5 Anos…

Faz hoje 5 anos que estes quatro fantásticos se juntaram nos Açores para tomar a decisão mais estúpida deste milénio. Utilizando provas falsas e indo contra a ONU e grande parte da Europa, decidem invadir o Iraque para ‘capturar Saddam’ e ‘instalar a democracia’. Treta… Na altura ainda podiam enganar alguém, mas hoje em dia já não há dúvidas que tudo se tratou da ‘sede’ de Bush pelo petróleo e de três ‘lambe-botas’ .

Tentei procurar o número de mortes pelas quais eles são responsáveis e encontrei informações muito diversas, mas nunca abaixo das várias centenas de milhar e com muitas que estimam que o número de mortes já seja mais de 1 milhão. Alguns deles até podem ser terroristas, mas a maior parte são sem dúvida civis que nada fizeram para se encontrarem no meio de uma guerra motivada pela estupidez desses quatro.

Entre esses quatro está esse ‘magnifico’ português do qual muitos dizem que devemos estar muito orgulhosos. Eu não tenho orgulho, tenho vergonha e tristeza que ele seja português.

P.S. – Depois disto, não entendo como é que já várias pessoas mencionaram o nome do Durão Barroso para Prémio Nobel da Paz! Vejam bem, da PAZ!

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10 respostas a 5 Anos…

  1. João Torgal diz:

    Essa do Durão Barroso para Prémio Nobel da Paz é das ideias mais estúpidas e ridículas que ouvi nos últimos tempos.
    Mas houve mesmo alguém que mencionou essa ideia publicamente????

    Para mim os principais responsáveis pela guerra do Iraque não são, sinceramente, muito diferentes dos terroristas que eles dizem querer combater. Os motivos e os métodos sao diferentes (e os direitos humanos não são, de certeza, um dos motivos de nenhuma das partes) mas o resultado é o mesmo: centenas de milhares de mortos.

  2. Miguel Pessoa Vaz diz:

    Pois, foi mesmo muito falado em vários órgãos da comunicação social. Por exemplo, na SIC (http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20080227_Durao+Barroso+na+corrida+ao+Nobel+da+Paz.htm) e no Público (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318260). Um escândalo.

  3. José Maria Pimentel diz:

    “Para mim os principais responsáveis pela guerra do Iraque não são, sinceramente, muito diferentes dos terroristas que eles dizem querer combater.”

    Não exageremos…

  4. João Torgal diz:

    Não há assim tantas diferenças. Matam ambos milhares de pessoas e enquanto uns matam por Alá, os outros matam pelo petróleo. Parece simplista, mas não é. Como ter mais respeito por estes mentores da guerra do Iraque quando eles tentaram enganar as pessoas com 2 ou 3 desculpas para a guerra quando o único objectivo era de ordem económica??? Ainda para mais, enquanto isso, assistiram e continuam a assistir, impávidos e felizes, às tragédias humanitárias no Darfur ou no Ruanda. Como não há lá petróleo nem outro interesse económico…

  5. Rodrigo Serra Lourenço diz:

    Felizmente, há muitas diferenças, desde logo o facto dos terroristas assumirem abertamente o homicídio de inocentes para a defesa dos seus objectivos e do outro lado não ser assim, existindo um pudor moral que é, no fundo, a nossa reserva de civilização (ocidental).

    Lamento, João, mas tudo o resto não passa de conversa de café…quem sabe ao certo porque inadiram o Iraque? Já vi tantas teorias por essa net fora…

    Parabéns pelo blog!

  6. João Torgal diz:

    Rodrigo:

    Como tu próprio disseste, os grandes líderes do mundo ocidental têm “pudor moral em assumir abertamente o homicídio de inocentes para a defesa dos seus objectivos”, o que não significa que, apesar de não assumirem, não seja isso que achem. E o que os factos demonstarm é que, no caso particular dos americanos, estes só intervêm num país quando isso lhes traz vantagens económicas ou maior poderio político e não pela defesa dos direitos humanos.

    Que fique bem claro que não estou, de forma alguma, a defender o terrorismo islâmico e os brutais e chocantes crimes contra a humanidade praticados dessa forma. Quero, isso sim, é expressar a minha revolta perante o tom hipócrita e pseudo-moralista de Bush e companhia. Essa postura, numa perspectiva humanista, deveria ser motivo de vergonha para todos aqueles que defendem e acreditam numa sociedade civilizada.

    P.S. Sê muito bem-vindo ao blog e espero que continues a escrever por aí. É bom que haja comentários de outras pessoas para que o espaço de discussão seja mais alargado.

  7. José Maria Pimentel diz:

    Os EUA tomaram a decisão relativa à incursão no Iraque tendo em conta a questão do Petróleo. É (quase) um facto. Embora não seja certo, acho razoável admiti-lo. Contudo, este foi apenas um dos dados tomados em consideração – à semelhança, por exemplo, da dificuldade do “empreendimento”. Não tento, evidentemente, defender a moralidade deste raciocínio.

