Arquivo de Maio, 2009
Noisettes – The Count Of Monte Christo
Maio 27, 2009Bocage
Maio 26, 2009Atendendo aos últimos posts, pelos vistos neste blog cada um fala daquilo que percebe (ou pensa que percebe
). O Torgal escreveu de música alternativa e o Zé de Economia. Por isso, eu tenho de falar de Anatomia.
Tudo vai dar ao federalismo. Nada vai dar a Barroso
Maio 25, 2009Numa altura em que qualquer arma menos tradicional é preciosa para os bancos centrais, cuja artilharia de referência está quase ou totalmente esgotada, o BCE encontra-se praticamente impedido de usar duas das mais potentes armas alternativas.
Comprar obrigações de um dos 16 governos europeus geraria, invariavelmente, celeuma. A questão, sem resposta 100% eficiente, seria: quais comprar e em que quantidades?
Outra solução – comprar activos do sector privado, empresas ou bancos – esbarra indirectamente no mesmo problema. Com empresas transnacionais numa Europa paradoxalmente dividida, que empresas socorre o BCE? E de que sector?
Mais uma vez, só com uma Europa mais unida politicamente a coisa vai lá. É, aliás, uma pena, porque o BCE é, de longe, a instituição europeia que melhor funciona.
Incrível
Maio 25, 2009Sim senhor!
Maio 25, 2009Quando tentei publicar o post anterior, o site falhou. Logo apareceu aquela opção típica de reportar o problema. Lá o fiz, contrafeito, e convencido que de nada adiantava. “Era esperar”. Então não é que recebo, passado meia hora, um mail do WordPress:
Hi,
Sorry for that error – the blog now works as it should.
-
Mark
Sim senhor!
Uma crise diferente
Maio 25, 2009A realidade e o jargão económicos são sempre bastante confusos. Parece, por vezes, haver quase uma separação entre o que se lê nos escaparates e o que de facto acontece. Para além disso, tudo é confuso Por exemplo, inflação (que já de si é uma palavra curiosa, pois deveria ser inflacção) é má, e deflação…também. O cidadão comum é confrontado ciclicamente com este mundo paralelo. De vez em quando – em média, uma vez por década – lá vem a malfadada crise. O cidadão sente-a. Porém, raramente, tanto como é noticiado nos jornais. Sente-a no preço do combustível, como nos anos 70. Sente-a no emprego. Sente-a quando vai ao banco e vê as suas opções reduzidas. Mas, no fundo, as crises raramente têm o impacto “prometido”. Esta crise é, todavia, diferente. De causas e consequências só comparáveis à de 29. O grande problema é que, se as últimas são, de facto, comparáveis, as causas não o são. Pelo menos totalmente.
Este défice de ponto de comparação torna o resultado desta crise, para o mundo em geral e o Ocidente em particular, imprevisível. Não se trata, como em 2001, da reestruturação dum sector. Hoje lida-se, fundamentalmente, com três problemas – peculiaridades -, que tornam o futuro imprevisível.
Primeiro, descobrimos que o crescimento da última década se baseou na chamada alavancagem. Bancos, empresas, individuais investiram usando recursos que não tinham. O resultado foi um crescimento falso, porque não tinha em conta os custos. Custos esses que só foram descobertos quando a coisa correu mal e alguém decidiu começar a levantar o tapete. Foi como se o mundo de repente descobrisse que aquela mala cheia notas que tinha debaixo da cama – na qual nunca se tinha dado ao trabalho de vasculhar – não estava, afinal, completa. Tem a aparência condizente mas parte do volume corresponde apenas a papéis sem valor. Para aumentar o desastre, ninguém sabe quantas daquelas notas correspondem aos ditos papéis e quantas têm efectivamente valor. O que isto significa é que ninguém – ninguém mesmo – sabe quanto vai restar quando a tempestade passar. Ninguém sabe qual será a dimensão dos mercados financeiros daqui a 2/3 anos. Ninguém pode adivinhar quando e, sobretudo, como será a recuperação. Como bem chama a atenção o “arauto da crise” – Nouriel Roubini, o fundo, mesmo nos EUA, parece não ter ainda ter sido tocado. E, mesmo depois de tocar no fundo, nada nos garante que evitemos saltos em falso ou que nademos muito devagarinho em direcção a tona. Talvez – e aí está o problema – devagar demais.
