É uma das mais curiosas idiossincrasias da política portuguesa. Quase como uma pura relação de causa efeito, sempre que um dos grandes partidos está em crise escolhe agarrar-se, com todos os esforços, ao mais mediático e vazio fait diver que encontra. Isto num clamoroso exercício de clara irracionalidade política.
Todos se lembrarão do caso do PIB, com António Guterres (”é fazer as contas”). É paradigmática a reacção do “maior partido da oposição”.
Agora é a vez de o PSD não deixar escapar o caso de Fernanda Câncio. Declarações em catadupa e descoordenadas - reservadas ao princípio (sem dizer o que estava claramente implícito) e exageradas no fim. Tudo culmina no consenso. Contudo, ao contrário do desejado por Menezes (e companhia), este reúne- se na condenação deste aproveitamento.
O que se poderá esperar de um país em que o maior argumento da oposição passa por uma - no mínimo incerta - nomeação propositada de uma suposta namorada do primeiro ministro para um programa inócuo?
“A cavalo dado não se olha o dente”. É um provérbio com alguma lógica, mas em política revela-se, quase sempre, pouco eficaz!
Maio 15, 2008 às 12:20 am
[...] Há um mês escrevi isto. [...]