A BLITZ comemora a sua edição número…

…20(!) com os Queen como tema de capa. Reparem que não está ao alcance de qualquer banda…o número 20!

Chamo a atenção para o facto de esta banda conseguir manter uma vasta legião de fãs (na qual eu me incluo) 17 anos depois do último cd (sem contar com o trabalho póstumo de originais – Made in Heaven – que também é revelador) e da morte do vocalista – e alma do grupo.

Conseguiria facilmente indicar 20 músicas diferentes (não é exagero, não!) que têm passado por diversas rádios portuguesas nos últimos anos. Conhecem mais alguma banda capaz disto? Não conheço nenhuma em actividade, quanto mais uma cujo último concerto se realizou quando eu, à semelhança de muitos actuais fãs, ainda me encontrava em parte incerta.

P.S. Deixo uma análise mais exaustiva e (ainda) mais apaixonada ao nosso ilustre colaborador Miguel Pessoa Vaz.
Isto sem, contudo, deixar de incitar o nosso mais recente contribuidor, e especialista reconhecido em matéria musical, jftabsolution – perdão: João Torgal – a elaborar uma análise mais imparcial.

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9 respostas a A BLITZ comemora a sua edição número…

  1. João Torgal diz:

    Não vou escrever nenhuma opinião aprofundada sobre o assunto, pois estou bem longe de ser um grande conhecedor da longa carreira dos Queen.

    As únicas coisas que me apetece dizer é que os Queen têm muitos méritos, sendo capazes de reunirem alguns consensos em apreciadores de diversos estilos musicais, mas um deles não é de certeza terem uma elevada exposição nas medíocres e conservadoras rádios actuais, avessas a tudo o que seja diferente da pop mais acessível, do hip-hop mais básico e pouco mais (excluo desta crítica as rádios da RDP, que ainda têm algumas virtudes, ou algumas rádios mais localizadas, das quais não vou dizer nomes para não ser acusado de parcialidade). Será de certeza mais gratificante para os fãs que um tema como o “Bohemian Rapsody”, com uma estrutura em teoria nada radiofónica, tenha sido um sucesso absolutamente brutal. Se surgisse hoje nem passava da recepção da RFM, da Comercial e de outras que tais (viam que tinha mais de 4 minutos e não tinha um refrão que se repetisse 10 vezes e era automaticamente excluída)

  2. Miguel Pessoa Vaz diz:

    Quando falas de ser “acusado de parcialidade”, não te irias referir à RUC como uma rádio boa, pois não?

    As rádios devem passar as músicas que as pessoas querem ouvir, para terem audiência e ouvintes que sejam mais do que meia dúzia de amantes da música alternativa, que é o que essa rádio passa quase a tempo inteiro. Por acaso, acho que uma rádio que é de uma instituição como a Universidade de Coimbra deveria conseguir atrair maior número de ouvintes (pelo menos entre os seus estudantes) do que essa tal meia dúzia. Para isso, aguardo pelo dia em que esta rádio se “aproxime” minimamente das outras rádios nacionais e acabe de vez com aquelas músicas que parecem um martelo a bater numa chapa de ferro ou um despertador que não para de tocar.

  3. João Torgal diz:

    Conseguiste escrever 13 linhas e não falar uma linha sobre os Queen, que foi basicamente o tema essencial do comentário do Zé e do meu. Apenas te centraste no que, neste caso, era acessório nas palavras que escrevi.

    Quanto ao que as pessoas querem ver e ouvir, no dia em que isso se concretizasse em absoluto teríamos as televisões só com novelas, futebol, programas do Goucha e afins. Sabes tão bem como eu que a maioria se está nas tinhas para os telejornais e demais programas informativos, logo, pela tua lógica, eles simplesmente deveriam terminar. Tens que perceber que é importante haver o direito à diferença, as pessoas poderem conhecer coisas novas e não vivermos numa realidade completamente formatada onde tudo é igual (para isso já terão bastado 40 e tal anos de fascismo, não te parece?) Assim sendo, é importante haver meios de comunicação social que promovam essa diversidade.

