O ónus Paulo Portas

Numa altura em que o PSD continua, imune a qualquer estímulo ou crítica externa, a comportar-se como uma criança preguiçosa, seria de esperar que o PP aproveitasse para tomar a dianteira.

E, de facto, foi com essa intenção que Paulo Portas se candidatou. Não pensou (numa atitude, também, algo autista) que a figura da sua pessoa acarretava um peso que, ao invés de instigar o partido e chamar os eleitores, comprometia seriamente um regresso à imagem de partido de oposição, com margem moral para criticar a governação.

Para além disto, o PP actual tem ainda um grave problema. A facção de Paulo Portas é, no seu global, muito pobre intelectualmente. Portas, goste-se ou não, é bastante inteligente (embora já o tenha demonstrado mais). Diogo Feio, não obstante o facto de fazer jus ao nome, é muitíssimo competente. Contudo, a partir daqui é um marasmo completo, preenchido aqui e ali por “miudos” recém formados (ou nem isso), que se limitam, certamente com receio de “pôr o pé em ramo verde”, a dizer banalidades.

A verdade, porém, é que perante a inactividade do PSD, e mesmo com este lastro considerável, o PP consegue ser a única oposição à direita. O problema é que Paulo Portas tem uma tal conotação com o passado – e pior, com o passado recente – que tudo o que ele e a sua comandita dizem carece da carga de seriedade e idoneidade necessárias para ser bem sucedido.

Sócrates agradece!

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