Arquivos para a Categoria ‘Uncategorized’

Não resisti :)

Julho 18, 2008

E o que é incrível é que é verdade…

Julho 18, 2008

“Nem quero imaginar o que se escreveria sobre o anterior líder se ele, em escassas seis semanas, não tivesse divulgado uma proposta, estivesse em hibernação enquanto os camiões bloqueavam o país e culminasse com a pomposa declaração de que o casamento era um magistério virado em exclusivo para a procriação!”.

Luís Filipe Menezes, ex-presidente do PSD, “Diário de Notícias”, 18-07-2008

Bom negócio

Julho 16, 2008

O apego ao poder II

Julho 15, 2008

A falácia

Julho 15, 2008

A FPF tinha duas linhas de raciocínio alternativas a seguir:

- Encarar Portugal como uma selecção média, e, por conseguinte, seguir a regra pré-Scolari, contratando um treinador português, com algum curriculum mas barato

ou

- Encarar Portugal como uma selecção de topo e, consequentemente, seguir a regra Scolari, contratando um treinador top (que, tendo em conta a indisponibilidade de Mourinho, seria inevitávelmente estrangeiro), com um créditos firmados e, deste modo, caro.

Ora, Carlos Queiroz não se encaixa em nenhuma destas linhas de raciocínio, colhendo, precisamente, os lados menos bons de cada alternativa: não é um treinador de top e é caro (vai auferir o mesmo que Lippi).

Com tanto treinador competente disponível e, principalmente, com provas dadas, porque é que a FPF optou por Queiroz? Eu considero o homem bom treinador e tenho esperanças que faça um bom trabalho, mas está longe de ser uma solução de baixo risco e, acima de tudo, barata.

Azia

Julho 15, 2008

“Pirose (do grego “pýrosis”, acção de queimar) ou azia (no Paraná também chamada cremor), é a sensação de ardor (queimação), que tem início na parte posterior do esterno e que se propaga, via de regra, através de ondas ou golfadas, até a faringe, fazendo-se acompanhar de eructação com acidez e aumento da salivação. A pirose pode ser sintoma de algumas doenças como refluxo gastroesofágico, ou indicativo de processos irratativos ou inflamação ocorrente no esôfago. O ardor é provocado pela acção do ácido gástrico (e por vezes também de bílis), fora do ambiente estomacal.”

 

Tem-se que ‘7% da população mundial tem pirose diariamente, 15% semanalmente e nalgumas sondagens 50% da população tem pirose mensalmente’“, in Wikipedia.

O apego ao poder

Julho 15, 2008

Ehud Olmert, presidente israelita (ou israelense, “à brasuca”), anda deseperado. Com o poder por um fio, consequência duma acusação de recebimento de fundos ilegais para uma campanha que pende sobre si, tenta por todos os meios agarrar-se ao poder.

O homem está, porém, longe de ser parvo, e engendrou uma estratégia inteligente: desatou a encetar vias diplomáticas com vista a acordos nas áreas mais importantes da política externa de Israel. Primeiro, aproximou-se de Bush e, com a ajuda deste, deu alguns passos de aproximação a Abbas (até chegou a terminar os ataques na Faixa de Gaza). Posteriormente, deu permissão à Turquia para mediar as negociações com a Síria, com vista a um acordo que ponha fim ao diferendo que opõe os dois países há décadas. Recentemente, por ocasião do fórum da União para o Mediterrâneo, em Paris, não perdeu tempo e tratou de fazer progressos. Reuniu com Abbas e com o primeiro-ministro turco. Na noite da cimeira, “dizem as más línguas”, chegou a ensaiar uma troca de olhares com o presidente sírio que, infelizmente para o enamorado Olmert, não foi correspondida.

União Para o Mediterrâneo - Parabéns Sarkozy

Julho 15, 2008

(e não União Mediterrânea, segundo a diplomacia francesa, para não criar “confusões” com a UE)

Sarkozy, o hiperactivo presidente francês, joga mais uma cartada na sua (já aqui referida) estratégia de afirmação pessoal e da UE (por esta ordem) como potência mundial num mundo, agora, cada vez mais tripartido (EUA, China, UE).

Porém, mais que a estratégia francesa, interessa analisar o projecto em relação à UE. E este é tão bom quanto difícil. Juntar na mesma sala líderes europeus, muçulmanos e judeus (e digo-o assim porque, mais que o continente, é, ainda, este o seu factor distintivo) é uma tarefa hercúlea e, certamente, de resultados incertos e demorados.