    Tento, sim, chamar a atenção para o facto de que entre os motivos também se encontrava a tentativa (bem sucedida, veja-se) de deposição de Saddam.

    E quanto a isto, Torgal, parece-me haver uma pequena diferença entre o Ocidente e o Islão (ou como lhe queiram chamar). Saddam era – juízo de facto – um ditador sanguinário.

    É óbvio que, se partirmos da premissa de os EUA/Ocidente terem unicamente como propósito espalhar o “bem” pelo Oriente, a Coreia do Norte, por exemplo, pareceria uma escolha mais óbvia e até mais acertada.
    Todos sabemos que os objectivos dos EUA não são tão ingénuos…

    No entanto, isso não torna forçoso que a incursão no Iraque seja no seu todo um acto – veja-se bem – equiparado ao terrorismo.

    Trata-se de razoabilidade!

  8. João Torgal diz:

    Saddam era um sanguinário, disso ninguém duvida. Agora basta comparar as vítimas mortais no Iraque antes da invasão e depois da invasão para verificar o “sucesso” da operação, para ver que a segurança e a liberdade dos iraquianos não aumentou.

    Para finalizar, quanto à questão da comparação entre o terrorismo e as intervenções militares americanas (não confundir com a sociedade americana, não é isso que está em causa), pode-se concordar ou não com ela, mas, em todo o caso, não é assim tão descabida. Senão vejamos, se comparássemos o número de vítimas inocentes do terrorismo com o número de vítimas inocentes nos preversos ataques americanos ficaríamos, se calhar, chocados com a coincidência dos números. Para além de que, ataques sob argumentos de falsidade como foi este, não só não contribuem para o combate efectivo ao terrorismo, como o potenciam ainda mais

  9. Rodrigo Serra Lourenço diz:

    Acho então que estamos todos de acordo: por um lado, a invasão do Iraque foi um acto ilegítimo; por outro, não se pode comparar, quanto à natureza e fundamento, este acto ilegítimo ao terrorismo islâmico.

    Reparem bem: nenhum de nós tem conhecimento das circunstâncias da decisão, ou estava lá na altura, para saber se a invasão foi um desavergonhado abuso de poder com motivos económicos ou se existiu algum arremedo de justificação. Pura e simplesmente não sabemos, por isso não é possível julgar, por enquanto.

    Ás vezes é preciso tomar decisões difíceis por um futuro melhor…Churchill deixou bombardear uma cidade inglesa pelos alemães (creio que Hull) quando já o podia evitar, para que os alemães não se apercebessem de que já conseguia descodificar as comunicações rádio nazis.

    Com certeza não foi este o caso, mas daí a ter sido uma decisão do género vidas iraquianas vs. petróleo… tenho mais fé nas pessoas, mesmo no Bush and the likes.

    O dia em que aceitarmos que as acções dos “nossos” governos não se distinguem do terrorismo islâmico…bem, será o Admirável Mundo Novo!

    P.S. – Zé Maria, “espalhar o bem”!? Se efectivamente o têm, é melhor que façam mais uso dele antes de o “exportarem”.

  10. José Maria Pimentel diz:

    Não me parece que a avaliação se possa fazer simplesmente pelo número de mortes infligidas por parte dos EUA.

    Se assim fosse, e estendêssemos esta regra a todas as Guerras da História, seríamos obrigados a rever algumas posições…

    Como disse, o petróleo pode ter sido uma das motivações para a Guerra (e eu acredito que foi). No entanto, isto não é ainda um facto. É apenas uma alegação, ainda que com forte probabilidade de se confirmar. Mas partamos do pressuposto que é verdade.

    Pessoalmente, discordo da Guerra do Iraque. Em primeiro lugar, pelo modo como foi conduzida. Em segundo, pelo capital moral do Ocidente / EUA e UE que se perdeu, e que seria bastante útil agora, para a tomada de uma posição de força, por exemplo, contra o Irão. Este, na minha opinião, embora menos referido, é o factor mais importante!

    No entanto, e como referi, isso não faz com que esta Guerra tenha sido totalmente descabida. E, se havia melhores hipóteses, esta não deixou de conduzir a alguns ganhos.

    A própria UE, não obstante alguns países terem apoiado o conflito, pode reflectir sobre o assunto e rever o seu papel (como pretende Sarkosy). Já há muito que se sabe que os EUA entregues a si próprios na “gestão do Mundo” têm muitas “escorregadelas”.

    Quanto à expressão “espalhar o bem” (a palavra bem não está aqui por acaso), é uma questão de sempre.
    Desde a 2ª Guerra Mundial que os EUA se consideram paladinos dessa demanda. O bem (leia-se democracia), é, na visão paternalista dos americanos, um conceito algo enviesado, que se confunde com as suas próprias pretensões internacionais.

    “Se efectivamente o têm, é melhor que façam mais uso dele antes de o “exportarem”.”

    Evidente. Isso vem, aliás, de encontro ao que disse antes. Já o nosso amigo Churchill dizia, já aquele 1/9 da população preta dos EUA presa protestava (e protesta!), já os palestinianos (mal ou bem) se queixam…e por aí em diante…

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