Na sequência do post do João Torgal…
Maio 16, 2008 by José Maria Pimentel…algo que aconteceu há pouco mais de meio ano…
Vale a pena ver a hipocrisia política deste homem!
…algo que aconteceu há pouco mais de meio ano…
Vale a pena ver a hipocrisia política deste homem!
Aquilo que poderia parecer a um indefectível observador “tramóia” revelou-se, parece, verdade.
Hugo Chavez, o amigo de Sócrates (anseio pelo dia em que possa assistir a um telefonema identico ao que o nosso primeiro-ministro teve com Zapatero) ajudou os terroristas das FARC (esses, por seu lado, grandes amigos do PCP).
Estas revelações ajudam a compreender a atitude e os discursos inflamados do Presidente Venezuelano aquando dos ataques colombianos em território do Equador.
Infelizmente (para ele, claro), destaparam-lhe a careca e não me parece que vá a tempo de pôr um capachinho ou usar a técnica conhecida como “administração capilar à lá Manuel Cajuda”. Ou será que vai?

Depois de ter defendido, de forma acérrima, os governos do PSD liderados por Durão Barroso e Santana Lopes, depois de ter dito repetidas vezes que a culpa da crise nacional era dos sucessivos governos do PS (e do ”Engenheiro” Sócrates em particular), eis que Luís Filipe Menezes, coerente como sempre, se sai com mais uma pérola opinativa.
Segundo ele, o governo de Durão Barroso foi o responsável máximo pelo elevadíssimo défice atingido no país e Manuela Ferreira Leite foi (passo a citar):
“A pior ministra da educação e a pior ministra das finanças dos últimos 30 anos.”
Com um bocadinho de jeito, ainda vamos, se Manuela Ferreira Leite vencer as directas do PSD, ver Menezes nos comícios de campanha do PS a gritar alto e a bom som:
“PS, PS, PS,…, Sócrates, Sócrates, Sócrates”.
Que vergonha, que despautério, que…
A.S. Não fui, de modo algum, contratado pela Vodafone para fazer este anúncio. Claro que não me importaria nada que me pagassem…

Trata-se de um novo plano da Vodafone. Em troca de uma mensalidade de 10€ (descontados todos os meses), tem-se acesso a várias vantagens, entre as quais chamadas grátis ilimitadas para quem tenha o mesmo tarifário. Calculo que não dê jeito a toda a gente, mas para quem liga muito para uma, duas ou três pessoas parece-me bastante compensatório. Todos os yorns e vodafones podem aderir.
P.S. Há outro plano idêntico, da Yorn, que dá pelo igualmente apelativo nome de extravaganza (especulo que o sufixo possa pretender ter alguma conotação “jovem”, quem sabe alguma iniciativa do Instituto da Droga e da Toxicodependência - fujam, que vêm aí as associações de pais!). Não é tão bom, contudo. A única diferença é que, ao invés dos 18+5 centimos a partir do 2º minuto, paga-se sempre 12 centimos. A partir do 2º minuto deixa de compensar, em relação ao outro.
Sócrates pede desculpa e diz que vai deixar de fumar.
Primeiro cria-se o fait-diver, devidamente colocado em parangonas nos jornais. Depois passa-se o dia a falar do assunto menor. No fim, a pièce de résistance: o primeiro ministro, “moralmente” obrigado a pedir desculpas, aproveita ainda a deixa para dar um tiro no próprio pé, dizendo algo no mínimo irrelevante, e no máximo…estúpido: que vai deixar de fumar.
Haja paciência!
P.S. Mais um belo exemplo da visão do Governo sobre esta Lei. O intragável paternalismo - a Lei não é para as pessoas deixarem de fumar, Sr Primeiro-Ministro, é para, fazendo-o, escolherem os locais certos para o efeito.
Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas ![]()
E que tal dedicarem-se a coisas realmente importantes…”pá”?

Depois de projectos como Novembro, A Naifa, Donna Maria ou Stockolm Lisboa Project, agora é a vez de Marco Miranda enquanto M-Pex ir ainda mais longe, no que às novas perspectivas do fado diz respeito.
Com influências iniciais predominantemente no mundo da música electrónica, estilo que inclusive divulgava num programa da Rádio Zero do Instituto Superior Técnico, foi através do seu avô Luís Tomás Pinheiro que Marco Miranda ganhou admiração pela guitarra portuguesa, tendo mesmo ambos tocado juntos numa casa de fados durante alguns anos. Assim sendo, é com estes pressupostos que surge agora de forma surpreendente e arrojada este seu primeiro album, com o sugestivo e subversivo título de Phado. O album é então marcado pela mezcla entre a presença imponente e maravilhosa da guitarra portuguesa e os samples e programações electrónicas, ora mais ambientais (em “Phado” ou “The Cloud’s Whispering Song”), ora mais intensos e dançáveis, (em “Hydheia” ou “Phadistikal”). O resultado final não será possivelmente consensual, podendo originar até críticas de alguns puristas do fado ou da electrónica, mas quem ouvir este Phado com horizontes alargados e aberto à novidade perceberá facilmente que não só temos aqui um disco cheio de identidade própria e características muito específicas, algo tão importante no mundo globalizado actual que aniquila a diferença, como a música nele presente tende a envolver-nos sempre mais a cada vez que o escutamos. Basta ouvir a aproximação arrepiante a Carlos Paredes em “Melodia Perdida” ou, principalmente, em “Melodia da Saudade” para percebermos que está aqui um grande talento e um nome a seguir com atenção no futuro.
(publiquei esta crítica inicialmente em http://artesanatosonororuc.blogspot.com/)