Arquivo de Janeiro, 2009

Bruno Aleixo II

Janeiro 28, 2009

Já aqui houve uma enorme discussão acerca do Bruno Aleixo. Uns que gostam, outros que não gostam e outros mais ou menos. Eu sou dos que adoro.

Bruno Aleixo

Nas últimas semanas temos verificado que a SIC Radical se limita a repetir episódios do já famoso ‘Programa do Aleixo’.  Ora, isso não pode ser e sendo assim, venho apelar a todos os que acham o programa tão brilhante como eu, que assinem a petição para que sejam emitidos novos episódios –  http://www.peticao.com.pt/bruno-aleixo.

*uma petição patrocionada por Mister Cimba, Viagens e Utilidades.

1X2 – Um pouco de publicidade gratuita

Janeiro 28, 2009

Desde Julho do ano passado que eu, a Inês Patrão, o João Terêncio (entretanto, eles os dois abandonaram infelizmente a equipa), o Ricardo Jerónimo, o António Sérgio e a Inês Rodrigues, realizamos na RUC o programa 1X2 (actualmente vai para o ar às 3ªs, entre as 23h e as 24h). Para quem está à espera de algo a ver com futebol, depara-se com um programa bem diferente, em que numa hora destacamos um disco, um livro e um filme.

A novidade é que, desde o início de 2009, as nossas emissões estão disponíveis em podcast no seguinte endereço:

                    http://1×2ruc.blogspot.com/

Passem por lá. Teremos todo o gosto em receber a vossa visita!

P.S. Na emissão de hoje (que estará em podcast brevemente) destaquei precisamente o livro que citei há uns dias, A Brincadeira de Milan Kundera.

Fim do mandato da actual DG/AAC

Janeiro 27, 2009

Termina amanhã o percurso de André Oliveira enquanto líder da direcção-geral da AAC. O presidente cessante fez à RUC e ao Diário de Coimbra um balanço do seu mandato e, surpreendentemente, há uma grande convergência entre a opinião dele e a minha em certas questões. Senão vejamos algumas das suas declarações:

“Deixo a AAC mais adulta e unida” – Completamente de acordo. Por um lado a idade adulta é a idade da independência. Assim sendo, deixar uma DG  a navegar no mar-alto da política, sem destino ou rumo definido, é a melhor prova disso mesmo. Em relação à união, é indiscutível.  É fácil comprovar que estamos perante uma união total e absoluta em torno de… uma estrutura que simplesmente já não existe,  a chamada “união em torno do vazio”.

“Utilizámos formas de luta inovadoras”. Aqui só concordo em parte. Já Paulo Fernandes tinha colocado em prática estas formas de luta, mas, ainda assim, André Oliveira foi  mais longe. As formas de luta inovadoras foram… a ausência de formas de luta, traduzidas na cumplicidade e no silêncio com as políticas levadas a cabo no sector da educação e com a situação actual nesta área cada vez mais negra e cada vez mais marcada por uma lógica puramente economicista. Espera, como estou a ser injusto. Uma das grande formas de luta foi, no cortejo da latada, um conjunto de vacas a alertar para os problemas do financiamento e das residências. Peço desculpa por este meu esquecimento tão infeliz.

“Processo de Bolonha – vamos estar sempre a contestar? Não” – Claro que não. Assim, é um verdadeiro alívio para quem tem de implementar medidas que prejudicam os estudantes, pois simplesmente não há a mais pequena contestação. Para que é que os estudantes se hão-de estar a maçar e, ainda por cima, a incomodar os altruístas dos dirigentes políticos que são tão seus amigos?

“O ponto negativo do mandato foi…a não vinda das Sugababes à Latada”. Esta é tão óbvia que acho que nem vale a pena dar grandes argumentos para mostrar a minha concordância incondicional. O que significa, por exemplo,  a perda de paridade nos órgãos de decisão da Universidade comparativamente com o cancelamento do concerto das grandes cabeças de cartaz Sugababes? Nada, pois claro.

Em suma, mais um brilhante mandato, a demonstrar o iminente fim da DG/AAC enquanto direcção política. Valham-nos as secções e organismos autónomos culturais e desportivos que, com o seu importante papel, ainda vão dando um toque de honra a esta instituição, cada vez mais decadente e frequentada esmagadoramente por causa do… In Tocha Club / Bar AAC / Discoteca Associativa / Talho.