Em segundo lugar, há ainda outro problema, estrutural, que diferencia esta crise da de 29: a dimensão do sector bancário. Já todos terão, provavelmente, ouvido falar dos bancos ‘too big to fail’, aqueles grandes bancos que, simplesmente, não podem falir, sob pena de por em questão o futuro de muitas famílias que lá têm o dinheiro. O problema é que isto cria incentivos perversos. Muitíssimo perversos, mesmo. É o chamado risco moral. Se um banco tem a garantia de ser sempre salvo pela mão amiga do Estado, deixará de ter em conta riscos. Ou por outra, estes deixam, por e simplesmente, de existir. Tendo em conta que a falta de aversão ao risco foi a grande causa desta crise, não é preciso dizer muito para dar a entender a as consequências terríveis caso se continue a ter bancos ‘too big to fail‘ ou, pior ainda, ‘too big to save’. É, pois, fundamental que os governos tenham em conta que a principal reestruturação a sair desta crise é a correcção deste paradoxo. Os bancos, como qualquer empresa, têm que poder falir. É essa a base do capitalismo. Se os bancos actuais pudessem falir, não teríamos metade dos problemas. Tinha havido uma crise? Sim. Mas os bancos endividados e com má gestão teriam falido. Simplesmente. Teria havido perda de empregos, claro, mas na dimensão de uma crise como a dos anos 80, nada mais. O sector bancário é um sector peculiar e tem que ser tratado como tal. Não pode, simplesmente, haver mega-bancos como há mega-empresas.
Por fim, há hoje uma crise de confiança na economia que deita por terra qualquer laivo de recuperação. Ninguém compra, ninguém vende, ninguém empresta, ninguém investe. E por aí em diante, num ciclo vicioso.
Esta crise poderá, portanto, comparar-se à crise dos anos 30. Basta reflectir sobre o facto de termos, hoje, países inteiros a salvar um único sector, o financeiro. Sector esse que, por vezes, excede (brutalmente, no caso da Islândia) o PIB. Será que vai haver dinheiro?
Post-Rock is alive
Maio 24, 2009Por definição (algo sempre bastante subjectivo, ainda para mais tratando-se do estilo em questão), o post-rock foi um termo criado pelo mago britânico Simon Reynolds (foto) para definir um determinado movimento musical surgido nos anos 90. Com alguma influência no experimentalismo electrónico germânico do kraut-rock, num ambientalismo denso e no ruído motivado do shoegaze, este movimento surgiu inconscientemente como uma reacção contra uma certa frieza de um determinado estilo de sonoridade rock mais técnico e/ou visceral. Em alternativa, os grupos apostavam numa sonoridade com texturas hipnóticas e complexas, com destaque para os ambientes criados pela presença forte dos sintetizadores, pelo peso da distorção da guitarra e pela usual ausência da voz, mas em que, longe da frieza referida anteriormente, prevaleciam os ideais da emoção, da melancolia, da intensidade…
Numa primeira fase, destacaram-se grupos como os norte-americanos Bark Psychosis (cujo álbum “Hex” de 1994 esteve na origem da designação pos-rock dada por Simon Reynolds) e Tortoise, os canadianos Godspeed! You Black Emperor ou os escoceses Mogwai. Dos míticos Godspeed You! Black Emperor fica, de seguida, o clássico “Moya”.
Desde aí, com maior ou menor sentido melódico, com maior ou menor peso e distorção, com maior ou menor perspectiva ambiental e contemplativa, com o destaque para este ou aquele elemento sonoro, com a introdução deste ou daquele instrumento, o post-rock foi proliferando, surgindo diversas bandas que prolongaram a atitude e os ideais anteriormente referidos. Neste contexto, bandas como os americanos Explosions in the Sky, os canadianos A Silver Mt. Zion (com raízes nos Godspeed), os irlandeses God is an Astronaut, os islandeses For a Minor Reflection (fizeram a primeira parte no maravilhoso concerto de Novembro passado dos Sigur Ros – eles próprios que também têm alguns elementos pós-rock na sua música) ou os portugueses All Star Project deram uma nova vida a este estilo musical.
Hoje, no final da primeira década do século XXI, há quem apregoe que o pós-rock está morto. Os dois concertos que vi este ano (e perdi recentemente A Silver Mt. Zion), de que falarei de seguida, mostram que, não só não está morto, como está mais vivo que nunca.
