Arquivo de Janeiro, 2008

Quote

Janeiro 31, 2008

“(…) Os nossos jovens viajam, lêem, frequentam a internet. Graças ao Erasmus, muitos passam largas temporadas no estrangeiro. Os nossos profissionais liberais são em geral mais cultos, mais inteligentes, do que os pobres bonecos desnorteados que vicejam nos partidos. As nossas classes médias passam férias na Europa ou nos Estados Unidos. Os nossos trabalhadores contactam com gente do leste da Europa, com imigrantes africanos, com realidades bem mais complexas do que é usual imaginarmos. Não há motivo algum para dizer que os portugueses são menos adultos que os suecos, ou estão menos preparados do que os irlandeses para a verdade, o rigor e as reformas de que o país necessita…”

Luís M. Jorge in “A Vida Breve

Finalmente!

Janeiro 31, 2008

O Governo australiano vai pedir desculpas à população indígena.

Durante 10 anos, o governo de John Howard recusou-se, teimosamente, a fazê-lo. O pedido de perdão aos aborígenes é algo semelhante ao reconhecimento por parte da Igreja (há uns anos, pelo Papa João Paulo II) dos crimes da Inquisição.

Os Aborígenes habitam a Austrália há 50000 anos – ou seja, cerca de 49800 mais que os actuais e “europeus” habitantes. No entanto, isto não impediu os colonizadores de, bem ao estilo britânico, primeiro, os tratarem como seres inferiores e, portanto, sem quaisquer direitos (matar um aborígene era, durante o século XIX e parte do XX um crime sem qualquer punição – aliás, nem sequer era considerado como tal); e, posteriormente, terem tentado um processo de assimilação (continha por base o conceito “irrefutável” de que, visto estes terem uma cultura inferior, ser lógica “obrigação” dos “civilizados” educá-los), que consistia, entre outras medidas, na entrega, para a adopção por famílias brancas, de crinças indígenas.

Convém realçar que os Aborígenes são donos de uma cultura ancestral e muito própria, cujos valores deveriam ser, no mínimo, respeitados e, mais que isso, são superiores aos nossos em muitas vertentes. Compreende-se, assim, quão presunçosa foi a colonização europeia ao desprezar a sua cultura.

Mais, este povo é uma raridade. Nenhuma outra cultura é capaz de explicar as fontes deixadas pelos seus antepassados há dezenas de milhares de anos, com base numa cultura que se mantém desde esses tempos, num fio cronológico não quebrado (que não existe, nem de perto, em qualquer país europeu)!

A BLITZ comemora a sua edição número…

Janeiro 31, 2008

…20(!) com os Queen como tema de capa. Reparem que não está ao alcance de qualquer banda…o número 20!

Chamo a atenção para o facto de esta banda conseguir manter uma vasta legião de fãs (na qual eu me incluo) 17 anos depois do último cd (sem contar com o trabalho póstumo de originais – Made in Heaven – que também é revelador) e da morte do vocalista – e alma do grupo.

Conseguiria facilmente indicar 20 músicas diferentes (não é exagero, não!) que têm passado por diversas rádios portuguesas nos últimos anos. Conhecem mais alguma banda capaz disto? Não conheço nenhuma em actividade, quanto mais uma cujo último concerto se realizou quando eu, à semelhança de muitos actuais fãs, ainda me encontrava em parte incerta.

P.S. Deixo uma análise mais exaustiva e (ainda) mais apaixonada ao nosso ilustre colaborador Miguel Pessoa Vaz.
Isto sem, contudo, deixar de incitar o nosso mais recente contribuidor, e especialista reconhecido em matéria musical, jftabsolution – perdão: João Torgal – a elaborar uma análise mais imparcial.

Welcome to Portugal

Janeiro 29, 2008

Janeiro 28, 2008

Jornalista (Para uma criança de 5 anos)

E como é que os surrealistas pintavam?

Criança de 5 anos:

Tinham imagens dentro da cabeça e pintavam-nas. 

 Um caso em que a resposta é incrivelmente mais inteligente que a pergunta.

“…que até me dá vontade de rir, (que não tem piada)!”

Janeiro 28, 2008

Depois de 2m de conversa nonsense entre a operadora do INEM e o irmão da vítima:

“Se há pessoas feridas, eu mando-lhe a ambulância!”

“Não, não, ele morreu.”

“Morreu?”

“Deeeve ter moorrido…”

“Com que idade?”

“49 anos, mais ou menos…”

“Quarenta e quantos?”

“…44!”

“Mas ele estava doente ou foi agredido?”

“Sim, já estava doente, já!”

“Doente com quê?”

“Caiu…”

Momento Discovery

Janeiro 28, 2008

“Conta-me Como Foi”

Janeiro 27, 2008

Apesar de ser um formato espanhol (em que se retrata a Espanha de Franco), é bem capaz de ser a melhor série portuguesa que já vi até hoje. Excelente adaptação, argumento e actores. Recomenda-se vivamente, portanto. Aos Domingos, pelas 22:30, na RTP1.

J’ai le devoir vous informer…

Janeiro 27, 2008

Começava assim a carta do senhor Daniel Bouton, director da Société Générale (um dos maiores bancos em França), dirigida aos seus clientes e accionários, em que explicava que a administração tinha “descoberto uma fraude interna de uma amplitude considerável, cometida por um colaborador da divisão de investimento e financiamento”. Só mais tarde percebi a dimensão da coisa: a maior fraude financeira da história.

(Compreendo agora a insistência do banco para eu “regularizar” o meu saldo de 2 ou 3 euros negativos… cada cêntimo conta! Quem é o pobretanas agora? Ah ah!)

TV Rural

Janeiro 27, 2008

Acho piada a todo o alarido que se tem feito em torno do polémico telefonema entre uma telefonista do INEM e um bombeiro, pelos vistos isolado num quartel perdido algures no Portugal real. Como se não fosse algo perfeitamente adivinhável: para começar, este modus operandi é transversal a toda a Administração. Ou seja, nem sequer é novo. E é óbvio que, à medida que nos deslocamos para o interior, as coisas ficam ainda mais interessantes, já que o país que importa cuidar tem cerca de 2,5 milhões de habitantes, um Oceanário, e de certeza que nele o INEM não precisa de recorrer aos bombeiros para executar o seu trabalho. Nada de novo, portanto.