Arquivo de Março, 2008

5 Anos…

Março 16, 2008

Faz hoje 5 anos que estes quatro fantásticos se juntaram nos Açores para tomar a decisão mais estúpida deste milénio. Utilizando provas falsas e indo contra a ONU e grande parte da Europa, decidem invadir o Iraque para ‘capturar Saddam’ e ‘instalar a democracia’. Treta… Na altura ainda podiam enganar alguém, mas hoje em dia já não há dúvidas que tudo se tratou da ’sede’ de Bush pelo petróleo e de três ’lambe-botas’ .

Tentei procurar o número de mortes pelas quais eles são responsáveis e encontrei informações muito diversas, mas nunca abaixo das várias centenas de milhar e com muitas que estimam que o número de mortes já seja mais de 1 milhão. Alguns deles até podem ser terroristas, mas a maior parte são sem dúvida civis que nada fizeram para se encontrarem no meio de uma guerra motivada pela estupidez desses quatro.

Entre esses quatro está esse ‘magnifico’ português do qual muitos dizem que devemos estar muito orgulhosos. Eu não tenho orgulho, tenho vergonha e tristeza que ele seja português.

P.S. – Depois disto, não entendo como é que já várias pessoas mencionaram o nome do Durão Barroso para Prémio Nobel da Paz! Vejam bem, da PAZ!

Agora sim, o Video – versão comentada

Março 15, 2008

O Big Brother chegou à política

Março 15, 2008

Depois da política ter entrado, no mundo contemporâneo, num processo de profundo descrédito e, consequentemente,  ocorrer uma desvalorização do que deveria ser essencial, ou seja, os princípios e as convicções ideológicas das pessoas, eis que a SIC dá a machadada final ao fazer uma reportagem sobre as vidas privadas do primeiro-ministro e do líder da oposição.

Absolutamente sem comentários. Nada que eu possa escrever exprime melhor a minha opinião sobre estas reportagens que o título deste post

A não perder

Março 14, 2008

O telefonema de Sócrates a Zapatero.

Ver a partir dos 11m52s.

Vale um poema!

P.S. Infelizmente, não consegui “blogar” o vídeo.

Também não é preciso exagerar!

Março 13, 2008

 

Agora anda tudo a “bater” no Menezes por causa do novo símbolo do PSD.

O homem é incompetente, certo, mas tudo tem limites.

Destaque para mais dois albuns portugueses recentes

Março 13, 2008
         
        
Norberto Lobo – Mudar de Bina
             

Norberto Lobo é um músico lisboeta que, depois de ter colaborado com os projectos Munchen e In Her Space e ter ganho algum protagonismo ao vivo, já a solo, efectuou, neste album, a sua estreia nas lides discograficas em nome próprio.

O album Mudar de Bina, editado nos finais de 2007 pela Borland (uma das mais importantes editoras independentes do país, onde habitam nomes como Alla Pollaca, Lobster ou o consagrado projecto de Francisco Silva Old Jerusalem), insere-se numa lógica lo-fi, com uma produção muito minimalista, colocando em evidência o fabuloso som natural directamente saído da guitarra acústica de Norberto Lobo, o único instrumento aqui presente, destacando-se o seu profundo virtuosismo interpretativo e uma alma verdadeiramente notável. Em termos de conteúdo, ocorre no album uma alternância entre alguma aproximação à música folk norte-americana, em temas como “Jogo do Bicho”, e uma profunda identidade portuguesa, com destaque para a reciclagem dos temas tradicionais “Cantiga da Ceifa” e “Ó Ribeira”. É com muita frequência que nos vem à cabeça, ao ouvirmos este Mudar de Bina, o génio da guitarra portuguesa Carlos Paredes, pela sua enorme capacidade de interpretação e pelo aproveitamento de todas as potencialidades do instrumento, neste caso a guitarra acústica e não a guitarra portuguesa. Assim sendo, é sem surpresa que Norberto Lobo dedica o album a Paredes e recria um dos seus temas mais mediáticos: “Mudar de Vida”, outro dos grandes destaques do album, tal como o tema título.

Nota: Recentemente, Norberto Lobo esteve no prestigiado Festival para Gente Sentada de Santa Maria da Feira onde recebeu rasgados elogios desse grande vulto da música portuguesa da actualidade: JP Simões.     
   

           

Stockholm Lisboa Project – Sol

Os Stockholm Lisboa Project são um projecto constituído pelo sueco Simon Stalspets (mandola nórdica, harmónica e apoio vocal) e pelos portugueses Sérgio Crisóstomo (violino e apoio vocal), Luís Peixoto (bandolim, bouzouki e apoio vocal, ele que também faz parte dos Dazkarieh) e Liana (voz, tem formação em fado, tenho ganho por duas vezes a Grande Noite do Fado). Misturando as influências diversas dos seus músicos, decidiram apresentar um projecto que unisse elementos tradicionais portugueses, nomeadamente ao nível do fado, com a tradição sueca e escandinava.