MOGWAI – 5 de Fevereiro, Aula Magna
Surgidos em meados nos anos 90, os Mogwai criaram em 1997 o seu mítico disco de estreia Young Team (apesar de conhecer algumas músicas, só agora o estou a ouvir na íntegra), um disco aparentemente mais negro, pesado e ruidoso do que grande parte do material seguinte da banda. Daí em diante, com álbuns como Happy Songs for Happy People ou Mr. Beast os Mogwai foram fortalecendo o seu estatuto de banda de culto, construindo um som mais polido, em que alternam momentos de distorção verdadeiramente explosivos, com espaços de puro deleite melódico, com particular destaque para a presença sublime do piano. O último trabalho da banda, The Hawk is Hawling, foi uma vez mais um grande disco. Já na altura quando fiz o meu balanço musical de 2008, coloquei o álbum na lista dos melhores do ano, mas é daqueles discos que ainda cresce muito mais com o tempo e com as audições sucessivas. Com pedaços sonoros muito diferentes, como, por exemplo, a mistura perfeita entre as potencialidades da guitarra e do piano em “I’m Jim Morrison I’m Dead”, o verdadeiro assalto aos sentidos que é “Batcat”, o fabuloso épico em crescendo “Scotland’s Shame”, a melancolia intimista e arrepiante de “Kings Meadow” ou até uma maior aproximação à pop de “The Sun Smells Too Loud”, é sem dúvida um dos melhores discos da carreira dos Mogwai e do pós-rock em geral.
Foi este último disco que os Mogwai vieram apresentar à Aula Magna, num concerto absolutamente brutal. O local escolhido para o concerto mostra bem que, apesar da música dos Mogwai e genericamente das bandas pos-rock ser por vezes bastante pesado, está ainda assim bem longe do metal. Tratando-se de um espaço com lugares sentados, apela-se, em vez do moche, à contemplação e a um desfrutar mais cerebral da música que se ouve, algo que por vezes se torna difícil, nomeadamente nos momentos mais explosivos. Algumas palavras desde já para a qualidade da acústica do espaço, absolutamente perfeita, e para a relação entre luz e som no concerto: notável.
A primeira parte do concerto esteve a cargo dos também escoceses Errors. Uma aposta profunda na presença de elementos electrónicos torna a música destes escoceses bastante diferente das demais bandas do estilo, mas nem por isso com grandes notas de elogio. Louvores, contudo, para o óptimo primeiro tema interpretado (não sei o título). Curiosamente (ou talvez não), um dos temas em que o destaque foi todo para as guitarras e para a bateria (um dos pontos altos da banda).
Com incidência ligeiramente maior no último disco, mas com passagens por quase todos os 6 albuns de originais (só Come on die Young ficou de fora), os Mogwai deram um espectáculo verdadeiramente eclético, não só entre temas, mas mesmo dentro de cada tema, com alterações súbitas de ritmo e variações entre momentos mais intimistas e outros mais fortes em termos sonoros. Destaque para a brutal interpretação de “Scotland’s Shame, em que o crescendo referido anteriormente ainda se fez sentir de modo mais intenso e hipnótico. Já depois de uma dedicatória dos Mogwai ao recentemente falecido Lux Interior dos Cramps, deu-se a primeira saída de palco ao som do explosivo “Batcat”, um final possível para o concerto. Mas os Mowgai surpreenderam no encore. Já depois de “Precipice”, é com o aparente anti-climax de “2 Rights Make 1 Wrong”, um tema onde se destacam os extractos vocais ”vocoderizados” do teclista, que se dá o desenlace. Um final em total comunhão com o público, verdadeiramente rendido ao talento dos Mogwai. Grande concerto, grande banda. Por aqui, ficam do último disco os temas “Scotland’s Shame” e “I’m Jim Morrison I’m Dead”:
ALL-STAR PROJECT e GOD IS AN ASTRONAUT, 22 de Maio, Leiria
Decorreu na passada 6ª feira mais um episódio da edição 2009 do Festival Fade In de Leiria, desta feita dedicada ao pós-rock. Tratando-se de um espaço pequeno (pouco mais de 200 lugares), foi com naturalidade que a sala estava completamente esgotada. Na primeira parte deste espectáculo, tivemos então os portugueses All-Star Project. Com alguns EP’s editados e um disco de originais, Your Reward…Bullet, a banda surpreendeu pela intensidade, pela alma na interpretação das suas músicas. Na linhagem de bandas pós-rock mais pesadas, os All-Star Project apostam numa fortíssima secção de cordas , constituída por 3 guitarras e um baixo. Foram cerca de 40 minutos de concerto que, embora estando esta banda perto de ser demasiado pesada para o meu gosto e nunca os tendo ouvido anteriormente , despertaram a vontade de conhecer melhor a música desta banda de Leiria. Fica o vídeo de “V5″´.