    P.S. Embora possa concordar contigo que a RUC é, por vezes, alternativa em excesso, não creio que tenhas grande legitimidade para falar de uma rádio que simplesmente nunca ouviste mais do que 2 minutos. Tenho para mim que só faz sentido dizer mal de uma música, de uma rádio ou de outra coisa qualquer se a ouvirmos com o mínimo de atenção (e eu, infelizmente, já gramei tempo suficiente rádios como a RFM em viagens em carros alheios para poder dar uma opinião fundamentada) e não dizer mal só porque sim.

  4. Miguel Pessoa Vaz diz:

    Ahah. É obvio que secalhar nunca ouvi mais de 2 minutos seguidos. Mas como queres que eu ouça? Aquilo é uma música irritante e que dá dores de cabeça.

    Na RTP o telejornal é o programa mais visto do dia. Na TVI e SIC são os 2os mais vistos dos dia, portanto, não teriam qualquer razão para terminar. As rádios podiam e deviam ter diferença, mas diferença não tem de ser porcaria.

    Quanto ao meu comentário não ser sobre os Queen, o teu também não é certamente. Preferiste, como costume, levar o comentário para fazer a crítica às rádios mais comerciais, e não esreveste uma única palavra sobre o que tu achas dos Queen.

    Dos Queen não há muito a dizer. É para mim a melhor banda de sempre, e isso diz tudo.

  5. João Torgal diz:

    Claro que falei sobre os Queen. E até acrescento mais: faços minhas as palavras do Zé sobre os elogios ao facto de os Queen terem renovado a sua legião de fãs tantos anos depois do seu fim (o que aliás também acontece, de algum modo, com bandas como os Beatles, os Doors, os Joy Division, etc).

    Quanto ao resto, obrigado por admitires que tenho razão (não se deve criticar o que não se conhece, nem, acrescento, criticar o que é alternativo por ser alternativo, nem o que é comercial só por ser comercial; as críticas devem ter algum fundamento e não serem baseadas apenas em aparências, pois chamar porcaria ao que não se conhece chama-se crítica fácil, que é algo que eu simplesmente evito fazer)

  6. Miguel Pessoa Vaz diz:

    E chamar porcaria a tudo o que as maioria das pessoas gostam é o quê?

    E eu posso criticar o que conheço. Mesmo por conhecer a RUC é que não gosto de a ouvir.

  7. (Eu nunca percebi se o que “a maioria das pessoas gostam” é que define o que passa nas radios, ou se foram as radios mtv’s e afins que ja conseguiram formatar o gosto musical da maioria) – Mas, boa sugestão zé, vou re-ouvir o meu velhinho e fabuloso greatest hits dos Queen! (mas quanto a melhor banda de sempre, tenho as minhas duvidas)

  8. José Maria Pimentel diz:

    Bem, 7 comentários (agora 8) depois de uma semana de marasmo é obra. Hã, quase que passava para a outra página.

    Quanto às Rádios, é verdade, Torgal, que passam muita porcaria e que tentam formatar o gosto das pessoas. Mas os Queen não me parecem ser esse caso. Não se trata propriamente da Rianna que anda aí dar concertos e com uma carreira fulgurante. Mas claro, isto é especulação…

    Por outro lado, não é, evidentemente, por isso que os acho a melhor banda de sempre…

    De qualquer forma, isso é subjectivo.

    Objectivos, pelo contrário, são dois factos:

    -Foram das bandas que mais inovaram. Tanto na música em si como no modo de a mostrar (videoclips e concertos em estádios).
    -Nunca mais houve nenhuma banda com um estilo de música parecido. Por muitas comparações forçadas que tentem fazer.

  9. João Torgal diz:

    Pedro:

    Acho que focaste o ponto essencial, a formatação. A maior parte das pessoas prefere os hits que passam na rádio, não por conhecerem muita coisa e ser a sua preferência musical, mas simplesmente porque praticamente não conhecem mais nada. E a culpa é das rádios que contribuem para a formatação das pessoas, ao passarem sempre o mesmo

    Quanto aos Queen, lá estilo parecido até houve. O que não houve nunca e dificilmente irá haver é alguém que se assemelhe ao Freddie Mercury, pois o gajo tinha uma voz muito característica. É daquele tipo de bandas que não faz qualquer tipo de sentido imaginar com outro vocalista, pois, tal como os Doors sem o Jim Morrison, os Queen sem o Freddie Mercury deixam simplesmente de ser os Queen (se eu acho isto e não sou fã, imagino que os fãs ainda devem pensar isto de forma mais acentuada)

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