Quote

Janeiro 26, 2009

“O Dr. Soares é uma esquerda analógica, e o Dr. Sócrates é uma esquerda digital”.

José Luís Pedro, imbecil assertivo comentador do “Eixo do Mal”

“Quer Dizer”

Janeiro 26, 2009

“Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer”"Quer Dizer” (…)

A participação de Pedro Catarino, ex-embaixador de Portugal nos EUA, no “Sociedade das Nações”, apesar de bastante interessante,  parece um sketch do “Gato Fedorento”.

Homenagem a João Aguardela

Janeiro 25, 2009

Morreu no passado domingo, vítima de cancro, o músico João Aguardela, com apenas 39 anos. Com uma carreira em crescendo, começou por se destacar nos Sitiados onde resolveu envolver a música tradicional com uma linguagem rock. O grupo obteve um sucesso assinalável (quem não se lembra do grande exito “Esta vida de marinheiro”?), mas o resultado musical, muito marcado pelos trejeitos de voz do Aguardela e por um produto final com uma certa estrutura cómica, esteve longe de me satisfazer. Mais tarde viria a criar um projecto pessoal chamado Megafone em que aliava, de forma crua,  recolhas de raiz da tradição portuguesa com sonoridades electrónicas,diversas. Um projecto curioso e que primava pela tentativa, ainda muito pouco explorada, de fazer chegar a música tradicional a um novo público, através da fusão com linguagens sonoras mais modernas.

No entanto, o brilhantismo maior estaria guardado para o seu mais recente projecto. Depois de criar com Luís Varatojo (Peste & Sida, Despe & Siga) os Linha da Frente (não conheço), responsáveis por musicar grandes poemas da literatura nacional, contando com um leque diverso de intérpretes vocais, esta dupla criativa resolveu prolongar a sua colaboração, fundando A Naifa. Juntamente com a grande voz de Maria Antónia Mendes e com a bateria de Vasco Vaz (entretanto substituído por Paulo Flores), o grupo foi um dos pioneiros na criação do “novo fado”. Assim, pegando numa base fadista, mas juntando-lhe beats electrónicos, linhas de baixo pulsantes (a cargo de Aguardela), alguma percussão e uma sensibilidade pop deliciosa, o grupo lançou 3 grandes discos, o último dos quais, Uma Inocente Inclinação para o Mal de 2008, foi um dos grandes lançamentos do ano passado.

Para recordar, apresento-vos o fabuloso “Señoritas” do segundo disco   d’A Naifa: 3 Dias Antes da Maré Encher de 2006.

Até sempre!

É Preciso Mudar

Janeiro 25, 2009

“A Mesa de Café” celebra 4 anos este mês (já celebrou, aliás). Parabéns a nós e um sincero obrigado a todos os que nos comentam, divulgam e motivam a escrever. Venha mais um ano!

Metáforas

Janeiro 25, 2009

“O ministro das Finanças afirmou ontem que a crise económica e financeira global é “um momento único na história” e que não “há GPS” para esta situação, mas apenas “estrelas” tapadas com “nuvens”…”

Imperceptível, mas bonito. No Público.

“Obamania”

Janeiro 25, 2009

Eu sei que este post vem com agum delay, mas os exames e alguns afazeres (e a inércia que me caracteriza, claro)  têm-me impedido de actualizar isto. 

Desejo as maiores felicidades ao presidente Obama, mas devo dizer que não acredito em super-presidentes e que me preocupa o estado de graça por tempo indeterminado de que este parece gozar (há excepções, claro). Quando daqui a 6 meses não houver PMEs nem esperança falamos. Mas o que me levou a escrever foi outro assunto: quero apenas que pensem no ar horrorizado dos Pachecos Pereira aqui do burgo caso se dedicasse igual tempo de antena ao vestido da mulher (?) de Sócrates e ao cão da família. E largas horas de directo nos canais nacionais com a tomada de posse.

A bottom line é esta: porquê tanta tolerância com políticos que não são os nossos e tantos “esquemas, estratégias de manipulação” e discursos irados contra as famigeradas agências de comunicação quando se trata dos nossos?

Um “shot” de orgulho patriótico ingénuo

Janeiro 24, 2009

Which living person do you most admire?
The Portuguese director Manoel de Oliveira, who is 100 years old and still working.

Dustin Hoffman, Vanity Fair