A parte principal deste espectáculo foi dedicada aos irlandeses God is An Astronaut. Não tinha grandes expectativas para o concerto, nem boas nem más, pelo simples facto que só conhecia relativamente o último disco, o homónimo dos finais de 2008, e mais alguns temas soltos dos restantes 3 albuns. Tinha gostado do que tinha ouvido, especialmente das músicas mais calmas, mas sem grande deslumbramento.
O concerto seguiu a mesma medida, ou seja, foi bom, mas sem ser brilhante. Com uma dimensão mais pesada do que aparenta em disco, o trio deu um espectáculo demasiado prejudicado, na medida inversa do que sucedeu com os Mogwai, por uma certa falta de ecletismo. Neste contexto, o segundo plano para que foram remetidos os teclados, deixando o destaque quase todo para o baixo, bateria e guitarra, e a ausência no alinhamento de alguns dos temas mais contemplativos da banda, como são “First Day of the Sun” ou ” Remaining Light” do último disco, tornaram o concerto um pouco claustrofóbico e repetetivo, pontuado contudo com uma aura negra e misteriosa, em termos de sintetizadores, muito interessante. Em todo o caso, os maiores elogios para dois aspectos. Em primeiro lugar, para a óptima interpretação de dois grandiosos temas como são “Fragile” e “All is Violent all is bright”. Por outro, para a projecção de imagens que, quais video-clips, acompanhou todos os temas do concerto (algo que já tinha sucedido com os All-Star Project) e em que sentíamos os diferentes ritmos presentes na música a serem acompanhados de modo perfeito pelo profundo potencial da imagem. Esses e outros aspectos menores contribuiram para que, apesar das críticas efectuadas anteriormente, este tenha sido, sem dúvida, um bom concerto. Os God is An Astronaut terminaram com dois encores, fechando com uma versão absolutamente explosiva do tema título para o album “The End of the Beggining” de 2007, que contou com o reforço na bateria de um amigo da banda vindo de Chicago. Mas o melhor terá vindo depois do concerto… Tendo reconhecido um ou outro dos melhores temas ao vivo como sendo provenientes do disco All is Bright all is Violent de 2004, resolvi comprá-lo no final. Ao ouvi-lo deparei-me com uma verdadeira obra-prima, um dos melhores discos do género que já ouvi, bastante mais calmo do que o último disco e possuidor de uma beleza, de uma harmonia e de uma emoção verdadeiramente arrebatadoras. Ficam aqui os dois temas referidos anteriormente presentes neste disco que, para além de duas maravilhosas músicas , valem também pelos óptimos vídeos. Em “Fragile, vemos uma perturbadora análise aos abusos verificados aos animais. Em “All is Violent All is Bright”, um irónico retrato da hipocrisia do poder americano no pós-11 de Setembro.
Por tudo isto, não tenho dúvidas em terminar este meu longo texto sobre este extraordinário estilo musical com o título do post, ou seja, POST-ROCK IS ALIVE.
P.S. Embora só amanhã comece oficialmente o sistema dos cronistas, julgo que este texto pode ser já uma espécie de ante-estreia da minha parte
Apanhado geral da coisa, o comboio das manchetes riscadas
Maio 23, 2009Marinho Pinto – Não foi o primeiro, mas esteve em grande nível ao meter MMG na linha. De vez em quando há malta que apanha com o frete de ter de reduzir a mulher à consciência da sua dimensão real. Ontem foi a vez dele. Em muita coisa é bonito ouvi-lo falar, em certas outras dispenso… Não sei é como é que a alguém, que acusa tantas verdades de forma tão directa, nunca houve ninguém a passar a perna ou a fazer a cama. Estará
para breve? – está a chegar um programa de educação sexual às escolas totalmente perverso da autoria de um dos muitos psicólogos depravados que prolifera por este país dentro… Aborda de forma chocante temas como a homossexualidade e o desenvolvimento dos jovens. Sem qualquer consideração pelos diferentes ritmos a que se processa o crescimento dos jovens. Lamentável principalmente para quem, como eu, defendia a inclusão curricular de matérias (embora em outros moldes), ligadas à