Acontece que os benefícios são muitos e apetecíveis. Desde os politicamente correctos ligados à interligação de culturas aos mais pragmáticos, são exemplos:

1. As migrações inter-europeias são - paradoxalmente - mais relevantes que as intra-europeias. E destas as provenientes do norte de África (rumo, principalmente, a França, pasme-se!) são talvez as mais importantes.

2. Numa altura em que se pode dizer que se os recursos fósseis não estão a escassear… disfarçam muito bem, a cooperação energética com esta zona do mundo torna-se particularmente benéfica, protagonizando mais uma desesperada tentativa europeia de escapar à dependência russa.  (curiosamente, é a Alemanha, grande parceira dos russos - para desespero da UE - que mais desmotivada se mostra em relação a este projecto)

3. Por fim, o verdadeiro motivo (e que, no fundo, resume os anteriores): O objectivo europeu de, qual cachorro, “marcar território”. No mundo globalizado de hoje, as três potências do futuro jogam todas as cartas e cada país/zona pode tornar-se um alvo apetecível. A bacia mediterrânica, pela proximidade geográfica e pelos recursos de que dispõe, é um alvo em relação ao qual a Europa pode crer ter melhor pontaria que os adversários. Resta ver se o braço não treme.

(4). Importa ainda dizer que este projecto pode (e, se calhar, nem os líderes europeus têm a certeza) ser a semente para futuros países aderirem à UE. Desde já, a Turquia, a cuja adesão Sarkozy sempre se opôs. Um teste positivo nestes termos poderá fazer milagres na visão europeia deste país. Os turcos parecem desgostar da ideia de um “caçar com gato”, mas é melhor que nada.

As potências mediáticas

Julho 14, 2008

Um dos fenómenos mais curiosos da Geopolítica - e cujo crescimento é, em grande parte, fruto das novas tecnologias - é a a entrada de um novo factor na equação de definição de Potência. Se no passado o debate se colocava entre o poder económico e politico (ou até social), hoje qualquer pessoa identifica, inconscientemente, os países mais poderosos com aqueles que mais frequentemente vê no telejornal ou nos jornais.

O primeiro e mais duradouro exemplo deste efeito - ainda em escala reduzida - foi Cuba, cujo mediatismo, qual número de magia, fazia esquecer os inúmeros problemas económico-sociais da ilha.

Actualmente, os dois exemplos paradigmáticos são o Irão e a Venezuela. O primeiro - um país cuja riqueza advém unicamente dos recursos naturais abundantes - apresenta uma das sociedades mais primárias do mundo e é liderado por uma personagem indescritível (gozada pelos próprios conterrâneos, o que, estando em causa o Irão, é dizer muito). Já a Venezuela, tem como ícone (é na verdade o que ele é, em sentido lato) um presidente que dispara em todas as direcções, numa desesperada tentativa de se agigantar em relação aos vizinhos sul-americanos e, pasme-se, aos EUA (que, não fora o petróleo e o gás, não lhe ligava “peva”). Um dos países com que Chavez se travou de razões recentemente foi a Colômbia. Evidentemente que a “birra” não durou muito, pois estes senhores têm um dos maiores exércitos da América do Sul e Chavez é pespineta mas está longe de ser parvo. A estucada final foi a recente libertação de Ingrid Betancourt, para a qual o sempre tão solícito presidente venezuelano contribuiu zero, ficando - em bom português - a ver navios.

Prioridades…

Julho 13, 2008

Os EUA “pincham” de júbilo, impulsionados pelo súbito “amansamento” da Coreia do Norte. Tudo óptimo, já não são ameaça! E o facto de continuarem a ser um dos regimes mais totalitários e repressivos do Mundo, interessa? Não, é irrelevante, é difícil de contrariar e, em ultimo caso, “é lá com eles”. O que interessa é que não nos chateiem.

A grande prioridade é, agora, o Irão. Um povo liderado por uma grande “persa”, que se diverte a preparar ameaças a americanos e israelitas, temperadas com fotografias modificadas no Photoshop, para no fim, qual criançola inconsequente, dizer que as experiências nucleares não têm propósitos bélicos.

Ou muito me engano ou esta estratégia iraniana terá pouco futuro. É mais um espasmo final do que um grito do Ipiranga. Para além disso, os apoios na região escasseiam e são pouco poderosos. Os próprios muçulmanos - de maioria sunita - não vêm com grandes olhos apoiar os chiitas iranianos.