Arquivo de Maio, 2008

Ajudar o Mercado

Maio 26, 2008

É pouco provável que sirva para alguma coisa. Mas a soberania do consumidor é a única arma que resta. Pede-se, por isso, “(…) aos automobilistas para não comprarem gasolina nos postos de combustível da Galp, BP e Repsol nos dias 1, 2 e 3 do próximo mês. (…) Os autores deste apelo sugerem a utilização de bombas de outras marcas, em alternativa àquelas três…” Sugere-se, por exemplo, as bombas dos hipermercados, que como é do conhecimento de todos praticam preços mais baixos. 

in Público

“Demagogia”

Maio 26, 2008

Para o primeiro-ministro, José Sócrates, é “demagogia” que se peça uma redução no imposto sobre produtos petrolíferos. É natural que assim pense. Não é José Sócrates que se sufoca em créditos para pagar bens e serviços básicos como uma casa. Ao contrário de 99% da população, José Sócrates e “comitiva” deslocam-se numa frota automóvel paga com o dinheiro do contribuinte. O mesmo sucede com o combustível que os faz deslocar. É, por isso, natural que José Sócrates não sinta na pele o que custa à população pagar bens que vão ficando insustentáveis para as classes média/ baixa. Só por isso é que pode achar “demagogia” que se peça uma diminuição da carga fiscal neste tipo de produtos… É certo que esta não é uma solução a longo prazo (como seria investir nos transportes públicos), mas é a única a curto prazo. E que custará, obviamente, ao Estado, libertar-se desta “mina”. Mas haverá outra solução? 

Como todos sabemos, o aumento do preço dos combustíveis não afecta apenas os particulares. As empresas têm mais dificuldade em fazer deslocar os seus produtos. Assim, aumentam os produtos alimentares, o preço das matérias primas, etc. Sufoca-se a economia, produz-se menos e vende-se mais caro o que se produz. Energias renováveis? Certo, mas para quando?

Tudo começou com a liberalização deste sector. Com a promessa de que o mercado, abençoado pela livre concorrência, faria baixar o preço dos combustíveis. Pois aqui temos o resultado desta magnífica fórmula. A Galp é a única refinaria portuguesa. Assim que aumenta o preço dos combustíveis, as restantes empresas seguem-lhe o exemplo. É quase certo que o fazem de forma combinada: a isto chama-se cartelização. Que é ilegal, mas que também é dos crimes económicos mais difíceis de provar que existem. Chama-se, por isso, a Autoridade da Concorrência. Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, diz num tom quase que ofendido que “já respondeu a todas as perguntas”. No dia seguinte diz que “gostava, como cidadão, que o Estado baixasse o ISPP”. Estamos a falar de uma empresa que faz 1,4 milhões de euros de lucro por dia. Este senhor está a gozar com quem?

Isto não é a revolta contra o grande capital. É a revolta contra o grande capital que feito à custa das necessidades básicas da população e do país. Assim: menos impostos sobre os combustíveis e fim do oligopólio das gasolineiras. Não ligue Sócrates às necessidades básicas da população e vai ver a “demagogia”. Nas urnas.  

Só Desvalorizamos os Direitos Humanos Um Bocadinho!

Maio 23, 2008

“O PS desdramatizou hoje a divulgação de uma lista de voos que passaram por Portugal de e para Guantánamo (…). Em declarações aos jornalistas no Parlamento, a deputada socialista Ana Catarina Mendes afirmou que dos 56 voos listados “apenas quatro” fizeram escala na base das Lajes e em Santa Maria, nos Açores (…)”

in Público

Azar tibetano, sorte chinesa

Maio 23, 2008

Então não é que, logo quando as coisas estavam a correr tão bem aos seguidores do Dalai Lama, com as câmaras debruçadas sobre os seus instintos cleptomaníacas em relação à tocha olímpica e a repressão violenta perpetrada pelas autoridades chinesas, tinha que vir um terramoto! Um raio de um terramoto!

É preciso ter azar. Agora ninguém lhes liga, só querem saber dos chineses que jazem sob os destroços. Ainda por cima são obrigados a fazer vigílias, para “parecer bem”.

