Não resisti :)

Julho 18, 2008 by Miguel Pessoa Vaz

E o que é incrível é que é verdade…

Julho 18, 2008 by José Maria Pimentel

“Nem quero imaginar o que se escreveria sobre o anterior líder se ele, em escassas seis semanas, não tivesse divulgado uma proposta, estivesse em hibernação enquanto os camiões bloqueavam o país e culminasse com a pomposa declaração de que o casamento era um magistério virado em exclusivo para a procriação!”.

Luís Filipe Menezes, ex-presidente do PSD, “Diário de Notícias”, 18-07-2008

Acha o iPhone a 500€ caro? E que tal a 610€?

Julho 17, 2008 by António P. Neto
$199 ou 610€

iPhone 3G: $199 ou 610€?

Não vale a pena alongar-me muito neste artigo, pelo menos antes de dizer que o novo iPhone 3G é um bom telefone. Isso é inquestionável. Vejamos: um telefone com touch screen, Wifi, 3G, 8 ou 16Gb de memória, GPS, tudo condensado numa caixa de poucos milímetros de espessura… é impossível afirmar que se trata de um mau aparelho (é aqui que acaba a discussão com os Apple haters, que são casos patológicos ainda mais interessantes, a meu ver, que os Apple fan boys). Caso fosse oferecido (e nem era preciso tanto, como vou explicar à frente) seria neste momento o meu telefone. Mas não é, e tão cedo não vai ser. Porquê?

Não é novidade nenhuma que a Apple vive de uma máquina de marketing que lhe permite criar uma hype anómala em torno dos seus produtos (quando isso não é possível, as empresas com quem contrata encarregam-se de o gerar, como o fez a Vodafone, que à falta de habitantes à porta das lojas decidiu organizar um evento para os oferecer). As keynotes esgotam os bilhetes semanas antes, as pessoas avolumam-se à porta das lojas à meia noite, e os sites da especialidade dedicam dezenas de rumores e especulações aos produtos da marca. No entanto, há uma coisa que costuma acontecer com estes produtos que não acontece com este. O que se vê na apresentação é o que se obtém na realidade. Anunciam-se computadores ao preço x, downloads de música ou software ao preço y e sabemos que quando chegar às prateleiras (virtuais, já em bastantes produtos) obteremos aquilo que foi anunciado ao preço anunciado. Ora, o iPhone falha neste aspecto.

Quando foi anunciado há semanas atrás, o slogan era este: ”twice as fast, half the price“. Twice as fast por causa da substituição do obsoleto EDGE pelas redes 3G, half the price porque desceria para 250€. Para quem já estivesse interessado no artigo, nada melhor do que ouvir isto. Principalmente porque ninguém falou naquilo que afasta as pessoas do iPhone como o diabo da cruz: em contratos. Que fazem com que o iPhone não só não esteja a metade do preço, como se apresente ainda mais limitado pelas operadoras.

Não consigo encontrar o nº de pré-registos recebidos pelas operadoras que comercializam o produto em Portugal (a Optimus e a Vodafone: a TMN encontra-se em negociações), mas o nº já me passou à frente e sei que pelo menos no caso da primeira ultrapassou os 5000 pré-registos. Mas a verdade é que (como me pôde confirmar o vendedor) nem 1/10 das pessoas veio buscar o telefone. Os preços lançados tornam-no um produto incomportável para o bolso português e caro demais para aquilo que é oferecido (voltaremos a este ponto). Mas nenhuma das empresas referidas é estúpida, e sabe perfeitamente que mesmo a este preço haverá quem compre o telefone: sobretudo quem procura o hype, e não o melhor pelo menor preço.

O iPhone é comercializado a 500€ ou a 600€, conforme se opte pelo modelo de 8Gb ou pelo de 16Gb. Com a primeira versão do telefone era possível comprá-lo a estes preços desbloqueado; agora nem essa possibilidade é oferecida, sendo obrigatória a vinculação às operadoras por 24 meses. Caso não se esteja interessado em pagar este valor, há a possibilidade de subscrever um dos planos (limito-me a falar dos da Vodafone, os únicos que conheço em detalhe). O mais barato torna, à primeira vista, o iPhone em half the price (249€), sendo obrigatória uma mensalidade de 15€ convertíveis em minutos de chamadas, mensagens e, finalmente, 250mb de dados para usar, em locais não cobertos por WiFi, as funcionalidades do iPhone que dependam de uma ligação de dados.

