema vai verificar se a arma ou veiculo a que se destina faz parte do material do país requisitante. O sistema é tão perfeito, que possui mecanismos que detectam se as quantidades pedidas correspondem por exemplo ao número de veículos. Assim se um país possuir vinte Carros de Combate e requisitar vinte e um motores, vai aparecer uma mensagem que obriga a questionar o requisitante sobre o pedido anómalo. Este sistema já estava implementado pelo menos em 1980 e funcionava na perfeição, sabendo quando evoluiu a informática nos últimos anos, o “erro” é muito questionável.
    No passado mês de Agosto, um avião de bombardeio B-52 voou da Base de Força Aérea Americana instalada em Minot na Dacota Norte até à Base de Força Aérea Barksdale no Luisiana com seis mísseis de cruzeiro nucleares armados montados nas suas asas. A base de Barksdale tem servido de lançamento de ataques contra o Afeganistão e o Iraque.
    Devido a este incidente quatro oficias norte americanos foram acusado de negligencia, neste novo erro “inocente” os bodes expiatórios vão ser mais difíceis de arranjar, uma vez que para além de toda a tecnologia vai ser difícil explicar como é possível o erro não ter sido notado quanto houveram pelo menos dez inventários a armas nos últimos tempos.

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