Quem se ri é a China, que a pouco e pouco, entre alguns lampejos de democracia e ajuda aos mais carenciados lá vai recuperando a credibilidade junto do Ocidente.

“Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay”

Países desconhecidos

Maio 23, 2008

Acabei de descobrir um país chamado Belize. Pequeno e pouco populoso - tem uma população de cerca de 300 000 habitantes- tem uma bandeira “simpática”, uma Universidade com propinas de 100€ e um clima agradável (tirando um ou outro furacão…nada de mais).

Vou emigrar!

Pré-aviso

Maio 23, 2008

Eles estão quase a chegar. Por muito lento que este texto fosse a sair, seria certamente mais rápido que a casa de Nova Orleães que não volta a ganhar o ar acolhedor que tinha antes da violência da natureza e a indiferença do governo a avassalarem. Claro que a casa era de uma família de negros pobres, já que os branco mais abastados e as namoradas dos rappers se puseram a andar a tempo e só voltaram quando já sabiam que as suas casas cómodas e robustas nada mais tinham que alguns arranhões. Por muito que me apresse, eles vêm aí! Não são aqueles que trocam bolas com o irmão Wright-Phillips: não o Ian (amigo daquele que tropeçou ontem quando ia todo contente marcar uma grande penalidade), mas sim o Bradley. Nem tão pouco os outros que jogam em Saint James Park com o Obafémio Martins (nome Lusitano mas diz que é nigeriano; se morasse em Nova Orleães só não ficava sem casa porque provavelmente viveria à grande; sim no sul os futebolistas já não vivem mal) … ou o Michael Owen, o puto que se foi enterrar no circo de Madrid. The Saints are coming!

Não adianta apressar a nós nem a ninguém. Quando alguém chorar perante o pai ao telefone pode ser ou não já tarde. The Saints are coming.

Decência! The Saints are coming.

O mais pequeno erro pode ser crasso. O mais pequeno desvio de cálculos pode deitar tudo abaixo. A mínima lacuna nas estimativas pode ser fatal. Foi assim que a Briosa manteve, com muita Paciência! Concentrem-se! The Saints are coming.

Ninguém se desentenda como há uns anos o Lee Bowyer e o Kieron Dyer. Unam-se e apoiem-se! Não adianta subaproveitar recursos em causas perdidas, fúteis ou evitáveis. Assim, juntos podemos vencer. The Saints are coming.

Quando eles desfilarem eu quero participar! The Saints are coming!

Pode haver ou não resposta. The Saints are coming.

Todos a acreditar em todos. Maio de 68 já lá vai, mas o mundo precisa de ajuda. The Saints are Coming.

O tempo não muda, mas o petróleo acaba. Vão procura-lo no Iraque ou corram para o Irão que ele acaba à mesma… Não há Chavez para este problema. The Saints are coming.

Assim venceu hoje o Celtic, o campeão de toda a Escócia e da única Irlanda que conheço. Eis a prova! Não são Rangers nenhuns que vêm coroar nenhuma segurança nem ser úteis a ninguém com provocações nem valorizações inflacionadas, pois o mínimo erro milésimal pode desabar com as ideias. The Saints are coming!

Assim, julgamos as atitudes e não as pessoas. Ter comidinha na mesa todos os dias é melhor do que ás vezes pensamos. Assim como abrir a porta de casa e reparar que a água chega ao segundo piso pode ser giro apenas por ser um sinal que a casa ainda está inteira. Não torno a avisar. The Saints are coming!

Reacção surpresa dum militante do PSD ao tomar conhecimento desta improvável candidatura:

Maio 22, 2008

“Patinha, Antão, estás doido?”

