O Partido Comunista Português faz-se regularmente passar por grande defensor da democracia, chegando até a gabar-se de possuir grande mérito na construção da nossa. Será assim?
Esqueçamos os factos do conhecimento geral que ocorreram nos tempos idos do 25 de Abril (PREC) e que puseram Portugal na iminência de resvalar para uma ditadura, tornando-se num obediente satélite da URSS, não fora a coragem e o faro político de Mário Soares (a propósito, para aqueles que diziam que estava senil, o homem tem vindo a mostrar-se duro de roer).
Relembro, sim, factos de um passado menos “notados”:
- O PCP é, segundo os seus estatutos, um partido marxista-leninista. Este facto, por si só, já é revelador. Lenine também teve direito ao seu quinhão de mortes políticas. A realidade, contudo, é ainda mais curiosa. Muitos comunistas levam (ou levavam) a sua ideologia ao derradeiro estado, afirmando-se como Estalinistas. O próprio Álvaro Cunhal o era, dizia-se. Ora, isto, na prática, é o equivalente a haver um Partido de ideologia nazi. Ou não era Estaline, também, um simpático ditador sanguinário?
- No Jornal O Avante é comum verem-se elogios à ex-URSS
- Bernardino Soares, esse rapaz moderado, disse em tempos “não ter a certeza que a Coreia do Norte fosse não fosse uma democracia”. Esperemos que já esteja elucidado.
- Nas duas últimas edições da festa do Avante, o braço político das FARC - essa organização benemérita - foi convidado. “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”
Perante isto, será o PCP democrata?