Não parece, de todo, caro. 250€ é um preço razoável por um telefone que não dispõe de um sistema de gestão de ficheiros, de partilha Bluetooth (as funcionalidades bluetooth limitam-se ao auricular), de MMS e videochamada, e que apenas inclui uma câmera de 2MP (perfeitamente banal, tendo em conta as câmeras que rivais como a Nokia já disponibilizam em todos os telemóveis deste preço), mas que dispõe de todas as funcionalidades que o iPhone dispõe, que são, objectivamente, muitas.

Mas acontece que não nos querem vender o telefone a 250€. Independentemente do plano escolhido, uma taxa misteriosa de 15€ é sempre acrescentada, independentemente do plano escolhido (o mínimo começa, portanto, nos 30€), e estamos obrigados a pagá-la durante 24 meses. O telefone que sairia a 250€ sai agora a pelo menos 610€. É como se estivéssemos a pagar o telefone não só ao preço original (lá se vai o half the price) como ainda com juros. Como se de um crédito se tratasse. Mesmo os planos de dados não são muito vantajosos: para um telefone que vive da Internet, 250mb esgotam-se com bastante facilidade (muitas operadoras europeias oferecem, a este preço, tráfego ilimitado).

bottom line é esta: este produto não vale o preço que é cobrado por ele. Os telefones que estão ao mesmo preço pecam em design, mas oferecem tudo o que o iPhone oferece (mais o que não oferece).

Já circulam pela Internet petições para baixar o preço deste produto. Nada mais absurdo. A única petição que resulta contra empresas desta dimensão é deixar o produto a ganhar pó nas estantes. Quando a hype terminar, não haverá quem compre este produto a este preço. Ficamos à espera. 

Nota: não devia, sequer, ter de dizer isto, mas não sou um Apple hater. Pelo contrário. Utilizo o Mac OS X há 3 anos (e recomendo) e já tive vários iPods (todos eles valeram cada cêntimo). Tentei fazer uma análise o mais objectiva possível. Comentários a este post que não contribuam para o debate serão apagados. Obrigado.

Bom negócio II

Julho 16, 2008 by António P. Neto

Leio no “Diário As Beiras” de hoje que os cinemas do Girassolum vão ser adquiridos pela Igreja Universal do Reino de Deus.

O poder de Deus é infinito…

Bom negócio

Julho 16, 2008 by José Maria Pimentel

O apego ao poder II

Julho 15, 2008 by José Maria Pimentel

A falácia

Julho 15, 2008 by José Maria Pimentel

A FPF tinha duas linhas de raciocínio alternativas a seguir:

- Encarar Portugal como uma selecção média, e, por conseguinte, seguir a regra pré-Scolari, contratando um treinador português, com algum curriculum mas barato

ou

- Encarar Portugal como uma selecção de topo e, consequentemente, seguir a regra Scolari, contratando um treinador top (que, tendo em conta a indisponibilidade de Mourinho, seria inevitávelmente estrangeiro), com um créditos firmados e, deste modo, caro.

Ora, Carlos Queiroz não se encaixa em nenhuma destas linhas de raciocínio, colhendo, precisamente, os lados menos bons de cada alternativa: não é um treinador de top e é caro (vai auferir o mesmo que Lippi).

Com tanto treinador competente disponível e, principalmente, com provas dadas, porque é que a FPF optou por Queiroz? Eu considero o homem bom treinador e tenho esperanças que faça um bom trabalho, mas está longe de ser uma solução de baixo risco e, acima de tudo, barata.

Azia

Julho 15, 2008 by Miguel Pessoa Vaz

“Pirose (do grego “pýrosis”, acção de queimar) ou azia (no Paraná também chamada cremor), é a sensação de ardor (queimação), que tem início na parte posterior do esterno e que se propaga, via de regra, através de ondas ou golfadas, até a faringe, fazendo-se acompanhar de eructação com acidez e aumento da salivação. A pirose pode ser sintoma de algumas doenças como refluxo gastroesofágico, ou indicativo de processos irratativos ou inflamação ocorrente no esôfago. O ardor é provocado pela acção do ácido gástrico (e por vezes também de bílis), fora do ambiente estomacal.”