Educação Sexual – As matérias desta disciplina a ser introduzida no plano curricular do ensino Português parecem já ter sido ensaiadas numa escola preparatória em Espinho a pré-adolescentes por uma Professora com Licenciatura, Estágio, Mestrado e Pós-graduação…em História. Por muito brejeiro e aproximados da proposta do Governo que tenham sido os contornos em que abordou o tema, conseguiu que se tenham ainda quase camuflado as suas afirmações mais escandalosas. Refiro-me ao momento em que, qual Imperador Romano aficionado de festas orgíacas, se dirige plena de altivez, rebaixando uma aluna baseando-se nas qualificações académicas (ou falta delas) da sua mãe (da aluna) em frente da turma inteira…mais valia ter continuado a vomitar sexo…perante a forma como ameaçava e intimidava uma turma de “miudinhos” com berreiro e ameaças a quem falasse do que se passava nas aulas…as crianças eram novinhas, mas ingenuidade por ingenuidade…mais valia ter continuado a vomitar sexo…o cariz negativo com que grita os anos que andou a estudar, parecia que estava a falar de uma pena na prisão que cumpriu ou de uma campanha militar que tinha realizado…motivação por motivação…mais valia ter continuado a vomitar sexo…
Situações destas nunca deixaram de ser banais no país onde os sindicatos (com toda a ingenuidade – ingenuidade? – que lhes vem inerente) juram a pés juntos que todos os professores são profissionais altamente exemplares e qualificados, reduzem estas afirmações a deixas dignas dos palhaços do Varekai. Tornam, assim, a ingenuidade que eu questionava na mesma ingenuidade de quem foge como uma criancinha com o traseiro à seringa de um sistema de avaliação oriundo de um qualquer país da América Latina. Se em Portugal tudo funciona ao bom e simpático estilo latino-americano, porque é que a avaliação dos educadores devia ser feita de forma diferente?
Mas, como disse, mais uma parte penosa da história é que situações destas nas salas de aula sempre aconteceram durante muitos e longos anos. Foi preciso aparecerem telemóveis e gravadores, que entre muita coisa má, conseguem ajudar a denunciar vergonhas destas (com muita coisa má pelo meio que os gadgets nas mãos das criancinhas possam produzir). Diagnostica-se assim uma lacuna na colocação de uma docente de História numa EB, quando o seu lugar seria num manicómio qualquer pelo país fora… Uma história tão triste quanto o facto de ser verdade que para a despedirem, muitas outras iguais seriam igualmente
Despedidas dos imigrantes em Itália, onde Sílvio Berlusconi insiste não haver espaço para multiculturalismos. Um acto de ingratidão, no país criador das instituições que ensinaram ao mundo como se emigrava (principalmente de forma tão ilegal quanto eficaz para os EUA), inspiradoras de filmes, séries e videojogos de fazer parar o tempo e cortar a respiração. Apenas a Igreja Católica e alguns políticos da oposição fazem frente a tais medidas sem qualquer sucesso. Ninguém duvida que nos últimos cinco anos, Itália se tem tornado vítima de crimes, na maioria protagonizados por organizações criminosas oriundas do sudeste europeu (Bulgária, Albânia, etc. …); no entanto, uma medida destas nada mais vem fazer do que assinar a declaração de incompetência do governo sobre as autoridades de segurança naquele país, cujo líder entende que assim evita perder uma luta que não tem coragem para
Combater é palavra de ordem 4ª feira em Roma. E desta vez não é no Coliseu, nem contra cristãos ou imigrantes. Aqui trata-se de um duelo.
Mas para que não vá ao engano, eu ajudo: uma vez no Coliseu, ande um pouco mais para Norte (meia dúzia de estações de metro não será má ideia), atravesse o rio quando vir a Ponte Duca d’Aosta e siga em frente… Stadio Olímpico, é mesmo aí! Ah não se esqueça de levar o VISA, pois é uma brincadeira capaz de lhe sair um tanto cara (uma centenas de euros, vamos dizer). Em compensação, um espectáculo que defronta as duas melhores equipas do mundo, cujos jogos assistimos diariamente nos nossos televisores, embora sob a forma semi-real a que chamamos Pro Evolution Soccer. Só que desta vez, para além de real, é decisiva, podem pousar o comando. Este evento conta com a participação do melhor e do 2º melhor jogador do mundo (agora quem é quem?…). A prepotência e o exibicionismo saloio de um contra a humildade e sanidade desportiva de outro criam-me mais simpatia por um dos lados, mas o que eu quero mesmo é ver bom futebol. É isso que quero, que os dois, mais os outros 20 e mais ainda os suplentes (utilizados) me ofereçam a mim e ao resto do mundo!
Depois de Rui Santos…
Maio 21, 2009
…Dias Ferreira. Como diria a minha “avózinha” (na altura sobre Vital Moreira):
“Não acho bem, mas parecia que estava a pedi-las!”






