

Merkel pede que Sarkozy não seja tão afectuoso
Não consigo perceber quem é que tem falta de abertura, se a Merkel por não tolerar o cumprimento mediterrânico ou Sarkozy por não entender que até a saudação, em relações internacionais, é case sensitive.
A ver!
- Se Santana ganha, a vitoria e dele,
- Se Santana perde, a derrota e de Manuela Ferreira Leite.
Sem duvida, um bom negocio para a lider do PSD!
Passeava eu por Óbidos (a propósito, a terra mais bonita de Portugal) com a minha “companheira”, quando decidimos entrar numa loja. Eis senão quando nos deparamos com uma bela cópia de um “escarrador”, isso mesmo, um escarrador! Esta peça nada tem de relevante para o caso que vou descrever, mas aproveito-a, em falta de motivo de maior, por me apetecer inaugurar o uso desta bela palavra no Blog. Já agora, por mera curiosidade, um escarrador, é, como o nome bem indica, um recipiente para o qual os “antigos” projectavam o seu muco. Tal comportamento era, até, segundo sei, considerado uma arte, não sendo por vezes fácil acertar no alvo (ora, se acertando o resultado já é aos olhos de um cidadão contemporâneo, digamos, nojento, não me atrevo a adjectivar a imagem resultante de um falhanço).
Tudo isto para dizer que a dita peça foi – ou melhor dizendo, o original foi-o – concebida por Rafael Bordalo Pinheiro. Ora, o dono/dona da referida loja, cuidadoso, não se asbteve de adornar o escarrador (bonito, por sinal) com a devida descrição.
É então essa descrição que aparece na imagem acima (clicar para aumentar). Ora qual não foi o meu espanto quando, ao ler o texto, reparo que não só este está no geral escrito numa linguagem, digamos, demasiado corrente, como nos apresenta – qual pièce de resistance – uma pérola do mau português:
“(…)onde acabou por descobrir a sua verdadeira vocação, derivado das políticas nos bastidores(…)”
Palavras para quê?
Coimbra parece tomada por uma praga de machos e fêmeas em constante disputa pela mediocridade. A Praça da República e ruas adjacentes torna-se, em pleno dia de semana, intransitável, no meio de grunhidos e mais grunhidos (a promoção do curso é feita grunhindo). Vomita-se pelos cantos. A comandar o exército estão, guess who, os doutores – trajados – já que a Capa e Batina não existe, repousando em casa ou no chão porque se torna incomodativo carregá-la. A Capa e Batina – aliás, o traje - é a indumentária certa para uma noite de arroto e grunhido. É oficial: estudar em Coimbra deixou de ser diferente por causa do fado, da Associação Académica de Coimbra, da cultura, da praxe (como transmissão de valores) e de tudo aquilo que pode proporcionar enquanto instituição. A cidade transformou-se, hoje, numa arena de javalis (a expressão é de J.P. Simões) em que apenas a boçalidade é premiada – e quanto maior e mais gritante, melhor. Para dar continuidade a este desvirtuamento total da académica, são criadas tunas, tertúlias, reais, imperiais – ou o que servir – dentro das próprias faculdades para que aquilo que o estudante de Coimbra tenha que conhecer da Associação Académica seja apenas o Bar.
A academia de Coimbra (mas não apenas ela, obviamente) atravessa a maior crise de valores e de identidade que provavelmente conheceu no últimos 30 anos. A Universidade deixou de ser um pólo de cultura, para passar a ser um supermercado de licenciaturas e títulos que em nada se traduzem no mundo real. Estudar em Coimbra é, numa quantidade assustadora de casos (Privadas, Politécnicos e Licenciaturas com nome de hobby), uma maneira de torrar dinheiro aos pais para obter, a muito custo, um grau que apenas promete lugar na caixa de um hipermercado. É óbvio que os estudantes não são os únicos culpados, mas não haja ilusões: têm responsabilidades, já que não fazem o mínimo esforço para se cultivar, deixando-se envolver apenas nesta neblina de mediocridade, considerada aceite.
As próprias festas académicas denunciam a total aniquilação da identidade de Coimbra. Se são, por um lado, máquinas de recrutamento de almas que em mais nada se destacam, são, por outro, uma indústria. Não há um mínimo esforço de divulgação da música e cultura portuguesas (sendo que estes palcos seriam, sem dúvida, os indicados para o efeito). Há apenas a necessidade de imitar o que as outras academias fazem, criando uma espécie de Rock in Rio Mondego, pobre e descaracterizado. Um festival como qualquer outro, uma semana académica que poderia acontecer (e acontece) em moldes iguais (ou melhores, até) em qualquer ponto do país. No meio disto tudo, os estudantes celebram e nem sabem porque celebram. Passam por Coimbra e choram, no fim, durante a serenata monumental e também não sabem porquê. Mas têm razões para isso: vão sair para o mundo real, e muito provavelmente vão estar desempregados e descontentes com as adversidades. Vão olhar para trás com saudade do tempo em que gastavam balúrdios aos pais para viver Coimbra. No meio da javardice, claro.
Pedro Santana Lopes tem um blog! É pena é que não seja, aparentemente, actualizado muitas vezes. De qualquer forma, sempre dá para aferir dos seus dotes de crítico cinematográfico (deparamo-nos imediatamente com uma esfuziante recomendação do Mamma Mia!) e para nos apercebermos de como foi e continua, o nosso boneco assassino, a ser tão mal tratado pelo “Contra Informação” e pelo professor.
Esta preciosa descoberta devo-a ao Arrastão.
Há qualquer coisa de orwelliano neste anúnico da PT…
Via Abrupto
“O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, reage com esta careta a uma hesitação sua na altura de abandonar o palco, depois de apertar a mão ao seu rival democrata, Barack Obama, no final do terceiro e último debate presidencial antes das eleiçoes de 4 de Novembro, na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova Iorque.”, in Publico
“(…) Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.
E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho…”
Por favor leiam este inacreditável artigo sobre uma suposta acção de formação sobre o malfadado “Magalhães”. Uma vez mais, não é o computador que está em causa. É todo o processo.