Assim sendo, é nesta base que lançam em 2007 a sua estreia discográfica Sol. O album é um daqueles casos que, ao longo das várias audições que efectuei, me foi sempre cativando cada vez mais (o que é ainda mais extraordinário a partir do momento em que, no caso do fado, eu estou longe de ser um fã). É, acima de tudo, um album que, pela sua essência, tem uma originalidade tremenda, consideravelmente diferente do que vamos encontrando por aí, destacando-se naturalmente, neste contexto, os temas “Sol de Janeiro /Ombyggnan”, “Desgarrada / Toc Edits Polska” e “Fado do Ribatejo / Hokpers Vals”, em que se misturam simultâneamente, em cada uma das faixas, as realidades musicais dos dois países. Ao nível vocal, a voz de Liana, pela sua simplicidade, brilha na maior parte dos temas cantados, mostrando que não são precisos, de forma alguma, trejeitos de virtuosismo excessivo para que uma voz seja absolutamente lindíssima. Ponto alto do album: “Mentiras”, um dos temas mais maravilhosos e apaixonantes que ouvi nos últimos meses. Um tema (e um album) absolutamente a não perder.

 

(publiquei esta crítica inicialmente em http://artesanatosonororuc.blogspot.com/)

Ainda Mais Impressionante

Março 13, 2008

Quem se surpreendeu com o “Google Earth”, pode ficar boquiaberto com as fotografias de alta resolução do país inteiro disponíveis no “Live Maps”, da Microsoft, e principalmente com a nova funcinoalidade chamada “Olho de Pássaro”. Percam uns minutos com isto, vale a pena.

Via Público

Bem Dito

Março 13, 2008

“Menezes que atacou publicamente Cavaco, Marcelo, Durão Barroso, e Marques Mendes, em literalmente centenas de entrevistas, artigos, declarações, num blogue escrito em seu nome por um assessor da CM Gaia, em comentários televisivos na SICN, em directos feitos de sua casa enquanto decorriam Congressos do PSD em que não estava, e nalguns livros, quer intimidar e varrer do partido os seus críticos internos.”

Pacheco Pereira, in Abrupto 

Música, Para Variar

Março 12, 2008

Contra mim falo, que jurei não divulgar mais música que não fosse portuguesa/ cantada em português. Mas penso que estas duas merecem destaque, já que são bandas que conseguiram lançar-se, aparentemente sem ajuda do grande capital. São as duas britânicas. A primeira chama-se “Vincent Vincent and the Villains”.

Ouvi a primeira maquete deles pelo primo de um amigo meu que os conhecia, já lá vão uns dois anos. Pois acabo de reparar que a lançaram um single em Outubro de 2006 e que acabam de lançar o 1º CD, que estupidamente não inclui essa música: “Johnny Two Bands”, uma música hilariante que fala de um membro da banda que descobriram que também tocava noutra. Podem ver o videoclip e ouvi-la aqui. Introduziram algumas alterações na maquete, a meu ver para melhor, principalmente no que toca a segundas vozes e na própria melodia, mais completa pela guitarra eléctrica solada. Recomendo vivamente. Podem… hum… comprar o cd. Mas se decidirem comprá-lo, comprem mesmo. É o que eu farei, pelo menos.

A segunda banda chama-se The Displacements e insere-se mais no punk/ rock britânico do que a anterior, que é mais, digamos, pop (estas catalogações também me irritam um bocado, mas acabam por ser úteis para separar as águas). Com uma forte presença em palco, comprovada aqui por alguns elementos do blog na discoteca Razzmatazz, em Barcelona, são bastante promissores, já que fórmulas idênticas (ex: Arctic Monkeys) provaram dar os seus frutos, também com letras relativamente simples e arranjos não demasiado complexos (a estrutura normal – guitarra solo, guitarra de acordes, baixo, bateria e vocalista). Também já conseguiram editar um single, mas para já é tudo. Podem ouvir algumas músicas aqui.

A Justiça portuguesa está… na rua

Março 11, 2008

Um cidadão de Abrantes, testemunha de um processo criminal, teve de prestar o seu depoimento na rua porque anda de cadeira-de-rodas e o tribunal de Abrantes não tem  uma rampa ou um elevador que permitisse ele ter acesso à sala de audiências.

 Sejam bem-vindos a Portugal, um verdadeiro país de terceiro mundo.