 

Tem-se que ‘7% da população mundial tem pirose diariamente, 15% semanalmente e nalgumas sondagens 50% da população tem pirose mensalmente’“, in Wikipedia.

O apego ao poder

Julho 15, 2008 by José Maria Pimentel

Ehud Olmert, presidente israelita (ou israelense, “à brasuca”), anda deseperado. Com o poder por um fio, consequência duma acusação de recebimento de fundos ilegais para uma campanha que pende sobre si, tenta por todos os meios agarrar-se ao poder.

O homem está, porém, longe de ser parvo, e engendrou uma estratégia inteligente: desatou a encetar vias diplomáticas com vista a acordos nas áreas mais importantes da política externa de Israel. Primeiro, aproximou-se de Bush e, com a ajuda deste, deu alguns passos de aproximação a Abbas (até chegou a terminar os ataques na Faixa de Gaza). Posteriormente, deu permissão à Turquia para mediar as negociações com a Síria, com vista a um acordo que ponha fim ao diferendo que opõe os dois países há décadas. Recentemente, por ocasião do fórum da União para o Mediterrâneo, em Paris, não perdeu tempo e tratou de fazer progressos. Reuniu com Abbas e com o primeiro-ministro turco. Na noite da cimeira, “dizem as más línguas”, chegou a ensaiar uma troca de olhares com o presidente sírio que, infelizmente para o enamorado Olmert, não foi correspondida.

União Para o Mediterrâneo - Parabéns Sarkozy

Julho 15, 2008 by José Maria Pimentel

(e não União Mediterrânea, segundo a diplomacia francesa, para não criar “confusões” com a UE)

Sarkozy, o hiperactivo presidente francês, joga mais uma cartada na sua (já aqui referida) estratégia de afirmação pessoal e da UE (por esta ordem) como potência mundial num mundo, agora, cada vez mais tripartido (EUA, China, UE).

Porém, mais que a estratégia francesa, interessa analisar o projecto em relação à UE. E este é tão bom quanto difícil. Juntar na mesma sala líderes europeus, muçulmanos e judeus (e digo-o assim porque, mais que o continente, é, ainda, este o seu factor distintivo) é uma tarefa hercúlea e, certamente, de resultados incertos e demorados.

Acontece que os benefícios são muitos e apetecíveis. Desde os politicamente correctos ligados à interligação de culturas aos mais pragmáticos, são exemplos:

1. As migrações inter-europeias são - paradoxalmente - mais relevantes que as intra-europeias. E destas as provenientes do norte de África (rumo, principalmente, a França, pasme-se!) são talvez as mais importantes.

2. Numa altura em que se pode dizer que se os recursos fósseis não estão a escassear… disfarçam muito bem, a cooperação energética com esta zona do mundo torna-se particularmente benéfica, protagonizando mais uma desesperada tentativa europeia de escapar à dependência russa.  (curiosamente, é a Alemanha, grande parceira dos russos - para desespero da UE - que mais desmotivada se mostra em relação a este projecto)

3. Por fim, o verdadeiro motivo (e que, no fundo, resume os anteriores): O objectivo europeu de, qual cachorro, “marcar território”. No mundo globalizado de hoje, as três potências do futuro jogam todas as cartas e cada país/zona pode tornar-se um alvo apetecível. A bacia mediterrânica, pela proximidade geográfica e pelos recursos de que dispõe, é um alvo em relação ao qual a Europa pode crer ter melhor pontaria que os adversários. Resta ver se o braço não treme.

(4). Importa ainda dizer que este projecto pode (e, se calhar, nem os líderes europeus têm a certeza) ser a semente para futuros países aderirem à UE. Desde já, a Turquia, a cuja adesão Sarkozy sempre se opôs. Um teste positivo nestes termos poderá fazer milagres na visão europeia deste país. Os turcos parecem desgostar da ideia de um “caçar com gato”, mas é melhor que nada.