P.S. Este candidato tornou-se no primeiro caso de aplicação à política de uma das teorias futebolísticas que defendo incessantemente: há pessoas que não têm “nome” para certas profissões. Do mesmo modo que “Areias” e “Edcarlos” (magnífico exemplo do hábito brasileiro de dar aos filhos o nome fruto da junção - normalmente com pouco critério - das preferências de cada projenitor. Neste caso, especulo: Edmilson + Carlos) não podem - NÃO PODEM - ser bons jogadores de futebol, Patinha Antão nunca poderia ser líder do PSD (não que sem este nome pudesse, mas isso são pormenores). Provavelmente não concordarão comigo, mas vejamos: Encaram a hipótese de admirar um jogador chamado…Areias? Vê-lo-iam a jogar ao mais alto nível? Imaginam ouvir na rádio: “Areias, o melhor jogador do mundo”? Eu não!

Um bom prenúncio…

Maio 22, 2008

…para o fim do “arrebimba o malho” na Estudantina Universitária de Coimbra.

É uma pena que uma tuna - perdão, um grupo musical que toca, entre outras coisas, música de tuna - se dedique precisamente a…músicas de tuna.

Por paradoxal que possa parecer, é um desperdício que o faça. No caso da Estudantina (ou deverei dizer: Estudantuna?), há claramente - pelo menos aos olhos e ouvidos de um leigo como eu - matéria prima para ir bastante mais longe. Vejo com regozijo que esse caminho está a ser traçado.

Estas músicas - Madalena, Ronda das Mafarricas e Granada - são disso exemplo paradigmático.

Por isso, insurjo-me: mais “Madalenas”, “Rondas das Mafarricas” e “Granadas”; menos “Traçadinhos” e “Assim mesmo é que és”!

P.S. Reparei, entretanto, que estes vídeos foram colocados no “utubi” pelo APN (acho que usar as iniciais ajuda a dar um certo grau de credibilidade a este Blog), um ilustre membro desta “Mesa de Café” e não por acaso, precisamente um dos “cançoneteiros” da Estudantina.

P.S.2. Um pouco de veneno: apesar dos progressos, ainda continuam atrás da inigualável “Orxestra Pitagórica”!

Quentes e Frias

Maio 21, 2008

Tenho andando afastado (outros afazeres), mas não distraído.

Assisti com interesse (principalmente porque estive de cama com gripe durante dois dias, logo, obrigado a assistir à programação que os nossos fantásticos canais impõem) à recondução das atenções, aquando da deslocação do nosso PM à Venezuela (Chavolândia) para o delito que aparentemente cometeu a bordo – fumar um cigarro – pasme-se! Sinceramente, continuo a achar sintomático de alguma coisa que este episódio tenha sido notícia de abertura em praticamente todos os noticiários (mesmo nos fora de horas da SIC Notícias). E ainda mais sintomático que José Sócrates tenha vindo a público desculpar-se como uma criança arrependida e prometer a todos os que aparentemente se interessam que iria deixar de fumar. Patético. Tão patético como o que é considerado relevante pela comunicação social. Não posso estar mais de acordo com Pacheco Pereira…

… O que me leva a falar do seu inenarrável programa. Lobo Xavier, que jura que não está alinhado com nada nem ninguém, aponta o dedo a todas as figuras que aparentemente não são do CDS, revestindo-se na maior parte dos casos de uma irritante postura de virgem ofendida; Pacheco Pereira não tem qualquer problema em garantir que é um génio com acesso a fontes de informação de que mais ninguém dispõe; António Costa, o yes man de serviço entra como substituição directa do ascoroso Jorge Coelho, para fazer exactamente o mesmo tipo de discursos. Valha-nos o “Eixo do Mal” para uma análise política isenta (felizmente que não se limita à política).

Manuela Ferreira Leita soma e segue, contra o voluntariado que habita as concelhias do PSD de norte a sul. A velha guarda do PSD aparece para salvar o partido, contra todos os Santanas, Menezes e Jardins que não querem descer do poleiro (não restam dúvidas que a candidatura de Santana Lopes é um desesperado acto de sobrevivência politica). Com uma estratégia semelhante à do seu mentor espiritual, o Professor Silva, não responde a perguntas incómodas, pelo menos enquanto não ganhar eleições. Foi o que me pareceu na sua entrevista (bem conduzida – em todos os aspectos) da SIC Notícias. Bem, e por agora é tudo…

 

La Historia Del Mamut

Maio 19, 2008